# Capitulo 127 #

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<Pensamento Harry*On>

O caminho parece que ganhou uma longinquidade maior em relação há uns minutos atras. Talvez seja pelo simples facto de eu agora saber para onde ir e esta manha não ter a mais pálida ideia desse pormenor.

Estacionei a mota no sítio do costume depois de estar sentado nela pelo que pareceram horas.

Olhei para cima assim que tirei o meu capacete. Observei o prédio onde moro e pude reparar que todas as precianas estavam fechadas. Estranho.

Entrei no prédio rodando a argola metálica do meu porta-chaves pelo meu dedo indicador. Não me sinto nervoso, mas deveria.

Depois de tudo que se passou, eu deveria estar envergonhado, ansioso, nervoso ou até com medo de enfrentar a Emma. Mas não estou.

Todas as suas palavras que li através de mensagens entraram na minha mente e acalmaram os meus sentidos. Ela ama-me tal como eu sou, não tenho de me sentir inseguro.

Eu sou bom para ela, não sou? Pelo menos quero acreditar nisso.

Quando abri a porta de casa e os meus olhos caíram para dentro da mesma, a minha garganta ficou seca.

Não acredito.

Engoli em seco totalmente surpreendido e fechei a porta atras de mim. O olhar da Emma caiu em mim e ela sorriu com malicia.

Um sorriso escapou dos meus lábios enquanto observava o seu corpo quase nu à minha frente.

A minha visão do paraíso consistia em ter a minha perfeita namorada debruçada sobre o balcão da cozinha somente com umas cuequinhas de renda branca e um soutien preto também de renda. O seu cabelo estava todo selvagemente despenteado e os seus olhos escuros estavam carregados de provocação, tal como o seu sorriso.

Ela elevou o seu dedo indicador e mexeu-o no ar, como que a chamar-me para ela. Não quis desobedecer àquele pedaço de mau caminho e comecei a caminhar até ela vendo-a a colocar o seu dedo por entre os dentes olhando-me de uma maneira bem inocente.

Oh meu amor, há muito que tu não és inocente! Quem eu quero enganar? Ela sabe bem como me excitar.

Fiquei aproximadamente a dois passos dela, olhando-a de baixo a cima, parando nos seus olhos.

- Estas a desafiar a gravidade bebé. – Finalmente falei.

A minha voz saiu mais abafada do que o normal. Porra, ela deixa-me doido com tão pouco.

Emma: tens medo de cair, é? – Ela sussurrou de uma maneira sexy.

- Não tenho medo de nada se estiveres junto a mim. – Afirmei.

Emma: é bom saber. – Murmurou enquanto se aproximava de mim.

Pé ante pé, e movendo-se de uma maneira sensual, ela acabou com o espaço que havia entre nós e as suas mãos caíram sobre os meus ombros.

Sentindo já o calor dela perto do meu corpo, as minhas mãos caíram sobre as suas ancas nuas e ela soltou um doce sorriso.

Perdemos o contacto visual e foi-me permitido sentir a sua língua quente a subir pelo lado esquerdo do meu pescoço e logo em seguida mordeu a minha orelha arrepiando o meu corpo.

- Jesus! – Murmurei gemendo.

A minha única vontade era pegar nela e dar-lhe o que ela quer, o que eu desejo e o que ambos precisamos. Apesar de tudo é na cama que nos resolvemos e nos amamos.

* Sweet Trouble *  (Acabada)Onde histórias criam vida. Descubra agora