Capítulo 95

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Cristal

Mesmo que minha determinação fosse clara, o nervosismo estava estampado em meu rosto. Eu me sentei na beirada da cama, apertando as mãos sobre o colo, enquanto observava Raven parado à minha frente.

Ele parecia tão seguro, tão inabalável, como sempre. Era difícil acreditar que, atrás daquela expressão fria, havia algo humano. Algo que, mesmo que ele negasse, agora começava a se revelar.

"Não precisa ficar tão nervosa", ele disse, sua voz grave e calma, trazendo um pouco de alívio ao meu peito. "Eu irei guiar você, mas não quero que interprete isso de forma errada."
Eu apenas concordei com a cabeça, incapaz de encontrar palavras. Tudo parecia surreal, como se eu estivesse vivendo um sonho que beirava o impossível.

Raven começou a tirar sua camisa, e meu coração acelerou ainda mais. Não por medo, mas por um misto de curiosidade e expectativa. Ele era perfeito, como uma escultura viva, e eu tive que desviar o olhar por um instante, sentindo meu rosto corar. Lembrei-me de suas palavras: ele iria me guiar. Respirei fundo, tentando me acalmar.

"Deite-se na cama", ele pediu, sua voz carregada de um comando gentil. "Farei o possível para que sua primeira noite seja satisfatória."
Eu o obedeci sem questionar, movendo-me para o centro da cama, como ele indicou. "Boa garota", ele comentou, e suas palavras simples me deixaram levemente constrangida, mas estranhamente confortada.

Quando ele subiu na cama, aproximando-se, meu corpo inteiro ficou tenso. Ele estava tão próximo agora, tão real. Senti sua presença esmagadora, mas também uma segurança que nunca havia experimentado antes. Quando ele ficou por cima de mim, eu me atrevi a tocar seu rosto com cuidado, quase como se ele fosse feito de algo delicado.

"Você pode me beijar?", perguntei, minha voz mal saindo em um sussurro. Ele hesitou por um momento, sua expressão mostrando uma leve defensiva, mas então ele se inclinou, aproximando seus lábios dos meus.

O toque foi suave no início, como se ele estivesse testando minha reação. Mas o beijo logo se aprofundou, e uma onda de calor tomou conta de mim.

Eu estava completamente perdida na sensação, e pela primeira vez naquela noite, senti que não havia nada de errado em estar ali com ele.
Suas mãos deslizaram até minha cintura, e em seguida, começaram a acariciar minha coxa. Ele estava sendo tão cuidadoso, tão diferente do que eu imaginava.

Raven voltou a me olhar, seus olhos buscando algum sinal de desconforto ou hesitação. Em vez disso, eu senti confiança em seus movimentos.

Quando ele começou a tirar minha roupa, senti meu coração disparar novamente. Fiquei imóvel, permitindo que ele retirasse meu sutiã, mas a insegurança tomou conta de mim.

"Você parece incomodada", ele observou, sua voz carregada de preocupação. "Quer parar?"
"Não... é só que... nunca fiquei assim na frente de um homem antes", confessei, desviando o olhar. "Além disso, meu corpo não é muito atrativo, devo imaginar."

Raven soltou um suspiro, aproximando-se mais. "Cris, você tem uma beleza celestial", disse ele, sua voz firme e sincera. "Eu sou um Deus, não um mortal que se perde em fetiches superficiais. Você é linda, e nada mais importa."

Suas palavras me atingiram de forma inesperada, e eu senti meu rosto queimar de vergonha e gratidão ao mesmo tempo. Antes que pudesse responder, ele abaixou a cabeça, beijando suavemente meu pescoço. Ele desceu lentamente até meu seio, sua boca deixando uma trilha de calor que fazia meu corpo inteiro estremecer.

Minhas mãos pousaram hesitantes em seu abdômen, e ele parou por um momento, me encarando, como se me desse a chance de reconsiderar. Mas quando não o fiz, ele continuou, seus lábios explorando cada pedaço de pele exposta. Quando chegou ao meu short, ele o deslizou junto com a calcinha, e o calor subiu ao meu rosto novamente.

Eu instintivamente fechei as pernas quando ele tentou abri-las, mas sua expressão foi de curiosidade, não de irritação.

"Desculpe... eu só não sei como reagir", confessei, minha voz quase inaudível. Eu mesma abri as pernas, embora a vergonha quase me consumisse.

Raven sorriu de forma quase imperceptível. "Prometo que a vergonha vai passar... e que você vai gostar disso."

Antes que eu pudesse perguntar o que ele queria dizer, senti seus lábios tocarem minha barriga, descendo lentamente até a parte mais íntima do meu corpo.

Quando sua língua tocou minha intimidade, uma onda de eletricidade atravessou cada centímetro de mim. Meu corpo reagiu de formas que eu jamais imaginei possíveis, e em pouco tempo, eu estava tremendo de prazer, incapaz de controlar meus gemidos.
Quando finalmente alcancei meu ápice, meu corpo amoleceu, e eu fiquei ofegante, tentando recuperar o fôlego. Mas, mesmo assim, queria mais.

"Raven... vem", pedi, minha voz quase implorando.
Ele não hesitou. Retirou sua roupa restante e se posicionou acima de mim. Quando finalmente se uniu a mim, senti uma dor que fez meu corpo inteiro se contrair. Mas ele foi paciente, esperando eu me ajustar, beijando meu pescoço e acariciando minha pele para me distrair da dor.

Com o tempo, a dor deu lugar a algo novo, algo que eu nunca havia sentido antes. Uma sensação de completude, como se finalmente estivéssemos conectados de uma forma que transcendeu o físico.

Quando tudo terminou, ele ficou me observando, sua expressão levemente suavizada.
"Está tudo bem?", perguntou, sua voz carregada de preocupação.

Eu apenas concordei com a cabeça, exausta, mas satisfeita. "Sei que já pedi demais, mas... posso dormir ao seu lado?"

"Eu não durmo", respondeu ele, sua voz tão serena quanto sempre. "Mas você pode ficar aqui enquanto eu estiver livre." Ele hesitou, e então acrescentou: "E... feliz aniversário."

Olhei para o relógio na parede e percebi que já era meia-noite e meia. Meu aniversário de 19 anos havia chegado. E com ele, a lembrança de que meu tempo estava acabando.
Deitei minha cabeça contra o peito de Raven, sentindo sua respiração estável, e deixei o pensamento de minha morte para outro momento. Por agora, eu estava viva. E isso era o suficiente.

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