JIMIN
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O som alto da música vibrava quando entrei. Luzes vermelhas, azuis e lilases se revezavam sobre os corpos suados que dançavam como se fossem parte de uma grande coreografia caótica.
A boate tinha mudado... e muito. Tudo estava mais sofisticado, mais ousado, mais vivo. E no centro disso, estava ela.
— Boa noite, senhor — disse o segurança da entrada, meio inclinado.
— É, vamos ver se essa noite vai ser boa mesmo — murmurei enquanto passava por ele.
Meus olhos varreram o salão. Corpos dançando em plataformas, garçons apressados entre as mesas. Dançarinas nos bastidores. Mas eu só procurava uma coisa.
— Onde você está, Louise? — sussurrei, ajeitando a gola da camisa e indo direto para o bar.
— Vai querer o quê, senhor? — perguntou o barman.
— Uísque duplo. Do bom.
— Sim, senhor.
Aproveitei o tempo pra observar. Tudo rodava como um relógio. A equipe atenta, clientes consumindo como loucos, dançarinos masculinos arrancando gritos das mulheres ao fundo. Isso me fez rir.
— Interessante essa novidade. Louise tá mesmo à frente do tempo...
— Aqui está, senhor — o barman colocou o copo à minha frente.
— Essa gerente nova... é boa? — perguntei, casual.
— Excelente. A boate tá lotando como nunca — respondeu o barman, enchendo mais dois copos para um casal ao lado.
Dei um gole lento no uísque e apoiei os cotovelos no balcão, sorrindo com o canto da boca.
— Imagino que esteja. Ela sempre foi inteligente. — Fiquei em silêncio por alguns segundos. — E linda.
O barman me olhou de lado, curioso, mas não disse nada. Inteligente. Ficaria quieto. Ótimo.
Fiquei ali, observando cada canto do lugar. A segurança estava reforçada. Cada dançarina que era tocada indevidamente, logo tinha dois brutamontes do lado arrastando o cliente pro canto escuro.
Uma vez vi um levar um soco no estômago que até eu senti daqui.
— Louise não tá de brincadeira... — murmurei, rindo baixo.
Virei o corpo para encarar o salão. E foi aí que a vi.
Ela descia as escadas com um tablet na mão e um salto que deixava qualquer homem hipnotizado. O cabelo preso de forma elegante, a postura firme. O olhar atento.
— Porra... — sussurrei. — Como você tá linda, Louise.
Ela caminhava entre as mesas conversando com os funcionários, conferindo detalhes nas mesas, organizando tudo como se fosse dona daquele mundo.
E, de certa forma, agora era.
Respirei fundo, tentando controlar o que sentia. Não era só desejo. Era mais. Era obsessão. Loucura, talvez. Mas eu precisava dela.
Terminei o uísque, peguei o celular e digitei rápido:
"Boa noite, gerente. O cliente da mesa 8 gostaria de um minuto do seu tempo. — J."
Enviei.
Louise parou no meio do salão. O celular vibrou na mão dela. Vi quando ela desbloqueou a tela e leu a mensagem. Os olhos dela procuraram no salão. Nossos olhares se encontraram.
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OBSESSÃO
General FictionTaehyung, um poderoso mafioso, sentia um vazio desde a morte de sua esposa. Ele tentou preencher esse vazio com dinheiro, poder e mulheres, mas nada parecia funcionar. Até que um dia seus olhos cruzaram com os de Louise, uma jovem com uma semelhança...
