Capítulo 21 Parte II

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Narração William

Olho para o relógio mais uma vez. Ir para Acapulco ficar com ela ou a reunião com o Sr. Lincoln? Fecho os meus olhos e sei muito bem que nessa guerra ela ganha disparado. Abro os meus olhos e encaro o relógio novamente. São 3:30hs e se sair logo, estarei em Acapulco cedo. Pulo da cama e corro para a casa de banho. Preciso de um banho, roupas limpas e Maitê. Estou cansado e morto de sono. Finalmente estou em Acapulco. Olho para o meu relógio e vejo que já são mais que oito horas da manhã. Entro na rua do hospital e paro distante da entrada principal. Não quero que Perroni saiba que eu estou aqui. Vim por Maitê e por enquanto é melhor que ele não saiba sobre nós. O momento não é o melhor para se dizer que estou comendo a filha dele e que me apaixonei. Sei que ele vai surtar e não acreditar no que eu sinto. Ele nunca me viu cair por uma mulher assim. Olho o hospital e quando vou a sair do carro para tentar achar Maitê, vejo o meu carro passar e parar num lugar vago em frente ao hospital. A raiva me sobe quando vejo Perroni sair do carro com Paulo. Respiro várias vezes para me controlar. Perroni diz alguma coisa para ele que sorri e encosta no carro. Perroni entra no hospital e dominado pela raiva, saio do carro. Esse filho da puta merece uma surra pelo que fez. Tranco o carro e assim que dou o primeiro passo, o meu telemóvel toca. Paro e respiro fundo. Tiro ele do bolso e vejo o nome da Andrea piscando. 

Eu: Levy... 

Atendo mantendo os meus olhos no Paulo. 

Andrea: Raquel está louca atrás do senhor. O Sr. Lincoln chegou faz 20 minutos. 

Passo a mão no meu cabelo. Ele deve estar puto.

Eu: Andrea não estou no México. 

Ela não diz nada e imagino que saiba muito bem onde estou e quem eu vim ver. Pigarreia tentando voltar ao normal. 

Andrea: Vou passar a ligação a Raquel para que a informe sobre o que ela deve fazer. 

Eu: Não... 

Respiro fundo.

Eu: Passe ao Sr. Lincoln. 

Andrea: Tem certeza, senhor? 

Eu: Não... mas passe mesmo assim.

Espero alguns segundos. 

Lincoln: Lincoln... 

Eu: Sr. Lincoln desculpe-me, mas não poderei comparecer na assinatura do contrato. 

Lincoln: Você realmente não tem noção nenhuma de quão importante eu sou, não é? A sua empresa depende da minha para manter os seus lucros. 

Enquanto ele cospe a sua arrogância, vejo Maitê saindo do hospital e imediatamente Paulo correr até ela. 

Eu: Sr. Lincoln... 

Interrompo-o mantendo os olhos nos dois. 

Eu: O senhor é casado? 

Ele fica mudo e acho que não entende o porque da minha pergunta. 

Lincoln: Sim... 

Maitê está brava com Paulo e isso deixa-me feliz. 

Eu: O senhor ama a sua mulher? 

Lincoln: Sim... 

Sinto alivio com a sua resposta. Maitê vira-se irritada e segue com a sua mochila para longe de Paulo que fica paralisado, vendo ela partir.

Eu: Se o senhor tivesse que escolher entre cuidar da mulher que ama num momento delicado e assinar um contrato já discutido. O que é que o senhor escolheria? 

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