Capítulo 12 Parte II

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Passo a mão no meu cabelo sem saber o que fazer. Ela não é como as outras. Quando estou com ela eu só quero Maitê e quando estou longe... Deus!!!! Longe ou perto eu só quero ela. Mesmo sabendo o quanto errado isso é. Mesmo sabendo que posso estragar a minha amizade com o Perroni. Saio do meu quarto e vou acelerado até à casa do Perroni. Procuro ela pelos cômodos e paro em frente à porta do seu quarto. Está tudo silencioso. 

Eu: Maitê... 

Bato na porta. Tento abrir a porta, mas ela está trancada. 

Eu: Maitê abre a porta. Você precisa me ouvir.

 Ela não responde. Encosto a minha testa na porta, tentando pensar em algo. Então a porta se abre. Ela aparece num vestido e tem uma mochila nas costas. 

Eu: Onde vai? 

Pergunto sentindo o meu coração acelerado. Maitê passa por mim sem responder.

Eu: Para onde você vai com essa mala? 

Seguro a mala e ela para de andar.

Maitê: Solta-me por favor. 

Ela não se vira para me olhar. 

Eu: Bebeu demais e não vou deixar você sair. 

A sua respiração está pesada. 

Maitê: Vou terminar de comprar as coisas que preciso para fazer o jantar do seu aniversario.

Solto a sua mochila.

Eu: Precisamos terminar a nossa conversa.

Maitê: Não temos mais nada para conversar. 

O meu coração dói. 

Maitê: Essa sua foda está se retirando da sua vida. Assim que eu finalizar o seu jantar de aniversário, vou sair da sua casa.

 Inferno de garota! 

Eu: Não pedi para entrar na porra da minha vida. 

Grito já cansado desta cena toda dela. 

Eu: Você que se enfiou no meu membro. 

Os seus olhos estão ainda mais raivosos. 

Eu: Você já chegou pedindo-me para te foder e eu disse que não faria nada. 

Aproximo-me dela e encaro o seu rosto. 

Eu: Disse que não estava querendo compromisso. Se fez de poderosa querendo apenas uma foda e agora isso!?!?! 

Ergo os meus braços. 

Eu: Achou mesmo que chegaria na minha vida e tudo pararia por sua causa!?!? 

Merda!!!! A verdade é que tudo parou, mas ela não precisa saber disso. 

Eu: Você não perguntou se eu queria. Você não me perguntou se eu podia. E mesmo dizendo que não iria te foder, você me cutucou até conseguir. 

A minha respiração está acelerada.

Eu: Você apenas queria ser fodida e foi.

Maitê: Idiota! 

Ela empurra-me para longe dela. 

Maitê: A questão aqui não é sobre quantas ou quem você fode. 

Empurra-me de novo com mais força. 

Maitê: Realmente eu só queria que me fodesse. 

Grita e a sua respiração está pesada como a minha. 

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