Tadinha da Mari dessa fic –qq
Desculpa os erros
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" A moça ESQUISITA do supermercado..."
"A moça ESQUISITA..."
"ESQUISITA..."
Marinette deixou todos os saquinhos que estavam em suas mãos caírem como uma cascata sobre o piso. Diante dos olhos verdes que a observavam atônitos, ela só conseguiu de levantar, ficando ereta.
Ensaiou algo para dizer, nem que fosse um – muito obrigada, mas nenhuma palavra saiu dos seus lábios trêmulos. Aliás, não eram só os lábios que tremiam. Suas pernas vacilaram, e seus olhos começaram a piscar muito.
Havia estagnado feita pedra dentro da fantasia onde somente seu rosto estava exposto. Porém dentro da sua cabeça mil pensamentos a faziam tremer mais ainda – De todas as pessoas do mundo das quais poderia encontrar, tinha que ser justamente ELE?!
O pior de tudo era que junto a isso, ela continuava pensando sobre a forma em que ele a chamou... De esquisita... Tipo, como assim?!
Já o loiro por sua vez, vendo que ela não se mexia, igual da ultima ocasião que se encontraram, foi se abaixando aos poucos para pegar a cabeça de coelho e entregá-la.
- Acho que isso é seu. – disse a estendendo na sua direção.
Marinette direcionou os olhos para ver a parte da fantasia na sua frente, engoliu seco, e pegou com suas duas patas.
- É sim. Obrigada. - ela o respondeu num tom bem baixinho, como se fosse um murmúrio.
O homem franziu a testa, a achando muito mais estranha do que a primeira vez.
- Por nada. – respondeu seco e se virou, porém ao dar dois passos, voltou-se a ela novamente. – Você precisa de ajuda... pra catar isso aí?
Foi quando Marinette reparou caídos aos seus "patões de coelho" os diversos saquinhos de pipoca. Ela então se direcionou para ele e balançou a cabeça rapidamente, sen dizer nenhuma palavra.
- Ok. – o homem só deu de ombros e voltou ao seu caminho, a deixando para trás feito uma boba ao observá-lo se afastar.
Uma vez sozinha, a mestiça dobrou os joelhos e começou a catar cada saquinho calmamente, com uma expressão séria e um pouco triste. Os colocou todos dentro da cabeça da fantasia e voltou a se sentar logo sem seguida na cadeira onde se encontrava antes.
Pegou um dos saquinhos, abriu e uma por uma, foi comendo as pipocas salgadas.
Adorava pipocas, mas aquelas não estavam boas. Eram salgadas, muito salgadas... tão salgadas como as lágrimas que começavam a cair dos seus olhos pelo sentimento de vergonha sentia.
Fungou, dando-se mais uma pipoca que descia ruim no boca, a partir do momento que tocava seus lábios.
"A moça esquisita do supermercado."
Juntamente com as palavras amargas que não saíam mais da sua cabeça.
Não conseguia parar de pensar... na maneira que ele a olhou, espantado, como se ela fosse um fantasma, uma assombração sei lá.
Não era para tanto. Ela nem era tão esquisita assim, só estava vestida parcialmente de coelho gigante com os cabelos desgrenhados e suados para fora. Sem contar que estava fedendo um pouquinho, mas só um pouquinho. Isso não era motivo para que ele, para que ele...
- Ah quem estou querendo enganar... eu sou esquisita... ele ta certo sim.
Fechando os olhos para que as lágrimas caíssem com mais vontade do seu rosto pequeno, fungou dolorosamente.
Não sabia dizer ao certo, mas aquele homem desconhecido no qual havia achado a pessoa mais linda que já tinha visto na sua vida, acabou quebrando um pouquinho o seu coração pelas palavras ditas por ele.
Talvez... ele mesmo não soubesse, não tinha como saber, mas deveria tomar cuidado com a forma que se referia às pessoas, especialmente quando estas eram tão sensível como Marinette.
Tudo bem, de qualquer forma, aquela breve decepção só entraria na sua lista como mais uma dentre tantas. No dia seguinte, nos outro dias tudo isso iria passar e ela até acharia engraçado.Ainda que no momento só quisesse chorar. Ir para casa e chorar no colo da sua avó de criação. Foi o que fez.
Simplesmente abandonou tudo para trás, trocando de roupa rapidamente e pegando sua mochila para sair correndo dali o quanto antes.
Correu tanto que chegou em casa o mais rápido que conseguiu, porém, teve que diminuir os passos ao ver uma pessoa parada na porta.
O bonito rapaz sorriu trazendo consigo uma rosa azul em suas mãos assim como as mechas que adornavam seus cabelos.
- E aí Mari. Tudo bem?
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Sweet Popcorn
RomanceMarinette era uma jovem que havia começado a trabalhar em um supermercado parisiense a pouco tempo. Aquele emprego não era exatamente o sonho da sua vida porém, foi graças à ele que pode se encontrar com a pessoa na qual roubou toda a sua atenção...
