Capítulo 10

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Deitei-me na cama segurando as lágrimas que eu não costumava derramar, afundei o rosto no fofo travesseiro, apenas para esconder-me da claridade que era aquele quarto

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Deitei-me na cama segurando as lágrimas que eu não costumava derramar, afundei o rosto no fofo travesseiro, apenas para esconder-me da claridade que era aquele quarto.

Não pude esconder a minha decepção ao ouvir aquelas palavras saírem da boca do Phillip — mesmo sendo palavras cujo não deveriam me afetar tanto —, mas foi impossível não me atingir. 

Desconhecia o motivo de ter me abalado ao ouvir algo que era demonstrado a maior parte do tipo, pois, seria hipocrisia não afirmar que Phillip parecia descontente com a minha presença a maior parte do tempo — e parte porque eu era a culpada disso; acredito eu — mesmo assim, não esperava ouvir em voz alta. 

Todos os meus pensamentos perturbados foram interrompidos por três batidas na porta, o que fez eventualmente o meu corpo pular na cama em reação; o susto também não era algo que eu costumava sentir ou levar. 

— Angel — a voz de Phillip ecoou do outro lado da porta. Senti meu corpo todo estremecer, mas não me atrevi a me mexer para levantar dali. 

Meus olhos se abriram mais quando vi a maçaneta sendo girada, mas a apreensão foi substituída por alívio quando notei que a porta estava trancada — mesmo sem sequer ter ideia de quando a tranquei — mas ignorei esse fato. 

— Vai embora — Emiti quando consegui encontrar minha voz. 

Pude ouvir um suspiro longo se estendendo, antes de passos se afastarem dali, e a sombra que podia ser vista pela fresta da porta, agora havia sumido. 

Respirei fundo, aconchegando por entre os lençóis sedosos e confortáveis que sempre tinham cheiro de lavanda. Fechei os olhos, sendo tomada pelo cansaço, além de uma tristeza que começava a me atingir. 

[...] 

Arrisco dizer que eu me sentia culpada em ter vindo para a escola sem o Phillip, e sair antes mesmo dele acordar. Fernando entendeu que eu não queria lidar com ele tão cedo, e compreendeu quando eu pedi para que ele ligasse para o número de Mattews, cujo o mesmo me deu noite passada. 

Embora eu soubesse que o descontentamento de Phillip seria inevitável, decidi ignorar isso, pois se ele não me suportava, não havia motivos para se incomodar com o fato de não ter que me trazer para escola. Estou errada? 

Espero que não. 

Agora, depois de muita relutância, estava sentada na beira da laje da escola; Matt me convidou para, segundo ele, tomar um ar, porque de acordo com a sua intuição, eu estava precisando. 

É claro que ele me alertou das consequências de sermos pegos aqui, e que não queria que eu me metesse em problemas por eu ser novata — e por ele não querer sua cabeça decapitada pelo Phillip; partes omitidas por ele, é claro — e eu estava ciente de que foi minha escolha estar aqui.

— Vai me dizer o porquê de você e Tucker, supostamente, estarem brigados? — Ele perguntou depois de um tempo, fumando o que se chamava cigarro. Eu, no entanto, mantinha meus olhos no estacionamento da escola, cujo parecia maior daqui de cima. 

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