Raven/Necro
Estalo os dedos e volto para Arvania, pois preciso descansar um pouco, noto que a porta da frente do castelo está aberta, o que é anormal já que podemos passar por ela sem abrir por causa dos nossos poderes.
Apenas passo para dentro, vejo Leviathan sentado no varanda em um banco, costuma ficar ali para ler seus livros, para muitos ele é completamente assustador por sua altura e aparência pálida, mas quase não temos tanta diferença, pois tenho dois metros de altura, tem apenas um metro a mais de diferença.
Além disso, acho seus cabelos brancos e longos interessantes, pois o diferencia da maioria dos mortais.
—aconteceu algo de anormal para a porta estar aberta?— pergunto e ele olha para mim por um tempo.
Leviathan —uma garota de cabelos brancos com mechas violetas apareceu aqui, Angelina quis brincar com ela então apenas deixei— fico meio pasmo, pois mortais não deveriam pisar aqui.
—você deixou Angelina sozinha com uma mortal, sabe que isso é contra as regras— digo e ele apenas revira os olhos.
Leviathan —é algo novo Raven, para de ser tão negativo, ninguém nunca conseguiu vir para cá antes e agora temos uma intrusa, deixa Angelina se divertir um pouco com a garota e depois a matamos— se até mesmo ele que segue as regras a risca deixou ela entrar é porquê está entediado.
—só queria saber como entrou aqui, não existe portais para cá e tem uma barreira muito forte em volta desse mundo que não permite quem tem poderes de viajar entre eles entrar— digo já pensando nos problemas que isso pode causar, talvez mais pessoas consigam fazer o que essa garota fez.
Leviathan —a garota não parecia uma ameaça para nós, tem uma aparência inofensiva, mas de qualquer forma, se estiver se sentindo incomodado e só se livrar dela, fazia muito tempo que não via um mortal, mas lembro o quando a carne deles é saborosa— apenas respiro fundo, pois sou sempre eu que tenho que resolver o problema deles.
Apenas entro para dentro ignorando os servos e mulheres semi nus até chegar na termal onde vejo Angelina sentada no colo de alguém.
—se afasta dessa mortal Angelina, você não sabe o que ela poder ter ou se é perigosa— quando digo isso só a vejo sair de cima do colo da garota o que me dá oportunidade de ver seu rosto.
Reviro os olhos ao ver quem é a peste, por que diabos é sempre essa garota que causa problemas? Acho que o nome dela é Cristal se bem me lembro, sou péssimo para lembrar de nomes.
Olho para a garota que parece fora de si, seu rosto está vermelho e seus olhos sem qualquer fixação. Eu não acredito que Angelina a beijou e esqueceu completamente que qualquer fluido dela tem afrodisíaco e elixir do amor. Deve estar agindo nela igual álcool.
Angelina —por que você não me deixa me divertir com ela?— diz ficando com uma expressão emburrada, como sempre é criança que não aceita um não.
—se quiser mata-la, sabe que a garota vai ter uma overdose se continuar beijando ela, além disso, ela nem está mais em si— quando digo isso ela apenas cruza as mãos em frente aos seios brava.
Angelina —eu entendi, leva ela então, não quero mata-la, esse não é o meu trabalho— diz pegando uma toalha para se cobrir.
—ei, não faz essa cara de decepção, sei que é chato ficar aqui e ter que se contentar apenas com outros deuses, mas todos nós temos que aguentar alguma consequência de quem somos— digo e ela apenas me olha de forma séria.
Angelina —facil para você falar, tem liberdade para sair daqui a hora que quer, enquanto eu fico aprisionada esperando ser designada para algum trabalho, sabe o que é irônico na minha vida, Necro? Ser a deusa do amor, mas não poder amor e nem ser amada— diz e logo sai do cômodo me deixando sozinho.
Mesmo que Angelina ache que ninguém a entende está enganada, deveria estar feliz por não poder amar, pois assim não sentirá a dor da perda. Infelizmente fomos criados apenas para fazer nossos trabalhos.
Apenas me aproximo mais da Cristal enquanto penso se vale a pena ajudar se terei que mata-la futuramente, ela ainda está nova e tem um tempo para se divertir e viver, levar uma garota tão nova e inocente sem deixá-la viver nem que seja pouco é horrível, mas ter piedade foi o que matou a minha esposa, e eu não vou cometer o mesmo erro que ela. Deixei essa garota viver para não precisar matar uma criança, mas ela já não é uma.
Apenas continuo a observar seu rosto até ver ela fechar os olhos e dormir dentro da termal, ela é fofinha, agora estou me sentindo culpado por querer que ela caia para o lado e morra afogada sem eu precisar interferir, seria melhor assim, uma morte natural.
Pelo lado bom de ela morrer vou poder riscar o nome dela da lista que levo comigo a 18 anos, vou poder voltar a minha rotina normal.
Observo ela começar a cair para o lado, quando realmente cai estendo a mão e a puxo de volta, pois não seria uma morte que imagino que ela queira, além disso, não posso deixar Angelina se culpar pela morte de alguém, pois ninguém nunca morreu por sua causa.
—eu nunca mais vou interferir para de salvar garota, então é melhor tomar cuidado para uma situação dessas não voltar a acontecer— digo bravo enquanto e pego no colo inconsciente.
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Entre Mundos (Deuses Elementais)
RomanceCristal é a princesa do purgatório, adquiriu um enorme poder que foi usado nela quando nasceu para impedir que acabasse falecendo por causa da má formação dos órgãos. O Deus da morte não ficou nada feliz por não poder fazer seu trabalho e riscar o n...
