Capítulo 18 Parte IV

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Termino a minha reunião com a Raquel por vídeo e em seguida desligo o meu computador. Assim que a Maitê saiu para trabalhar, enfiei-me no trabalho para compensar o tempo que for ficarfora com ela em Paris. Consegui pelo menos resolver os problemas mais graves doprojeto da Raquel e assim ela vai parar de me perturbar um pouco. Olho o meurelógio e vejo que já são 22:30hs. Está na hora de ir para o restaurante. Levanto-me daminha cadeira e ando para fora do escritório. Assim que passo pela sala, láestá o Paulo, parado na porta. A sensação que tenho é que ele está ali para verse eu vou sair. Paro perto dele. 

Eu: Está dispensado por hoje.

Ele não me diz nada.Apenas observa-me. Vira-se e vai embora sem nem questionar. Assim é melhor.Acho que ele entendeu onde é o lugar dele. Ando até ao meu quarto e separo a minharoupa. Jogo na cama e começo a trocar-me. Saber que ela daqui a pouco estaráaqui comigo nessa cama deixa-me com um sorriso idiota no rosto. Acho que nuncafiquei assim por uma mulher antes. Um aperto no peito lembra-me que ela pode irembora. É melhor começar a me desapegar dela. Começar a desligar-me do seucorpo, para não sentir falta, quando ela partir. Termino de colocar o meu sapatoe saio do quarto. Respiro fundo ao ver Paulo na sala, perto da porta de novo. 

Eu: Já te dispensei. 

Digo irritado e ando até às minhas chaves e à minha carteira, namesinha ao lado dele. 

Paulo: Quero falar com o senhor. 

Eu olho para ele e guardo as coisas no meu bolso. 

Eu: Agora? 

Paulo: Sim, senhor. 

Olho para o meurelógio e vejo que já estou atrasado. 

Eu: Amanhã conversamos. 

Paulo: Agora... 

Ele diz firme e eu encaro-o.

Paulo: É um assunto importante. 

Eu: Não tenho assunto importante com você. 

Paulo: Ésobre a Maitê...

Fala passando por mim e indo em direção ao meu escritório.Respiro fundo e ando atrás dele. Assim que entramos no escritório, sento-me naminha cadeira. 

Eu: Senta. 

Paulo: Não quero. 

Já estou vendo que a minha paciência seráutilizada muito agora com ele. 

Eu: O que quer? 

Paulo parece nervoso. 

Paulo: Perroni disse-me sobre as suas coisas. 

Olho para ele sem entender. 

Paulo: Contou-me sobre a sua vidamovimentada de mulheres e do que gosta de fazer com elas.

Acho que já sei ondeessa conversa vai chegar. Anda de um lado para o outro. 

Paulo: Sei que não tenho odireito de me envolver na vida de Maitê. 

Anda até à minha mesa e apoia as duasmãos nela,  encarando-me. 

Paulo: Mas eu não vou permitir que a leve para aquelequarto. 

A sua voz é ameaçadora. 

Eu: Quem é você para permitir algo? 

Tento manter acalma. 

Eu: Você não é nada dela.

Paulo: Você não pode trata-la como uma... uma... 

Socaa mesa. 

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