Ele grita agarrando Maitê e os seus olhos encontram os meus. Vejo a ira dele e isso assusta-me. Tenta tira-la dos meus braços, mas eu não deixo.
Eu: Não é o que você está pensando.
Perroni: Solta a minha filha.
Eu: Eu amo a sua filha.
As palavras saem tão facilmente pela minha boca que me assusta. Admitir isso para ele é libertador.
Perroni: Não acho que as marcas no corpo dela sejam de amor.
As suas palavras magoam-me tanto que os meus braços não resistem mais na luta por mantê-la comigo. Sim... Eu a magoei e isso está me matando por dentro. Vejo ele segura-la no seu peito.
Eu: Eu não queria magoa-la.
Confesso num sussurro.
Perroni: Você sempre usa as mulheres e magoa elas de alguma forma. Isso faz parte do homem nojento que é.
Vira-se dando-me as costas.
Eu: Amo a Maitê...
Vou atrás dele que segue para a porta.
Perroni: Nunca mais se aproxime dela.
Eu: Não me vou afastar. Vou lutar por ela. Até mesmo contra você se for preciso.
Perroni vira-se e olha-me com ódio.
Perroni: Ela não é como você. Maitê não faz parte desse seu mundo asqueroso.
Eu: Você não conhece a sua filha.
Perroni: Afaste-se dela.
Quando vai a se virar eu seguro o seu braço.
Eu: Ela precisa de ajuda.
Perroni: Eu sei... E vou fazer isso longe de você.
Eu: Não vou sair de perto dela.
Perroni: Paulo...
Ele grita e em segundos ele sai da cozinha. Olha para mim e depois olha para Maitê nos braços de Perroni.
Paulo: Seu imbecil...
Corre até mim e surpreende-me com um soco que me faz cambalear, mas consigo me manter em pé. Perroni olha para ele.
Perroni: Mantenha-o longe de nós.
Abre a porta e quando tento correr para ir também, Paulo lança-se em meu corpo, nos jogando no chão.
Eu: Maitê...
A porta fecha-se e eu tento sair de baixo de Paulo.
Eu: Solta-me...
Ele empurra-me para o chão e dá-me outro soco.
Paulo: Disse para não levar Maitê para aquela merda de quarto.
Tenta me dar outro soco, mas eu seguro a sua mão. A raiva e toda a porra de sentimentos que me sufocaram até agora explode dentro de mim e rodo os nossos corpos, fazendo ele ir para o chão e eu fico por cima. Dou um, dois, três socos seguidos no seu rosto e vejo sangue em sua boca.
Eu: Vai se foder...
Grito e quando vou dar mais um soco ele tenta segurar o meu braço.
Paulo: Ela não é para você.
Diz ofegante e para mim é o bastante.
Eu: Isso é ela quem decide.
Saio de cima do seu corpo e rolamos no chão até o meu braço agarrar o seu pescoço. Seguro ele firme que vai se debatendo.
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Submissa
RomantikWilliam é um belo homem de 30 anos que aproveita muito bem a vida de milionário. Gosta de curtir a vida com belas mulheres. Maitê é uma jovem mulher de 22 anos que acaba de se formar e busca um emprego na sua área. Os dois poderiam claramente se env...
