scott.2

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KYARA.

Estava terminando o jantar  quando meu celular começou a tocar insistentemente. Corri para a sala achando ser algo com o Júnior. Sequei minhas mãos no guardanapo e cliquei no celular o colocando direto no ouvido.

Filha! Está tudo bem?

— Claro mãe, claro que sim. O que aconteceu?

Ahn.. não é nada... Apenas evite olhar o celular, nos também recebemos as mensagens no Instagram. Seu pai está resolvendo isto.

— Que? Mãe, por Deus eu não estou entendendo nada!!

Dios mio!

— Olhe vou desligar, meu telefone esta notificando sem parar. Independente do que seja, eu estou bem ok?

Qualquer coisa nos ligue, meu bem. Seu pai e eu te amamos não se esqueça disto.

– Tudo bem, também amo vocês. Sempre.

Desbloqueio enfim o telefone e abro o aplicativo do Instagram vendo a direct que estava lotada por um perfil que me mandava mil coisas sobre o Júnior e eu e toda a nossa história.

Ah!! Mas não vai ficar tudo bem mesmo!

Desliguei tudo que estava no fogo e me ajeitei na velocidade da luz. Peguei a chave do meu carro e sai sem me importar com mas nada.

Agora eles vão ver a _vadia scott_ como me descrevia nas mensagens. Quase capotei o carro quando cantei pneu ao adentrar na antiga rua onde o Júnior morava, estacionei e abri a porta do meu carro, me apressado para entrar naquele inferno em terra.

QUEM FOI O FILHO DA PUTA? BORA CARALHO, JÁ DEU O QUE TINHA QUE DÁ  ESSA PALHAÇADA DE VOCÊS!! — apontei para a família do Júnior, e ele me olhava assustado.

— Abaixe o tom, você não está no meio de pessoas como você. — a mãe dele afirmava e eu bufei.

FODA-SE! TÔ DE SACO CHEIO DE VOCÊS E DESSE INFERNO QUE FIZERAM NA MINHA VIDA, SÓ POR CAUSA DE QUE? DO MEU CONTRATO  SEXUAL COM O JÚNIOR?

— Amor... por favor!

CALA A BOCA, JÚNIOR... NA MORAL, NÃO SE METE.

— Tem como você parar com esse escândalo? Ou quer os meus vizinhos para te servir de platéia? — O pai dele surgiu na escada e eu caminhei ainda mais para dentro da casa.

— Oh meu Deus, coitadinhos! Estão com medo de que eles fiquem sabendo da filhinha  vadia?

NÃO FALE DA MINHA FILHA! VOCÊ É UMA IMUNDA E O QUE EU FIZ COM AQUELAS MENSAGENS AINDA É POUCO PARA O QUE UMA VAGABUNDA COMO VOCÊ, MERECE.

AHHNN, AGORA ESTÁ EXPLICADO! FOI A CAFETONA! PELO AMOR, TOME VERGONHA NA PORRA DA TUA CARA E VAI ARRUMAR O QUE FAZER. — eu gesticulava nervosa e ela dava risada enquanto se aproximava de mim. Agarrou com força em meu braço e eu só fiz olhar o seu toque. — Me solta, Nadine.

— Não vai mais gritar? Grita, sua vagabunda. Grita! Que agora quem vai ser jogada do lado de fora é você, vadiazinha Scott

Ela encravou as unhas no meu braço e eu estava ficando cega de tanto ódio e ordenei pela última vez. — Está me machucando, me solte!

Ela fez questão de enfiar ainda mais as unhas contra a minha pele e eu senti arder já que estava rasgando a minha pele e até já escorria góticulas de sangue. Encarei seu rosto e ela tinha um sorriso debochado. Mordi meu lábio e fechei o punho que estava livre. Não pensei sobre meu ato seguinte, apenas pensei em soltar o meu braço esquerdo e para isso eu precisava colocar força no outro, o soco foi certeiro no meio do nariz, fazendo ela cambelar para trás e soltar o meu braço. Ela olhava o sangue em suas mãos e eu avancei na mesma a encurralando até que ela caiu sentada, eu iria acertar uma bicuda no estômago dela. Mas fui arrastada por meus cabelos.

RAFAELLA, CARALHO!— Júnior havia gritado mas eu já não sabia onde ele estava exatamente.
 
— Quem você acha que é e se tem a mínima moral para encostar em mim, Dominic?

CALA A SUA BOCA, SUA PIRANHA VOCÊ ACABOU COM A MINHA FAMÍLIA.

PARA MANO! PARA! CAI MACHUCAR ELAS!— o grito do Júnior me causava uma dor enorme mas eu ficava ainda mais pior em pensar  que ele passa por  tudo aquilo e era culpa da família dele.

Segurei o pulso da Rafaella e fui o girando como dava até ela soltar o meu cabelo e soltasse um grito de dor, fiquei em sua frente, cara a cara.
Enrolei aquela lace em meu pulso e a empurrão para cada vez mais abaixo de mim.

— A próxima vez que pensar em me encostar, se garanta primeiro. Nem você e nem a sua mãe tem o direito de se meterem em minha vida ou agirem contra á mim.

— Está me machucando! — choramingou e eu agarrei ainda mais forte.

— É para machucar mesmo, cunhadinha. Assim você se lembra se quem eu sou e do eu posso fazer. Escutou bem, ou, preciso repetir?

— Kyn, por favor. Para!

A voz do meu homem saiu como um sussurro ao meu lado, encarei o mesmo e ele estava com o rosto molhado pelo próprio choro e aquilo me partiu em mil pedaços.

Soltei o cabelo da mesma, que caiu ajoelhada. O pai do Júnior estava dando assistência para a Nadine com uma compressa de gelo e um pano. Talvez... só talvez... tenha quebrado.

Meu corpo falhou me atingindo com uma cólica no pé da minha barriga. Busquei apoio numa parte do sofá e o Júnior largou o corpo em uma das poltronas.

— Isso é horrível, está vendo Juninho? É essa a mulher que você quer na sua vida? Uma animal... se defende feito uma bandida da piores.

— Eu não falaria em bandidos numa hora dessas, seoNeymar. — senti outra vez a pontada e fechei os olhos na tentativa  de diminuir a minha dor.

Por favor, Bella. Fique quietinha.

— E porquê não diria, garota? Me poupe dessa sua ladainha.

— Me agride com palavras como quer, mas não fui eu quem quase coloquei o meu filho na cadeia. — ele engoliu em seco e eu dei um meio sorriso me sentindo vitoriosa por aquilo.

Mas a dor aumentou e eu não consegui conter o gemido de dor. — Me leva embora, JÚNIOR!

— O que foi? O que você tem?

— Júnior.... Me leva! — encarei minhas pernas e senti algo molhado e gosmento  descer.

Era sangue, eu estava sangrando. Passei a mão na minha barriga e o Júnior que já estava na minha frente, me olhou tristonho. Negou e me jogou em seu colo e saiu em disparada para seu carro.

— Você é filha da puta de tão irresponsável. Pensasse na Bella, antes de cair nesse inferno.

— Me desculpa.

Sugar Daddy 》 NJRHistórias para pegar e não largar. Descubra agora