Capítulo 5 parte III

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Depois de a Maitê ter saído do apartamento a vizinha da qual eu não lembro o nome vem sussurrar de forma sexy algo atrás de mim e a sua mão toca minhas costas e o meu corpo todo irrita-se com esse toque. Não estou nem um pouco afim de foder essa mulher. A minha cabeça agora está focada numa demónia andando nua pela cidade do México. Falo que é melhor ela ir-se embora e em seguida viro-me e pego no braço dela e arrasto-a até à porta.

 Eu: Seu sono logo vem. 

Abro a porta e saio com ela.

Eu: E se não vier, chama seu marido. 

Fecho a porta do apartamento e solto o braço dela. 

Eu: Boa noite!!! 

Corro para o elevador e entro nele carregando desesperado o botão do rés do chão.  A velocidade do elevador irrita-me. Maitê não deve ter ido muito longe. Acho que ainda posso alcança-la. A porta do elevador abre-se e corro em direção a saída. O porteiro grita por mim e eu digo que agora não. Abro a porta e quando vou sair um vento gelado bate em meu peito. Cacete!!!! Volto e fecho a porta. 

Porteiro: Eu tentei avisar que estava frio. 

Olho com raiva para o porteiro. Não acredito que estou na portaria do prédio só de calça do pijama.

Eu: Viu uma mulher de casaco passar por aqui? Olhos castanhos... 

Porteiro: A Maitê!?!?! 

A forma como ele diz o nome dela e esse sorriso idiota na sua cara, faz meu sangue ferver. 

Eu: A Srta. Maitê.

 Digo entre os dentes e ele percebe que me irritou.

Porteiro: A filha do Perroni acabou de sair num táxi. 

Não acredito que ele já sabe quem ela é. Deve vê-la saindo todas as madrugadas. Pergunto-lhe se ela todas as noites sai de táxi e o porteiro diz que sim. Respiro fundo e pergunto-lhe se ele sabe para onde ela vai e ele responde que não e eu agradeço. Volto para o elevador muito puto. Minhas mãos coçam para puni-la. Ela não tem noção do perigo que é sair daquele jeito?!?!? A minha mente já começa a imaginar coisas que ela possa fazer nessa madrugada, estando assim e não gosto de nenhuma delas. Saio do elevador e vou até ao meu apartamento. Assim que entro em casa, pego um copo do bar e encho-o de whisky. Sento-me no sofá em frente à porta e espero. Ela vai ter que passar por aqui e quando passar, vai ter que me ouvir. Já são 5:30hs da manhã e nada dela aparecer. Para não fazer nenhuma asneira, bebi apenas um copo de whisky. Coloco o copo na banca da cozinha e resolvo ir para o meu quarto. Preciso de um banho e vestir-me para ir trabalhar.

O sono hoje não vai ser meu companheiro. Depois de ter tomado banho e ter-me vestido, vou  para a cozinha. Quando estou no meio da sala, a porta abre-se e a demónia aparece. Enquanto fecha a porta ela olha para mim. 

Eu: Onde estava? 

A minha voz é imponente e autoritária e ela continua a ignorar-me.

Eu: Estou falando com você Maitê. 

Maitê solta um risada debochada. 

Maitê: Uau!!! 

Agora me olha. 

Maitê: Está a incorporar mesmo o velho aqui. 

Tento não rir, mas é quase impossível. Ela não tem medo de mim e isso excita-me e muito. 

Eu: Por onde andou nua? 

Ela responde que não estava nua e apontando para o seu corpo diz que estava de casaco.

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