Capítulo 22 Parte III

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Ele grita agarrando Maitê e os seus olhos encontram os meus. Vejo a ira dele e isso assusta-me. Tenta tira-la dos meus braços, mas eu não deixo.

Eu: Não é o que você está pensando. 

Perroni: Solta a minha filha.

Eu: Eu amo a sua filha. 

As palavras saem tão facilmente pela minha boca que me assusta. Admitir isso para ele é libertador. 

Perroni: Não acho que as marcas no corpo dela sejam de amor. 

As suas palavras magoam-me tanto que os meus braços não resistem mais na luta por mantê-la comigo. Sim... Eu a magoei e isso está me matando por dentro. Vejo ele segura-la no seu peito. 

Eu: Eu não queria magoa-la. 

Confesso num sussurro. 

Perroni: Você sempre usa as mulheres e magoa elas de alguma forma. Isso faz parte do homem nojento que é. 

Vira-se dando-me as costas. 

Eu: Amo a Maitê... 

Vou atrás dele que segue para a porta. 

Perroni: Nunca mais se aproxime dela. 

Eu: Não me vou afastar. Vou lutar por ela. Até mesmo contra você se for preciso. 

Perroni vira-se e olha-me com ódio. 

Perroni: Ela não é como você. Maitê não faz parte desse seu mundo asqueroso. 

Eu: Você não conhece a sua filha. 

Perroni: Afaste-se dela. 

Quando vai a se virar eu seguro o seu braço. 

Eu: Ela precisa de ajuda. 

Perroni: Eu sei... E vou fazer isso longe de você. 

Eu: Não vou sair de perto dela. 

Perroni: Paulo... 

Ele grita e em segundos ele sai da cozinha. Olha para mim e depois olha para Maitê nos braços de Perroni. 

Paulo: Seu imbecil... 

Corre até mim e surpreende-me com um soco que me faz cambalear, mas consigo me manter em pé. Perroni olha para ele. 

Perroni: Mantenha-o longe de nós. 

Abre a porta e quando tento correr para ir também, Paulo lança-se em meu corpo, nos jogando no chão. 

Eu: Maitê... 

A porta fecha-se e eu tento sair de baixo de Paulo.

Eu: Solta-me... 

Ele empurra-me para o chão e dá-me outro soco. 

Paulo: Disse para não levar Maitê para aquela merda de quarto. 

Tenta me dar outro soco, mas eu seguro a sua mão. A raiva e toda a porra de sentimentos que me sufocaram até agora explode dentro de mim e rodo os nossos corpos, fazendo ele ir para o chão e eu fico por cima. Dou um, dois, três socos seguidos no seu rosto e vejo sangue em sua boca. 

Eu: Vai se foder... 

Grito e quando vou dar mais um soco ele tenta segurar o meu braço. 

Paulo: Ela não é para você. 

Diz ofegante e para mim é o bastante.

Eu: Isso é ela quem decide. 

Saio de cima do seu corpo e rolamos no chão até o meu braço agarrar o seu pescoço. Seguro ele firme que vai se debatendo. 

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