Epílogo

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Dois anos Depois

Narração Maitê

Termino de montar mais um pedido da noite. Leonardo entra na cozinha sorrindo.

Leonardo: Saiu uma notícia sobre a Sra. Levy... 

Olho a capa da revista com a minha foto. 

Leonardo: A Chef de cozinha mais famosa do México. 

Reviro os olhos e ele ri mais. 

Leonardo: Ainda não sei porque não tem o seu próprio restaurante. 

Limpo a minha mão e mando os pratos para a mesa.

Eu: Porque isso é o que eu amo. 

Aponto para a cozinha. 

Eu: Ser dona requer dedicação, empenho e muitas horas de trabalho. Eu não conseguiria fazer o que eu amo fazer, que é cozinhar. Já tive essa mesma discussão com o William que já me quis comprar um restaurante e eu já estou me cansando disso. 

Leonardo: Maitê e cozinha já se tornaram uma coisa só. 

Um empregado de mesa entra na cozinha sorrindo.

Empregado: Visita... 

Solto o meu avental e peço para o Rubens assumir a cozinha sozinho. Assim que eu entro no restaurante eu vejo os meus dois homens. William Junior sorri ao me ver. Um belo garotinho de olhos castanhos e cabelos acobreados. Mas o sorriso sem dúvida é igual ao do pai que me derrete toda. 

William: Sra. Levy... 

William beija-me e afasta-se sendo empurrado pelo nosso filho ciumento. 

Eu: O que é que os meus homens fazem aqui?

William: Matando a saudade da mamãe. 

Eu: Era para você estar na cama. 

Brigo com o meu filho que ri. 

William: Acho que ele herdou o seu relógio biológico. 

Sinto as mãos do William na minha cintura e o meu corpo todo arrepia. O seu nariz desliza no meu pescoço e a sua boca beija de leve a minha orelha. É impossível conter o gemido. 

William: Estou levando o nosso filho para os seus pais. 

Não foi fácil perdoar o meu pai. Ainda acho que só voltei a falar com ele por causa da minha mãe que me pediu. Eles vieram morar no México quando souberam da minha gravidez. A minha mãe queria acompanhar o crescimento do neto. Graças a Deus ela está completamente curada. Acho que o meu pai está sendo melhor como avô. Ele é completamente apaixonado pelo neto. William beija-me novamente na orelha, prendendo a minha atenção nele.

Maitê: Porque é que está levando o Junior para os meus pais? 

Os seus dedos cravam na minha cintura e ele morde de leve a minha orelha. 

William: Porque hoje você é minha... Toda minha... Demónia. 

Um calafrio percorre o meu corpo. 

Eu: Quarto de jogos? 

Ele afasta-se com um enorme sorriso. 

William: Se você for uma boa menina. 

Pisca para mim. 

Eu: Ser uma boa menina não faz parte de mim. 

William: Eu sei disso. 

Ele vira-se para sair com o nosso filho, mas então vira-se para mim de novo. 

William: Eu te amo. 

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