Capítulo 50

11.2K 1K 194
                                        

aviso importante no
final do capítulo!!!

Márcia narrando...

Assim que adentrei o quarto, mal tive tempo de remover o casaco. Ele me puxou pela cintura com a intensidade que eu conhecia bem — do jeito que me fazia perder o chão — e colou seus lábios aos meus com urgência desmedida.

Deixei que minha boca se abrisse por completo, permitindo que sua língua se encontrasse com a minha, enquanto ele sugava meus lábios com avidez. Aos poucos, o beijo que nascera sereno se transformou numa batalha feroz, uma dança entre o desejo e a ânsia.

Quando já nos faltava o fôlego, Yuri afastou-se, apenas para cobrir meu pescoço de beijos famintos. Um arrepio percorreu minha espinha e, sem pudor, cravei as unhas em suas costas, um gemido escapando de minha garganta.

— Senti saudades disso — confessei em sussurro, entre respirações entrecortadas.

— E eu, do seu perfume — murmurou ele, puxando meus cabelos com firmeza, fazendo-me gemer outra vez.

Meus dedos, atrevidos, deslizaram por dentro da bermuda dele até encontrar seu membro — grosso, pulsante, familiar. Não disfarcei o desejo: eu ansiava por ele. Sem palavras, ele voltou a me beijar e, conduzindo-me com domínio, me levou até a cama.

Durante longos minutos nos entregamos a carícias e beijos, o corpo já em chamas, o coração batendo com desespero. Eu precisava senti-lo em cada centímetro da minha pele, precisava ouvi-lo dizer coisas obscenas enquanto me movia sobre ele. Yuri se colocou entre minhas pernas, seus olhos nos meus, e com dedos firmes soltou a alça do meu vestido, deixando que o tecido escorregasse até minha cintura.

Com minhas mãos presas acima da cabeça, ele traçou uma trilha de beijos desde o lóbulo da minha orelha até o seio, numa mistura de ternura e selvageria. Seu toque despertava cada fibra minha. Um sorriso vitorioso surgiu em seus lábios quando percebeu meu corpo se arrepiar com sua respiração quente.

Então ele começou a devorar meus seios, ora chupando, ora mordendo, lambendo com uma entrega quase cruel. E eu, perdida, gemia sem vergonha, rendida.

— Isso é covardia... aaah, Yuri — murmurei entre gemidos, ao sentir sua mão se aventurar por dentro da minha calcinha.

O que existia entre nós era raro. Selvagem. Um fogo que queimava além da carne. Havia sentimento ali, eu sabia — e isso me assustava.

Quando já não suportava mais a tortura da espera, quando ele ainda brincava com minha vontade como quem saboreia o poder, explodi em palavrões e súplicas. Sem aviso, ele me penetrou com força e precisão, calando minha revolta com um gemido alto.

Vieram puxões de cabelo, tapas, palavras sórdidas, movimentos intensos — ele me possuía por completo.

Depois, envolta em uma toalha e ainda com o corpo quente do banho, encontrei Yuri deitado, envolvido nos lençóis, entretido com seu celular. Ignorei a cena e fui até o armário pegar uma de suas camisetas e uma cueca box. Peguei o secador em meio às roupas e fui ao banheiro.

Ao retornar, ele me olhou com aquela intensidade que sempre me desarmava.

— Vem cá, nega — disse, batendo no colchão ao seu lado.

Hesitei, mas cedi.

— Deita aqui comigo — insistiu.

Me deitei e, sem dizer palavra, apoiei minha cabeça em seu peito. Sua mão acariciava minha barriga com suavidade, quase como um gesto de promessa.

Meu Novo RecomeçarHistórias para pegar e não largar. Descubra agora