Capítulo 20 Parte II

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O táxi para e em seguida eu vejo a escola onde a Maitê irá fazer a prova. A respiração dela vai acelerando. Solto a sua mão e saio do táxi. Peço ao taxista para esperar e ando até ao lado dela. Abro a sua porta e estendo a minha mão. Quando a sua mão toca a minha, parece uma mão diferente da que me tocou agora à pouco. Está fria demais e imagino que seja de nervosismo. Maitê sai do carro e agarra o meu braço. Andamos até à calçada,perto da porta.

Maitê: Não devia ter vindo.

Ela diz quase num sussurro de cabeça baixa e eu solto a minha mão da dela e fico à sua frente. Toco no seu queixo e ergo a sua cabeça.

Eu: Não fique com medo.

Maitê: Medo!?!?? Está mais para pânico.

Solta um longo suspiro.

Maitê: Nem se passasse o dia me fodendo, tiraria a tensão disso tudo.

Eu: Posso tentar.

Ela segura o sorriso.

Maitê: Quem sabe depois.

Fecho um olho calculando o tempo que ela ficara aqui e a hora de ir embora.

Eu: Não vamos ter tempo. Eu venho te buscar aqui e em seguida vamos direto para o aeroporto. Sem tempo de parar no hotel para uma trepada relaxante.

Maitê fica nas pontas dos pés e beija o meu rosto. Leva os lábios em seguida para o meu ouvido.

Maitê: Não precisamos de um hotel para uma trepada relaxante.

Puta que pariu!!!!! Ela afasta-se e com um sorriso que só as demónias que fodem possuem, segue para a entrada da escola.

Eu: Boa sorte!

Grito e ela manda-me um beijo.

Eu: Maitê...

Ela para na porta e olha para mim.

Eu: Não esquece de fazer o negócio no cabelo, antes de cozinhar.

Maitê: Que negócio?

Pergunta sem entender.

Eu: Você sempre faz um coque meio bagunçado. Acho que isso é tipo o seu momento de inspiração .

Os olhos dela estão brilhando para mim e não entendo o porque.

Eu: Não esqueça.

Maitê: Pode deixar.

Quando eu estou prestes a entrar no taxi ela chama-me . Eu viro-me e quase sou derrubado pelo corpo dela batendo no meu. A sua boca gruda na minha e ela beija-me tão intensamente que não consigo pensar a não ser em retribuir. Solta os meus lábios e sorri.

Maitê: Até daqui a pouco.

Ela corre para a entrada e some dentro da escola, deixando-me meio tonto e feliz. O táxi para em frente ao local que pedi. Pago ao taxista e desço. Encaro a imobiliária à minha frente. Paul abre um enorme sorriso ao me ver.

Paul: Sr. Levy.

Paul é um amigo dos meus pais que em toda a festa, tentava me convencer a comprar algo em Paris. Local onde reside agora com a sua família.

Paul: Finalmente aceitou a ideia de vir para Paris.

Eu: Não vou morar aqui. Quero apenas um local para vir às vezes.

Não quero dizer a ele que quero um local para ser meu e de Maitê. Ele logo diria aos meus pais e eu odeio fofocas.

Eu: Pensei num apartamento confortável.

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