<Pensamento Harry*On>
Quando aquela música acabou a Gemma sorria que nem uma criança, confesso que me senti feliz neste momento.
Nunca antes percebi que o sorriso dela era tão perfeito e reconfortante, nada que se compare ao que sinto quando vejo a Emma feliz, mas eu faria igualmente de tudo para a ver sorrir assim constantemente.
Por intuição puxei-a para mim e abracei-a fortemente. Posso não o dizer muitas vezes mas eu amo demais esta miúda irritante que é também parte de mim. Poderia transmitir tudo em palavras mas preferi guardar uma vez mais para mim, deixando apenas os meus olhos mostrarem qualquer tipo de carinho quando se encontraram com os dela recebendo um sorriso da parte daquela menina que sempre vi como um exemplo a seguir.
Na realidade gostaria de encher a minha mãe de orgulho como ela o faz diariamente. Mas não, eu não sou assim. Nasci e sempre vivi de maneira contrária, todas as famílias têm uma ovelha negra na família.
Como passei de menino querido para aquele que todos não esperam nada? Talvez seja por isso que a Emma me deixa tão forte e me faz querer ser melhor, ela espera algo de mim.
Talvez esteja a ser injusto porque a minha família sempre esteve lá para mim mas os desafios diários a que a Emma me submete constantemente fazem-me querer voltar ao passado e aprender tudo que não quis adquirir, é como se quisesse fazer tudo de novo, mas agora de maneira melhor.
Olhei para o bar onde tivera deixado outrora Emma mas nem sinal dela. Nem a Gemma a tivera visto nem a Lou.
Felizmente vi o Niall e ele disse que enquanto limpava umas mesas viu-a a sair lá para fora através da porta das traseiras.
Apresei-me a ir ao seu encontro, será que ela se estava a sentir mal? Não cries já macaquinhos Harry, talvez ela precisasse só de apanhar algum ar.
Confesso que uma sensação estranha se instalara no meu estômago e a velocidade a que o meu coração batia fazia-me ter um mau pressentimento.
Quando abri aquela porta acinzentada de alumínio uma escuridão fez-se notar. Tinha só um poste de eletricidade que iluminara todo aquele espaço não no seu total.
Ouvi uns gemidos, que sitio mais favorável para alguém se comer.
Sou tão hipócrita, como se já não tivesse feito isso. Mas isso foi numa vida passada, tudo antes da Emma não importa mais.
Poderia ver que o casal estava contra as grades mas não dava realmente para ver quem era. Não sei por que razão, mas eu estava curioso para saber quem era e confesso que nunca quis saber quem faz o quê nem com quem.
Daquele lado veio um murmuro de socorro e essa mesma voz, que parecia feminina, repetia isso várias vezes.
Dei um passo em frente, quereria aquela miúda ajuda? Sei como alguns gajos não têm qualquer respeito pelas mulheres, são uns nojentos.
Assim que me aproximei ligeiramente algo chamou a minha atenção. Pequenos corações reluziam através da camisola de um deles. E confesso que aquilo era-me muito familiar…
- Emma? – A minha voz não saiu como eu pretendia.
Comecei a correr em direção a eles ordenando para aquele cabrao se afastar dela, até que percebo quem ele era.
Um sorriso instalou-se no rosto daquele filho da mãe que agarrava a minha namorada. A camisola da Emma estava rasgada e ela chorava.
Demorei um segundo a perceber o que ele estava a tentar fazer e uma raiva começou a crescer dentro de mim.
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* Sweet Trouble * (Acabada)
Hayran Kurgu' O meu destino esteve sempre aos meus olhos, ela foi-me destinada. '
