Paro o carro na garagem do prédio e vejo que já são 9hs da manhã. Preciso de um banho e roupas limpas. Eu podia ligar para Andrea e dizer para cancelar os compromissos do dia, mas deixei o telemóvel em casa para Perroni não me rastrear. Saio do carro e sigo para o elevador. Entro nele e aperto o botão correspondente ao meu andar. As portas fecham-se e eu encosto-me na parede. Tento não sorrir ao lembrar da minha ideia idiota de ir até Acapulco falar com aquela demónia. Ainda não sei o que está acontecendo comigo, mas sei que a culpa é dela. As portas abrem-se e eu sigo para o meu apartamento. Antes de tocar a maçaneta da porta, escuto os gritos de Perroni.
Perroni: Não me interessa que é ordem não rastrear ele, Welch.
Respiro fundo e abro aporta. O corpo de Perroni vira-se imediatamente para me ver.
Perroni: Não precisa mais rastrear a porra do telemóvel dele.
Desliga o telemóvel e o mantém em sua mão segurando firme.
Perroni: Onde esteve?
A expressão do seu rosto é de raiva. Nunca o vi assim e tenho medo de como ele ficaria se soubesse que eu estava com a filha dele. Sinto alguém atrás de mim. Viro-me e é a vizinha. Ela sorri maliciosa para mim e eu sei o motivo. Deve estar lembrando do dia que me pegou nu no corredor. Ela vai para o apartamento dela e eu fecho a porta do meu. Olho para Perroni e ele parece mais calmo.
Perroni: Esteve com a vizinha a noite toda?
Graças a Deus essa louca apareceu atrás de mim.
Eu: Sim...
Digo como se fosse o óbvio e os seus ombros relaxam.
Eu: Onde achou que eu estaria?
Vou até à cozinha e abro o frigorífico. Pego uma garrafa de água e abro. Perroni aparece na cozinha e olha para mim. Viro a garrafa na boca.
Perroni: Em Acapulco com a minha filha.
Cuspo a água e começo a tossir engasgado.
Eu: Por que achou isso?
Limpo a minha boca e ele vira o telemóvel dele para mim. Merda!!!! A mensagem do Welch no meu telemóvel com a resposta do rastreamento que pedi.
Perroni: Por que Welch te enviou isso?
Coloco a garrafa no balcão e a minha mente tenta trabalhar rápido numa resposta.
Eu: Você me pediu ajuda para saber onde sua filha vai todas as noites.
Dou de ombros e saio da cozinha, sentindo ele me seguir.
Eu: Ela ter ido do nada assim para Acapulco fez-me pensar que talvez ela não tivesse ido.
Pego meu telemóvel no sofá e olho para Perroni.
Eu: Mas pelo que Welch rastreou, ela de fato esta em Acapulco.
Perroni: Então ela não mentiu quando disse que iria para casa da mãe dela.
Eu: Parece que não.
Não posso afirmar, mesmo sabendo que ela está lá. Perroni senta-se no sofá e passa a mão no rosto.
Perroni: Alguma coisa está acontecendo.
Diz com a voz preocupada e eu sento-me ao seu lado. Não sei porque é que Lúcia pediu para não avisar a ele, mas a coisa é grave e ele merece saber.
Eu: Tira o dia de folga.
Ele olha-me estreitando os olhos.
Eu: Vai até Acapulco saber se está tudo bem.
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Submissa
RomanceWilliam é um belo homem de 30 anos que aproveita muito bem a vida de milionário. Gosta de curtir a vida com belas mulheres. Maitê é uma jovem mulher de 22 anos que acaba de se formar e busca um emprego na sua área. Os dois poderiam claramente se env...
