Wesley narrando...
Enquanto Isabella cuidava das feridas no meu braço, o cheiro ácido do antisséptico cortava o ar. O pano úmido deslizava pela pele como uma promessa disfarçada de dor. Eu me forçava a manter o rosto impassível, resistindo ao impulso de gemer ou de praguejar, como se calar diante dela fosse uma espécie de defesa. Peguei o celular, comecei a responder algumas mensagens de WhatsApp, apenas para ocupar os dedos e desviar o olhar daquela mulher que, desde que entrou, não disse uma palavra. A tensão entre nós era um fio esticado — e prestes a partir.
O silêncio dela não era vazio. Era cheio de raiva contida, de mágoa não nomeada. Mas, mesmo com o rosto fechado, havia uma delicadeza nas mãos dela que me desconcertava. Por mais que aquele líquido queimasse feito o inferno, o toque de Isabella era calmo. Precisamente calmo. Como se soubesse exatamente onde doía e como fazer doer menos.
Meus músculos contraíram-se quando senti seus dedos tocarem minha pele — reação involuntária, quase selvagem. Não gosto que me toquem. Nunca gostei. Mas com ela era diferente. Irracionalmente diferente.
Ela pegou um pedaço de gaze e, sem querer, a unha roçou a carne aberta. Cerrei os dentes, fiz uma careta.
— Ô, cuidado aí, pô — soltei entre os dentes. — Vai arrancar minha carne.
Ela se sobressaltou, os olhos arregalados.
— Não precisava me assustar assim... Não foi de propósito — murmurou, quase ofendida.
— Então presta atenção.
Ela continuou, agora mais atenta, talvez até arrependida. Eu, por outro lado, não conseguia mais fingir indiferença. Observei cada pequeno gesto seu, os dedos firmes mas gentis, o modo como a franja escorregava da orelha e ela, com o dorso da mão, afastava. Quando terminou o braço, desceu até meu abdômen, onde o tiro havia só roçado, mas deixado marca.
Ajoelhada à minha frente, os cabelos presos num coque displicente, ela parecia completamente entregue à tarefa. O pijama largo escondia as curvas, mas minha memória cuidava de despi-la com precisão — aquela noite no barraco dela era uma tatuagem mental.
Antes mesmo que terminasse de enfaixar a ferida, puxei-a num impulso, ignorando a dor aguda. Ela caiu no meu colo com um susto estampado no rosto.
— Wesley, não — murmurou, tentando se soltar. — Nem ferido você deixa de ser safado.
Mas eu não permiti que escapasse. Minhas mãos encontraram os cabelos dela, enlaçando-os com firmeza, puxando-a para um beijo cheio de intenção. Nossos lábios se encontraram com lentidão, mas a urgência estava no fundo da língua. Ela cedeu. Sua boca se moldou à minha como se já fosse parte de mim.
A mão dela desceu até minha nuca, os dedos desenhando um caminho quente. Em pouco tempo, ela estava deitada no sofá, e minha boca descia por seu ventre até alcançar o centro do seu prazer. A língua encontrou sua carne macia, quente, molhada. Chupei-a com precisão, sem pressa, explorando cada dobra, cada gemido como se fosse música feita só para mim.
Minha língua penetrava fundo, alternando entre sucções e mordidas suaves. Quando voltei à superfície, parei nos seios dela — fartos, duros, implorando por minha boca. Comecei a sugá-los como se a fome fosse antiga, e com os dedos, a penetrei, sentindo-a se contorcer sob mim.
— Hmmm... Wesley — ela gemeu, num sussurro que quase me desfez.
Meu pau pulsava, tão duro que doía. Beijei sua boca de novo, abafando os sons doces que ela não conseguia conter. Me levantei, tirei a cueca com um só movimento, e, ajoelhado entre suas pernas, comecei a roçar a glande contra sua entrada, provocando, brincando.
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Meu Novo Recomeçar
Teen FictionIsabella foi criada em um ambiente de violência e desprezo, onde o amor parecia ser uma ilusão distante. Desde pequena, foi vítima de abusos cruéis, e as cicatrizes que carrega, tanto na alma quanto no corpo, são testemunhos silenciosos de sua dor...
