Capítulo 49 - Reencontro de infância.

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Graças a Deus a minha tentativa de suicídio não tinha dado certo e eu estava bem e viva e isso graças a Deus e graças ao Elliot que me trouxe aqui para o hospital.


Meus braços estavam enfaixados e mal podia comer e quem me deu a sopa com a colher foi o Elliot. Ele que estava cuidado de mim e tendo paciência, mas nele eu via que não se importava, ele gostava de me ajudar.


Meu pai quando me viu acordada me abraçou tão forte que achei que iria morrer sufocada, mas agradecia por ele estar aqui comigo. Eu ficava triste em ver ele chorando enquanto me olhava , se eu tivesse me matado eu não teria morrido sozinha, minha familia e amigos teriam morrido junto comigo pois me amavam, como pude ter feito isso ?.


Eu estava nesse momento sendo avaliada pelo médico. E enquanto me avaliava, ele falava que talvez me daria alta amanhã bem cedo e esperava que isso acontecesse.


- Eu queria poder conversar com ela a sós, tudo bem pra vocês ? - perguntou o médico para meu pai e Elliot.


- Sem problema, vamos na lanchonete Elliot ? Temos muita coisa pra conversar - Elliot me olhando saiu do meu quarto junto com o meu pai.



- Seu pai é um homem incrível sabia ? Assim como seu namorada, desde que você chegou aqui, ele não saiu um minuto daqui, nem comer ele comeu.


- É sério isso ?.


- Bastante - ele sentou na cadeira que estava ao lado da cama - Você está cercada de muitas pessoas que te amam, nunca abandone elas.



- Eu fui muito idiota - olhei para meus braços enfaixados - Eu estava triste e me sentia horrível, queria sumir e desaparecer para os problemas sumirem também.



- E é ai que você está errada. Sky, mesmo que você não estivesse mas aqui, os seus problemas continuaria mesmo que não estivesse aqui e não é assim que se resolve isso. Porque fugir deles se você pode lutar e ganhar ? Só assim que seus problemas sumiram, não acha ?.



- Sim, mas eu não sou forte como qualquer super herói, não tenho poder pra fazer algo.



- E quem disse que super heróis precisa de poder pra vencer alguma coisa ? Vamos pegar o Batman como exemplo, ele não tem poderes e como acha que ele resolve os problemas dele ? Ele resolve com a mente dele pois ele pensa em algum plano antes de agir. O que quero dizer é que você pode vencer seus problemas, conversando com alguém de confiança e não guardado só pra si, pois tenho a plena certeza que apoio não falta pra você.



- Eu sei... Mas eu não quero ser um outro problema para as pessoas - ele sorriu e ajeitou o óculos dele colocando para trás e colocando a mão no queixo.



- Seus amigos amam você, assim como seus pais que sei que estariam disposto a ouvir você, não pense sobre o lado ruim, pense no bom. Eu não sei o que fez você a tomar essa atitude de tirar a sua vida, mas  nunca mais faça isso mesmo que doa, tem outras formas de você lidar com isso.


- Dar um soco em alguém ? Isso alivia - ele riu.



- Talvez, mas não vamos agir com violência. Nunca de um ponto final na sua vida, de vez você colocar o ponto porque não coloca uma virgula ? Assim dara continuidade a sua história de vida  - ele se levantou - Aqui no hospital tem muitas psicólogas, ou se desejar você pode conversar comigo, pode vir sempre aqui pra falar comigo pois vou te ouvir, ou se desejar, você pode falar com uma pessoa de confiança como o seu namorado, ele irá te ouvir e você desabafando vai liberar toda a dor que está ai em seu coração. Você é jovem e tem muito pela frente, não desiste de sua vida ok ? Eu vou ver como estão os outros pacientes e você descanse um pouco pois amanhã terá alta. - ele sorrindo saiu do meu quarto me deixando sozinha.



Depois de uns vinte minutos o meu pai e o Elliot voltaram da lanchonete, eles estavam conversando bastante e eu nunca tinha visto o Elliot assim conversando de boa com uma pessoa e com uma pessoa como meu pai, pareciam até que se conheciam a anos, era engraçado e estranho ao mesmo tempo.



- Vocês conversam muito - falei e os dois se olharam - Não sabia que iriam se dar tão bem assim.



- E porque não daria certo filha ? É o Elliot, tínhamos muito do que conversar.


- Não achando ruim isso, mas vocês estão bem próximos, se conheceram nesses dias e já são amigos - meu pai olhou pro Elliot e riu.



- Você tem razão Elliot, ela não se lembra.


- Não me lembro do que ? - questionei olhando para os dois e Elliot riu seguido pelo meu pai - Param de fazer isso e me digam o que está acontecendo.


- Você quer contar ou eu conto ? - perguntou ao Elliot que ficou ao meu lado e segurou minha mão.



- Acho melhor eu contar, ela vai me matar, mas pelo menos vou contar.



- O que ? - olhei para os olhos azuis dele.



- Você sabe que as coisas acontecem por alguma razão e as vezes com uma lógica, e o que ouve é que você não se lembrou de mim quando me viu, não se lembrou de mim quando conversamos e nem quando soube meu nome você se lembrou - ele riu - A questão Sky é que eu não entendia o porque você não se lembrava de mim e conversando com seu pai, foi ai que entendi. A gente já se conhece a um bom tempo, só que você não se lembra.



- Como assim Elliot ? Como assim a gente se conhecesse a um bom tempo ??.



- Eu era o seu melhor amigo de infância, a gente se conheceu quando eu tinha 6 pra 7 anos. Minha mãe ela trabalhava na casa dos seus pais quando vocês estiveram aqui e graças a esse emprego, eles conseguiram abrir um negócio próprio, que era o supermercado.



- Elliot, você ficou doido ? - coloquei a mão no rosto dele que riu e meu pai também riu - Eu me lembraria de você se isso tivesse acontecido.



- Mas você não se lembra Sky, mas eu era seu melhor amigo e meu sobrenome não é Smith de verdade, meu sobrenome é Sanchez, da minha familia real, Elliot Sanchez - olhei pro meu pai pois ainda não estava entendendo nada.



- Filha, o que ele fala é verdade, tem até uma foto no álbum de recordação de vocês dois juntos quando eram pequenos, aquele garotinho da foto é o Elliot - olhei pro Elliot que me olhava.



- Puta merda Elliot - ele riu e abracei ele - Que droga - ri em lágrimas.



- Agora ela se lembra - disse meu pai rindo - Você acabou esquecendo ele porque quando a gente se mudou pro Brasil, você acabou batendo a cabeça filha e perdeu algumas memórias e toda hora quando você via as fotos de você e do Elliot, você sempre questionava quem era aquele garoto de olhos azuis e a gente sempre te lembrava, só foi estranho você não ter reconhecido ele pois quando eu e sua mãe batemos os olhos nele a gente o reconheceu só por causa dos olhos dele.



- Que merda - parei de abraçar o Elliot e toquei no rosto dele - Me desculpe por não ter reconhecido você Elliot, me perdoa.


- Está tudo bem, o que importa é que sabe de mim agora - abracei ele outra vez.



Quem dira que Elliot era o meu melhor amigo, agora tudo fazia sentido.

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