Capítulo 21

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Narração Maitê 

Termino de dar o café da manhã para a minha mãe. 

Eu: Como se sente?

Ela lança-me um sorriso doce.

Lúcia: Melhor. 

Eu: Ainda estou brava com você.

Toca o meu rosto e sorri. 

Lúcia: Eu sei, mas logo passa. 

Eu: Não me esconda mais as coisas. 

Lúcia: Só não queria que se preocupasse comigo. 

Eu inclino-me e beijo a sua testa. Afasto-me e ela olha para mim. 

Eu: Você sabe que eu sempre me preocuparei com você. 

Passo a mão no seu rosto.

Eu: Somo nós duas contra o mundo. 

A minha mãe deita a cabeça na minha mão. 

Eu: Quero vir cuidar de você. 

Os seus olhos se arregalam encarando-me. 

Eu: Vou avisar Leonardo para procurar outro chef. 

Um nó se forma na minha garganta. Deixar o México, inclui deixar o William.

Lúcia: Não... 

Sussurra agarrando a minha mão. 

Lúcia: Não quero que largue os seus sonhos. 

Eu: Você é mais importante que qualquer sonho mãe. Mais importante que Paris e... 

Ela segura a minha mão firme afastando os meus pensamentos.

Lúcia: Nunca vou permitir que faça isso. 

Beija a minha mão. 

Lúcia: Estou bem. Vou ficar bem. 

A porta do quarto de repente abre e eu vejo o meu pai entrar. 

Perroni: Bom dia! 

Sorri para a minha mãe que retribui. A forma como eles se olham. Tem alguma coisa acontecendo. 

Perroni: Vim cobrir o turno da manhã. 

Aproxima-se e para ao lado da cama da minha mãe que está à minha frente. Os dois estão se olhando de um jeito mais amável. Acho que a minha mãe deixou de odiá-lo. 

Lúcia: Maitê vai para casa. 

A minha mãe diz, voltando a olhar para mim. 

Lúcia: Tome um banho e durma. Acho que de tarde estou em casa já. 

Inclino-me e beijo a sua testa. 

Eu: Vai me mantendo informada. 

Lúcia: Tudo bem. 

Olho para o meu pai. 

Eu: Não me esconda mais nada. 

Ele fica sem graça. 

Perroni: Pode deixar. 

Respiro fundo e saio do quarto. Assim que os meus pés pisam fora do hospital, vejo o Paulo. Reviro os olhos e passo por ele sem dizer nada.

Paulo: Eu levo-te para sua casa. 

Ignoro e continuo andando. Graças a Deus são alguns quarteirões depois do hospital e não preciso de boleia. 

Paulo: Maitê... 

Ele chama-me e eu paro de andar. Viro-me para ele que está parado atrás de mim. 

Eu: Não preciso que me leve. Quero ficar sozinha. 

Digo firme e viro-me outra vez seguindo para casa. 

Após uma pequena caminhada, chego na rua que dá acesso a minha casa. Pego as chaves na mochila e abro a porta. 

xX: Oi... 

O meu corpo todo arrepia com a sua voz. Não pode ser. Viro-me e o meu corpo paralisa. 

xX: Como você está demónia? 


Continua....

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