Capítulo 52

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Isabella narrando...

Aquele olhar vazio, gélido, sem traço algum de expressão, me corroía mais do que qualquer palavra cruel poderia fazer. Meu coração pesava no peito, descompassado, e eu quase podia ouvi-lo gritar, implodindo no silêncio que se instalara entre nós.

Ouvir da boca de Wesley que ele sentia algo por mim bagunçou tudo. Eu estava prestes a seguir em frente, prestes a esquecer — ou ao menos tentar — mas depois daquilo... como simplesmente passar ao lado?

Ele havia vindo me confrontar acreditando que o filho não era dele. Mas ao dizer-lhe a verdade — ao confirmar minha gravidez e negar qualquer envolvimento com Rayan — eu o vi ruir em silêncio.

A tensão no ambiente era sufocante. Wesley permanecia imóvel, o peito subindo e descendo num ritmo acelerado que me causava inquietação. Aquilo me assustava mais do que qualquer grito.

— Não vai dizer nada, Wesley? — murmurei, com a garganta entalada, enquanto lágrimas silenciosas escorriam pelo meu rosto.

Ele ergueu o olhar e por um segundo pareceu desnortear-se ao encarar minha barriga. Um suspiro nervoso escapou de seus lábios.

— Como vou saber se esse filho é meu?

A indignação me percorreu como uma corrente elétrica. Eu o olhei, ferida, incrédula.

— Você realmente acha que eu estive com outro homem? Desde que cheguei aqui, só você tocou em mim. Só você.

Ele nada respondeu.

— Se não quiser esse filho, se não quiser fazer parte da vida dele, tudo bem. Mãe solteira vale por dois. Eu vou cuidar, proteger, e dar tudo de mim — como fiz com a Bárbara. Mas você? Vai ficar fora disso. Porque eu vou embora. Vou sumir.

Fui dura, talvez até dramática. Mas ele me tirava do sério — e era exatamente por isso que eu o amava tanto.

Sem colher resposta alguma, sacudi a cabeça com desânimo e me dirigi à porta. Meus dedos já envolviam a maçaneta, o gesto da partida prestes a se cumprir, quando fui tomada de assalto — a porta se fechou atrás de mim com brutalidade. Num instante, antes mesmo que eu pudesse me virar para enfrentá-lo, senti a mão firme de Wesley agarrar meu braço, arrastando-me com tal força que meu corpo foi lançado contra a madeira fria da porta.

Suas mãos foram direto pro meu cabelo, puxando com força. Eu soltei um gemido baixo, e antes que eu pudesse reagir, ele colou a boca na minha, invadindo sem permissão, a língua roçando na minha com pressa, com raiva.

Minhas mãos já estavam sob sua blusa, arranhando aquele abdômen que eu conhecia de cor. As unhas deslizavam fundo, marcando, arrancando um grunhido de prazer dele. Ele puxou meu cabelo com mais força, me forçando a olhar nos olhos dele.

— Fala... o que é que você quer? — a voz veio grave, quente contra minha boca. — Vai, vadia. Abre essa boca e pede.

Mordi os lábios, provocando, mas ele apertou meu cabelo mais ainda.

— Tu quer meu pau, não quer? Quer ser fodida até esquecer teu nome.

Eu gemi, mas não falei nada. Ele riu com desprezo, colou a boca no meu pescoço e mordeu com força, me fazendo gemer alto. Desceu a mão pelas minhas costas, apertando minha bunda com brutalidade.

— Só vai ter se pedir. Quero ouvir da sua boca o que tu quer.

— Eu quero... — sussurrei, sem ar.

— Fala direito, porra.

— Eu quero seu pau, Wesley... me fode, por favor.

Foi tudo o que ele precisava. Me virou de costas, me prensou contra a parede e começou a esfregar a ereção por cima da minha calcinha, me deixando louca. As mãos dele desceram, puxaram minha calcinha de lado, e antes mesmo de me penetrar, ele enfiou dois dedos dentro de mim.

Meu Novo RecomeçarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora