Narração William
Olho para o relógio mais uma vez. Ir para Acapulco ficar com ela ou a reunião com o Sr. Lincoln? Fecho os meus olhos e sei muito bem que nessa guerra ela ganha disparado. Abro os meus olhos e encaro o relógio novamente. São 3:30hs e se sair logo, estarei em Acapulco cedo. Pulo da cama e corro para a casa de banho. Preciso de um banho, roupas limpas e Maitê. Estou cansado e morto de sono. Finalmente estou em Acapulco. Olho para o meu relógio e vejo que já são mais que oito horas da manhã. Entro na rua do hospital e paro distante da entrada principal. Não quero que Perroni saiba que eu estou aqui. Vim por Maitê e por enquanto é melhor que ele não saiba sobre nós. O momento não é o melhor para se dizer que estou comendo a filha dele e que me apaixonei. Sei que ele vai surtar e não acreditar no que eu sinto. Ele nunca me viu cair por uma mulher assim. Olho o hospital e quando vou a sair do carro para tentar achar Maitê, vejo o meu carro passar e parar num lugar vago em frente ao hospital. A raiva me sobe quando vejo Perroni sair do carro com Paulo. Respiro várias vezes para me controlar. Perroni diz alguma coisa para ele que sorri e encosta no carro. Perroni entra no hospital e dominado pela raiva, saio do carro. Esse filho da puta merece uma surra pelo que fez. Tranco o carro e assim que dou o primeiro passo, o meu telemóvel toca. Paro e respiro fundo. Tiro ele do bolso e vejo o nome da Andrea piscando.
Eu: Levy...
Atendo mantendo os meus olhos no Paulo.
Andrea: Raquel está louca atrás do senhor. O Sr. Lincoln chegou faz 20 minutos.
Passo a mão no meu cabelo. Ele deve estar puto.
Eu: Andrea não estou no México.
Ela não diz nada e imagino que saiba muito bem onde estou e quem eu vim ver. Pigarreia tentando voltar ao normal.
Andrea: Vou passar a ligação a Raquel para que a informe sobre o que ela deve fazer.
Eu: Não...
Respiro fundo.
Eu: Passe ao Sr. Lincoln.
Andrea: Tem certeza, senhor?
Eu: Não... mas passe mesmo assim.
Espero alguns segundos.
Lincoln: Lincoln...
Eu: Sr. Lincoln desculpe-me, mas não poderei comparecer na assinatura do contrato.
Lincoln: Você realmente não tem noção nenhuma de quão importante eu sou, não é? A sua empresa depende da minha para manter os seus lucros.
Enquanto ele cospe a sua arrogância, vejo Maitê saindo do hospital e imediatamente Paulo correr até ela.
Eu: Sr. Lincoln...
Interrompo-o mantendo os olhos nos dois.
Eu: O senhor é casado?
Ele fica mudo e acho que não entende o porque da minha pergunta.
Lincoln: Sim...
Maitê está brava com Paulo e isso deixa-me feliz.
Eu: O senhor ama a sua mulher?
Lincoln: Sim...
Sinto alivio com a sua resposta. Maitê vira-se irritada e segue com a sua mochila para longe de Paulo que fica paralisado, vendo ela partir.
Eu: Se o senhor tivesse que escolher entre cuidar da mulher que ama num momento delicado e assinar um contrato já discutido. O que é que o senhor escolheria?
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Submissa
RomanceWilliam é um belo homem de 30 anos que aproveita muito bem a vida de milionário. Gosta de curtir a vida com belas mulheres. Maitê é uma jovem mulher de 22 anos que acaba de se formar e busca um emprego na sua área. Os dois poderiam claramente se env...
