Capítulo 8 Parte III

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Entro no meu escritório e vejo a demónia andando pela sala.

Maitê: Por que é que fez isso? 

Fala assim que me vê e eu fecho a porta. 

Maitê: Está me a punir por eu te ter enganado sobre o emprego? 

Eu: Não.

Maitê: Não tenho capacidade para fazer um jantar desses. 

Ela está nervosa. Ando até ela que mantém os olhos nos meus. 

Eu: Tem sim. 

Paro na sua frente.

Maitê: Não tenho uma equipa, não tenho nada. 

Levanto a minha mão e toco o seu rosto. 

Eu: Você tem um dom maravilhoso para fazer comidas maravilhosas. 

Os seus olhos brilham. 

Eu: Apesar do que eu disse no restaurante, o que era mentira. 

Estamos os dois sorrindo. 

Eu: Eu realmente amo a sua comida.

Maitê: Ama? 

Eu: Sim... ela é maravilhosa.

O seu rosto fica vermelho. 

Maitê: Acho que posso fazer um bom purê para a sua festa da terceira idade.

A sua risada é engraçada. 

Eu: Não se esqueça da nossa sopa. 

Percebo que os meus braços estão em torno do seu corpo, já colado ao meu. É como se o meu corpo sempre fosse atraído pelo dela. Maitê respira fundo. 

Maitê: Ainda não tenho a equipa para trabalhar comigo. 

Eu: Contrate o que for precisar. Eu pago. 

Maitê: Você não precisa fazer isso. As flores já servem como pedido de desculpas.

Eu: Não estou fazendo por culpa, mas sim por ser a escolha certa. Sei que vai fazer algo incrível para o jantar.

Ela apoia as mãos no meu peito e nas pontas dos pés, beija os meus lábios. 

Maitê: Prometo não fazer nada de errado. 

Roça o nariz no meu. 

Maitê: Preciso ir. 

Sussurra perto da minha boca.

Eu: Onde vai? 

Maitê: Por aí.

Ela diz sorrindo e tenta sair dos meus braços, mas eu não deixo. 

Maitê: Deixa-me sair. 

Agorasou eu que estou sorrindo com a ideia que tive. Desço os meus braços até ao seu traseiro e a ergo, colocando o seu corpo nos meus ombros. 

Maitê: O que vai fazer? 

Vou com ela para fora do escritório. 

Maitê: Solta-me. 

Bato no seu traseiro.

Eu: Silêncio... 

Ando pelasala e vejo se Perroni está por perto. Corro e sigo para o meu quarto. Entro nelee fecho a porta. Desço ela que escorrega pelo meu corpo. Maitê olha-me ofegante. 

Eu: Vai terminar o que estava fazendo no jantar. 

Ela sorri de forma sedutora. 

Maitê: Não me lembro direito o que estava fazendo. 

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