Capítulo 41

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Cristal

Só fico a bater minhas asas no terraço do castelo para exercita-las, pois eu vou aprender a voar nem que eu tenha que cair de cara no chão para conseguir isso.

**** —o que está fazendo? Exercitando as asas?— tomo um susto ao ouvir a voz de alguém atrás de mim, o que me faz até dar um pulo.

Quando me viro apenas vejo Nathan comendo uma pipoca enquanto olha para mim, pelo sorriso debochado imagino que estava me olhando a um tempo.

—isso não é da sua conta!— digo irritada e com um pouco de vergonha, pois ele não pode saber que não sei voar, pois até mesmo crianças sabem.

Nathan —calma, eu só vim chamar você para beber em uma taberna com meus amigos, aproveita que nosso pai e tios foram dormir— ele está me chamando para beber em uma taberna?

—claro eu topo, mas por que diabos está me chamando? Irmãos normalmente jamais fariam isso— pensei que ele fosse tentar ser protetor igual o papai.

Nathan —é mais velha que eu, então pela lógica é você que deveria ser responsável— o pior é que ele está certo, quem normalmente dá o exemplo são os mais velhos.

Só passo a mão em minha testa para tirar o suor, pois está começando a ficar quente.... quente demais...

—acho que não vou ir dessa vez... não estou no clima, pode ir sozinho— digo tentando disfarçar o calor excessivo, preciso afastar ele logo. Vejo que ele me olha por um tempo, acho que notou que estou transpirando demais.

Nathan —Cris, você está mesmo bem?— só concordo com a cabeça, quando noto meu suor começar a evaporar, tento me afastar dele, mas quando pisco noto que estou novamente em um lugar com o céu azul e água azul cristalina em cima da grama verde, e acabei levando Nathan comigo...

Só me viro olhando para todos os lados, mas não tem ninguém, apenas castelos em direções diferentes.

—Nathan, me desculpa por isso!— falo entrando em pânico, pois posso ter levado ele para um problema enorme, acho que estamos no reino dos deuses e eles não parecem nada acolhedores.

Nathan —por que trouxe a gente para cá?— ele parece confuso enquanto olha o lugar.

—eu não controlo meus poderes de teletransporte ainda, mas sei que esse lugar não é boa coisa— digo tirando meu sapato que está todo molhado por causa da água na grama.

Nathan —onde estamos? Terra ou céu? Pois o inferno não é Assim— eu não sei o nome desse mundo.

—sei que é o mundo onde os deuses vivem, cada castelo é para um grupo de deuses— vejo que a expressão dele trava por alguns minutos.

Nathan —você está falando sério?— acho que a fixa dele não caiu.

—sim, não sei se ajudarão a gente a voltar para casa, pois da última vez que vim para cá tive que me rebaixar em pular nas costas do Deus da morte para sair daqui— vejo que ele faz uma expressão de quem vai rir e tirar sarro da minha cara, mas apenas morde o lábio para conter.

Nathan —vamos dar um jeito de sair, consegue sentir quando vai se teletransportar novamente não é?— ele parece estar sendo positivo.

—sim, mas isso acontece na maioria das vezes quando eu adormeço então não sei se podemos contar muito com o meu poder— notei uma expressão de desânimo que tentou esconder.

Nathan —estamos ferrados resumindo, os deuses vão matar a gente ou algo desse tipo?— eu não sei, alguns deles pareciam legais.

—só um que me causou um pouco de medo, o Deus da calamidade, Leviathan— digo balançando a cabeça para tirar a sentimento de desconforto de poder encontra-lo novamente.

Nathan —por que? O que tem nele que de causou medo?— só olho para o rosto dele.

—você vai ver já que precisaremos ir para lá pedir a ajuda do Raven mesmo sem saber se irá nos ajudar ou não— digo e ele apenas respira fundo, pois não devia estar esperando uma situação tão problemática quando essa aqui.

Nathan —quem é Raven?— eu vou ser rasa sobre o assunto, pois não quero que saiba minha situação.

—o Deus da morte que tem o poder de viajar entre mundos como eu, ele não é muito receptivo, mas talvez se eu o perturbar e fazer uma cara de coitadinha ele ajude.

Nathan —vamos então, para qual dos castelos?— só aponto para o que acho que é o certo.

—vamos caminhando, pois é bom não perder energia caso queiram matar a gente e nos devorar— digo sentindo um frio na espinha ao pensar nos dentes afiados de Leviathan, a única coisa que alivia esse sentimento é o fato de ele ter tido que não sirvo como aperitivo, estou é preocupada com o Nathan, pois ele é forte e cheio de músculos.

Entre Mundos (Deuses Elementais)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora