Capítulo 10

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Abro os meus olhos assustado com o barulho do despertador ao lado da cama. Olho para ele e vejo que já são 6hs da manhã. A minha respiração está acelerada e assim que levanto a minha cabeça vejo que estou duro. 

Eu: Merda!!!! 

Deito a minha cabeça novamente e coloco o meu braço sobre o rosto. Esta demónia consegue dominar até os meus sonhos. É melhor ir trabalhar. 

Raquel fala sem parar e eu apenas observo a sua boca como se estivesse ouvindo o que ela diz. 

Raquel: Chega... 

Ela grita e bate na mesa assustando-me

Raquel: Onde está a porra da sua atenção, William? 

Respiro fundo. 

Raquel: Você passou o dia todo muito longe daqui. Tivemos reuniões importantes e você na mundo da lua.

Eu: Hoje não está sendo um dia bom.

Raquel: O que está acontecendo?

Eu: Nada. 

Levanto-me e olho pela janela México já tomada pela noite.

Raquel: É melhor pararmos por aqui. 

Raquel diz e eu posso ouvir os seu passos irritados afastando-se. Melhor ir para casa. Entro no meu apartamento e saber que ela não está aqui para me atormentar causa-me uma certa tristeza. Maitê movimentava bem as minhas noites.

Eu: Pode se recolher Perroni. 

Perroni: Tem certeza senhor? 

Eu: Sim...

Perroni deixa-me sozinho. Será que ela foi mesmo para Acapulco? Essa demónia pode ter mentido. Pego o meu telemóvel e ligo para Welch. 

Welch: Sr. Levy. 

Eu: Quero saber onde Maitê está. 

Welch: Em cinco minutos envio o paradeiro dela para o seu telemóvel. 

Eu: Obrigado.

Sento-me no sofá e espero. O meu telemóvel vibra e assim que olho a mensagem do Welch, confirmo que ela está mesmo em Acapulco. Encaro o endereço no telemóvel e vejo que conheço o local. É perto de uma das empresas que eu estou de olho. Levanto-me do sofá e sabe Deus porque, decido ir atrás dela. Olho o telemóvel e sei que Perroni o rastreia. Não quero que ele saiba que fui ver a filha dele. Jogo o telemóvel no sofá e pego na minha carteira e nas minhas chaves. Quero saber porque ela fugiu assim. Encosto o carro e desligo e as minhas mãos estão firmes no volante. Que merda eu estou a fazer!?!?! William Levy viajou 4 horas para ver uma garota demónia, só para saber se ela ficou sentida com a porra da pergunta sobre prevenção. Começo a rir sozinho no carro. O que essa demónia fez comigo? Se fosse qualquer outra eu estaria me fodendo para os sentimentos dela, se magoei ou não. Deito a minha cabeça no volante e fecho os meus olhos. O arrependimento vem com tudo. São 2 da manhã, estou na frente da casa dela e o que quero fazer agora é ir embora. Mantenho a minha testa no volante e os meus olhos fechados. Talvez eu deva parar num hotel e hospedar-me até amanhecer. Se durante o dia eu ainda estiver arrependido, vou embora. Ela nunca vai saber que eu estive aqui. Batem no meu vidro com força. 

Eu: Porra!!! 

Salto no banco e o meu coração acelera. Maitê olha para mim segurando o riso com os braços cruzados. Ela está de roupão. Cacete!!!! Ela está segurando o riso!?!?!? 

Essa demónia deve estar feliz em ver-me aqui a essa hora. Abaixo o meu vidro. 

Maitê: Saudade!?!?! 

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