ERIKA
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- Aroldo, você já parou pra pensar que a nossa filha tá grávida... sozinha, em outro país, e com um homem que a gente nem conhece direito?
Falei enquanto terminava de secar uma caneca na cozinha. O rádio tocava uma música qualquer ao fundo, mas tudo parecia sem som perto da inquietação que crescia dentro de mim há dias.
Meu marido, sentado à mesa com o jornal aberto à sua frente, suspirou fundo.
- Já, Erika... já pensei nisso mil vezes. - ele tirou os óculos e me olhou com os olhos cansados. - Mas o que a gente pode fazer? Ela que quis ir... a gente só pode torcer pra que esteja bem.
- É que eu não paro de pensar... - coloquei a caneca no escorredor e me apoiei na pia. - Ela é só uma menina ainda. Grávida. Longe da gente. Longe de tudo o que ela conhecia. E com um cara que, sinceramente, nem sei se dá pra confiar.
- A gente sabe muito pouco desse tal de Jimin. - ele resmungou, dobrando o jornal. - Só sei que ele apareceu do nada, e de repente ela tava morando com ele na Itália. Nunca entendi direito essa história.
- Nem eu. - respondi, cruzando os braços. - Às vezes eu me pergunto... Se ela só tá lá porque fugiu do marido, e o Jimin acolheu. Ou se eles realmente estão juntos como casal...
- Pode ser qualquer coisa, Erika... - Aroldo se levantou e veio até mim. - Mas o que importa agora é que ela tá grávida. E parece que tá sendo bem cuidada.
- Eu sei... - suspirei, com os olhos marejados. - Mas eu sou mãe, Aroldo. Eu queria estar com ela. Eu queria ver a barriga crescendo, levar ela nas consultas, ajudar com as compras do bebê...
- E você vai ver tudo isso. - ele colocou a mão no meu ombro, gentil. - Assim que o bebê nascer, a gente dá um jeito de visitar. Ou quem sabe ela nos chama antes.
- Será? - murmurei, com os olhos baixos.
- Vai sim. Ela é sua filha, Erika. E por mais que esteja longe agora, ela sabe que pode contar com a gente.
Assenti devagar, tentando acalmar a angústia no peito. Peguei a bolsa pendurada na cadeira.
- Vou no shopping. Preciso sair um pouco, distrair a cabeça... e ver umas coisinhas pra... - dei um sorriso sem graça. - Pro meu netinho.
Aroldo sorriu pequeno.
- Traz alguma coisa azul. Eu tô sentindo que vai ser menino.
- E se for menina?
- Vai ser teimosa igual você. - ele riu.
Saí de casa com o coração apertado, mas tentando encontrar um pouco de alegria no meio de tudo isso. No shopping, andei pelos corredores sem rumo por alguns minutos até entrar numa loja de bebês.
Fui direto pras araras de roupinhas pequenas. Tudo tão delicado, tão lindo... Meus olhos brilharam. Peguei um macacãozinho branco com detalhes em azul. Toquei o tecido com os dedos, sentindo a emoção subir.
- Esse é lindo. - murmurei para mim mesma. - Vai ficar uma fofura nele. Ou nela...
Continuei andando pela loja, peguei uma naninha com formato de ursinho, algumas meinhas, uma manta fofa.
Na hora de pagar, o vendedor sorriu.
- Primeiro netinho?
- Primeiríssimo. - respondi, emocionada. - Minha filha mora longe, mas esse bebê já é amado desde agora.
Ele me deu um sorriso gentil. Saí da loja com as sacolas e os olhos cheios de lágrimas.
Não importava onde Louise estivesse. Ela era minha menina. E aquele bebê, mesmo a quilômetros de distância, já fazia parte do nosso mundo.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
