Tem tantos pratos na mesa que eu acabo por me sentir perdida, sem saber por onde começar.
Eu: O que você pediu?
Pergunto a William rindo.
William: Não sei. Deve estar perdido em meio aos seus pratos.
A sua risada é engraçada e acompanha a minha.
Eu: Já sei...
Separo as entradas e os principais.
Eu: Vai provar de tudo comigo.
William: De tudo?
Eu: Sim...
Ele vai a pegar no seu garfo e eu impeço-o.
Eu: Eu dou-te.
Ele olha para mim de um jeito engraçado.
William: Vai me alimentar?
Eu: Sim. Quero agradecer pelo belo consolo que me deu.
William: Acho justo.
Pego primeiro numa sopa de cogumelos.
William: Sopa?
Eu: Não quer?
William: Não, se não for a sua.
Isso foi fofo.
William: Prova você e diz-me o que acha.
Dou uma colherada e é impossível não gemer com o delicioso sabor.
William: O seu gemido diz-me que é boa e isso deixou-me excitado. Se for fazer isso o almoço todo me avisa.
Eu: Se tudo estiver bom assim vai me ouvir gemer o almoço todo.
William: Merda!!!
Empurro a sopa de lado e pego numa entrada de salmão com alcaparras. Pego um pedaço e levo a boca do William.
William: Isso é bom.
Como um pedaço.
Eu: Não gostei muito.
William: Mudaria algo?
Analiso o prato à minha frente.
Eu: Não faria com alcaparras.
Puxo a última entrada.
Eu: Não me lembro o nome do que tem aqui.
William: Foie gras.
Tento não rir do biquinho fofo que ele fez ao pronunciar.
William: Os franceses gostam muito.
Ele puxa o prato para ele e coloca o foie gras numa torrada.
William: Prove.
Dou uma mordida na torrada na sua mão e tento entender que sabor tem.
William: Gosto mais quando ele vem selado com a carne.
Coloca o resto da torrada na boca.
William: Os franceses também comem muito pato.
Aponta para dois dos pratos principais e dá um gole no seu vinho.
William: Confit de cAmandard e o magret de cAmandard.
Eu: Tenho vontade de beijar o seu bico quando fala.
Ele inclina-se para mim.
William: Confit de cAmandard...
Beijo a sua boca.
William: Magret de cAmandard...
Beijo ele de novo rindo.
William: O que faria se eu cantasse algo em francês?
Levo a minha boca até ao seu ouvido.
Eu: Muita coisa. Começando por beijar cada parte do seu corpo.
William: Tentador. Posso cantar essa noite, quem sabe.
Eu afasto-me rindo e olho para os pratos. Eles são delicados, lindamente montados e perfeitos.
William: O que foi?
Eu: Nada...
Acho que nunca conseguirei alcançar algo assim.
William: Tem certeza que não tem nada?
Olho para ele que me observa.
Eu: Olha estes pratos.
Aponto para todos.
William: O que tem?
Eu: Estou tentando entrar num dos cursos mais concorridos na minha área e o que eu decido fazer?
Bufo irritada comigo mesma por achar que conseguiria a bolsa com uma sopa simples, que a minha avó me ensinou.
William: Uma sopa maravilhosa!?!?!
William diz confuso.
Eu: Uma sopa. Que ideia idiota eu tive. Essa sopa nunca vai conseguir nada.
William: Eu achei ela perfeita.
Odeio sentir-me insegura.
Eu: Um dia antes de vir para o teste eu resolvo pegar a sopa da minha vó, modificar e acho que está ótimo.
Passo a mão no meu rosto.
Eu: Onde eu estava com a cabeça, quando pensei que isso daria certo?
William está rindo.
Eu: Para de rir.
Jogo o meu guardanapo nele.
William: Você está nervosa, é só isso. O que importa é o sabor.
Eu: William eu fiz a mudança na sopa uma vez em toda a minha vida. E se eu não me lembrar o que mudei e fizer merda?
William: Acha que pode esquecer algo?
Eu: Agora eu acho tudo. Devia ter repetido este prato no mínimo 10 vezes para não dar merda.
Ele olha para mim pensativo. Resmunga alguma coisa.
William: Já volto.
Ele levanta-se e segue até ao maître. O que ele vai fazer? A conversa dos dois é demorada. O maître então chama o William para dentro de uma porta e desaparecem. Olho em volta sem saber o que fazer. Pego a taça de vinho e viro toda de uma vez. Vejo William voltar.
William: Vem...
Eu: Para onde?
William: Só vem...
Não acredito que ele me quer foder agora. Será que acha que isso é a solução para tudo? Levanto-me contrariada. Ele pega na minha mão e junto com o maître arrasta-me para a mesma porta onde entraram. Assim que entro, o meu corpo paralisa. É a cozinha do restaurante. Vejo a correria de todos perfeitamente sincronizada. Chego a suspirar vendo algo tão perfeito.
xX: Senhorita...
Olho para o lado e vejo o chef responsável.
xX: Sou Oliver, chef responsável por esta cozinha.
Olho para o William apavorada.
xX: Soube que fará uma prova na Le Cordon Bleu.
Estou em choque.
xX: O seu amigo disse-me que precisa treinar o prato. Diga-me o que precisa para fazer o seu prato e fique à vontade para usar a minha cozinha.
Continua...
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Submissa
RomansaWilliam é um belo homem de 30 anos que aproveita muito bem a vida de milionário. Gosta de curtir a vida com belas mulheres. Maitê é uma jovem mulher de 22 anos que acaba de se formar e busca um emprego na sua área. Os dois poderiam claramente se env...
