Dói te amar demais

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UHASUHAUHSAUHSUH dói né Marinette xD





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"será assim, todos os dias das nossas vidas."

As palavras de Adrie transmitidas com a sua voz ainda ecoavam nos pensamentos de Marinette.

"Todos os dias das nossas vidas" – ele havia afirmado com convicção depois de ter dito que agora ela o pertencia inteiramente. De certa forma, aquela sentença lhe soara como um pedido de casamento camuflado.

Tinha uma lógica: pois se Adrien queria que ela fosse dele todos os dias das suas vidas, poderia se dizer que ele a desejava ter como sua esposa.

Como mulher, sempre o pertenceu, no momento que se apaixonou, mas de fato, depois de terem feito amor daquele jeito único, Marinette se sentia mais pertencente a ele do que nunca.

Quando estavam juntos, antes de saírem do quartinho, trocaram mais uns beijos apaixonados só para relaxar um pouco e poderem se acalmar de tanta excitação acumulada em seus corpos. Principalmente no de Marinette que continha a dela própria e a de Adrien que escorria pelas suas pernas.

Ele a ajudou a se limpar com o papel higiênico. Sorte que estavam próximos do armário de limpeza onde inclusive a mochila da mestiça ainda se encontrava então puderam também utilizar o lenço umedecido no qual ela carregava consigo.

Pois muito bem. Com os ânimos mais acalmados, relaxados e satisfeitos estava na hora de começar a trabalhar.

E foi aí que, Marinette Dupain Cheng (a futura senhora Agreste da licença), finalmente percebeu que não tinha sido uma boa ideia "oferecer" o orifício do seu fiofó para que o seu amado namorado/chefe degustasse

O caso, era o seguinte: o dito cujo – Adrien - a deixou para traz depois de lhe dar um beijo na testa. Todo serepe pimpão seguiu caminhando como o grande macho alfa que era (ou que pelo menos, julgava ser) ao longo dos corredores até sua sala.

Mas é claro que para o loiro sem vergonha ali, estava tudo bem! Tinha sido ele que havia enfiado o "pipiu" na toca apertadinha e molhadinha, não tinha doído em nada não é Senhor Agreste?

Não tinha doído nada mesmo. PARA ELE.

Porque para Marinette... aah... se arrependimento matasse ela já estaria trocando uma ideia com Jesus Cristo.

Nunca tinha feito sexo anal na vida, nenhum homem havia lhe proposto tal assanhamento e justamente achou que seria uma boa experimentar de novos prazeres carnais logo pela manhã de uma sexta feira, onde teria que trabalhar o restante do dia limpando aquela empresa cabo a rabo. 

Na hora foi tipo assim, maravilhoso, até porque se encontrava numa situação crítica também de estar subindo as paredes por conta da necessidade de fazer amor com Adrien de novo.

Tentou lidar com isso de uma maneira complicada, tornando cada vez mais para ambos, algo penoso em conter seus próprios desejos.

O joguinho de se "fazer de difícil" só serviu para que sentisse muito mais vontade de fazer sexo com ele e vice e versa. Aí, quando a bomba explodiu, caiu no colo dela. Ou melhor no rabo dela, literalmente.

Por Deus e todos os santos que habitavam a composição celeste do céu, não estava conseguindo se abaixar ou se quer se mover com facilidade.

Toda vez que dava um passo o bumbum reclamava, e não só reclamava, ele trincava dolorido.

Era como se várias agulinhas a estivessem espetando na mesma hora causando um choque em toda sua estrutura a cada mover seu.

Oh meu Deus, a pergunta que não queria calar -  como é que iria trabalhar desse jeito???????

Não dava, simplesmente, não daria para se abaixar e limpar as privadas, o chão e todo o resto.

Só de estar em pé na frente da cafeteira fazendo o café, seu corpo inteiro exigia cama, imagina varrer o chão. Seria a morte!!

"Eu tô muito ferrada meu Deeeus" - pensou apertando os lábios depois de colocar as xícaras com o café para  levar até a sala de Adrien.

Caramba, se ele percebesse que estava dolorida por sua causa, das duas uma: ou iria se vangloriar por ter sido um macho viril que deu conta do recado, o que cá entre nós seria muito escroto da sua parte. Oooooou... iria ser um namorado fofo dizendo que não precisava mais trabalhar naquele dia porque se encontrava tão impossibilitada, visto a pressão de ter recebido taaanto amor seu, que fora bem difícil mesmo. (e esse amor eu quero dizer, quente e duro, se é que me entendem).

Conhecendo Adrien como o conhecia, a opção número um era infelizmente a mais esperada.

Só que, no meio disso tudo, havia dois detalhes  que não estava se atentando enquanto caminhava para a sala do Agreste.

O primeiro detalhe: Rose, que estava sentada na sua mesa digitando no computador quando percebeu a aproximação da mestiça.

Com o semblante sereno e puramente falso, pois a mais velha queria se acabar de rir visto a cara de cansaço no qual Marinette aparentava, apenas lhe sorriu simples perguntando propositadamente se tudo estava bem.

- Tá tudo sim senhora... Lavillant... eu só.... - reteu um gemido sem graça ao mirar os olhos azuis que a analisavam com afinco por trás dos óculos.

Era muito fácil de ver que a mocinha ali  se encontrava incomodada com alguma coisa em relação ao seu corpo, o que era fácil de imaginar o motivo também. Pelo visto o senhor Agreste, jovem e viril como era, havia exagerado um pouco na dose.

E lá seguia Marinette, tadinha, ia toda trincada para dentro da sala do loiro onde Rose queria ser uma mosquinha só para ver a reação de ambos quando ela entrasse e visse a presença de outro loirinho tão sem vergonha quanto.

Se Gabriel suspeitasse no que sua empresa tinha se tornado, ele talvez mandaria todo mundo embora, ou talvez, iria amar saber que seu tão arrogante filho único havia se apaixonado perdidamente pela funcionária da limpeza.

Pois é, o mundo, dava muitas voltas.

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