Capítulo 14 Parte III

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Maitê cobre-nos direito e deita a cabeça no meu peito e eu abraço ela forte.  

Maitê: Olha... 

Ela aponta para o céu e aos poucos os tons escuros vão se tornando mais claros e o sol vai surgindo. Ficamos abraçados esperando o sol colocar-se sobre nós. Agora entendo porque ela vem aqui em cima.

Eu: É lindo!!!! 

Sussurro e ela beija o meu peito.

Eu: É como se não estivéssemos na selva de pedra daqui do México. 

Maitê levanta a cabeça e olha para mim. 

Maitê: É uma sensação de estar fora do mundo. 

Eu: Todas as noites você vem aqui até o sol nascer? 

Maitê: Sim... espero ele surgir lindo e volto para sua casa. 

E eu achando que ela era uma pervertida da noite. Levanto a cabeça e beijo a sua testa. Eu fui um idiota. Maitê apenas aprendia mais sobre a sua profissão e curtia o seu momento sozinha. 

Maitê: Agora vamos para casa. Estou com fome. 

Bate em meu peito e levanta-se rápido demais. 

Eu: Fome? 

Maitê: Sim... 

Nós saímos da empresa e fomos para o carro. 

Eu: Minhas chaves. 

Maitê sorri como se fosse aprontar. 

Eu: Nem pense em fazer graça. 

Maitê: Me deixa dirigir de novo... 

Eu: Não... 

Maitê: Por favor!!! 

Eu: Não adianta fazer bico. 

Maitê: Nenhum biquinho? 

Começo a rir. 

Maitê: Nenhum. 

Ela revira os olhos e joga-me a chave.

Maitê: Vou colocar pimenta no seu café. 

Eu: Se fizer isso enfio gengibre no seu traseiro. 

Maitê olha para mim assustada. 

Maitê: Gengibre no traseiro? 

Entro no carro rindo e ela segue-me.

Eu: Me desobedece e vai saber qual a sensação dele no traseiro.

Maitê: Arde? 

Ligo o carro e antes de puxar o cinto inclino-me para ela. 

Eu: Me desobedece e saberá. 

O caminho todo, Maitê veio calada e imagino que pensando no gengibre. Paro o carro na garagem e seguimos sem nos tocar para o elevador. Entramos e nos mantemos longe. Mas os nossos olhos a todo momento se cruzaram cheios de fome um do outro. As portas do elevador abrem-se e nós saímos para o corredor. O meu corpo já começa a ficar inquieto. Abro a porta do apartamento e dou espaço para Maitê passar. O seu corpo esbarra no meu e é como fogo me queimando. Assim que fecho a porta e me viro, encontro ela olhando para mim. Maitê solta a sua mochila e corre na minha direção. Os nossos corpos chocam-se e a sua boca cola-se à minha. 

Maitê: Estou com fome de você e de comida. O que faço? 

Diz beijando-me. Tenho planos para ela e a quero desejosa. 

Eu: Vamos comer primeiro. 

Relutante, solto o seu corpo. Maitê olha-me desconfiada. 

Maitê: Tudo bem! 

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