20 ~ Eu deixaria para pensar nisso depois.

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Can

Eu tinha ido até lá para por um fim nas provocações, e era isso que eu realmente iria fazer. Demet estava novamente entrando em um terreno perigoso. Enquanto ela falava sem parar e aparentemente sem respirar entre uma palavra e outra, reparei que algo preto, abaixo de um dos olhos. Me aproximei para limpar, e enquanto fazia isso, percebi que ela ficou tensa. Ao me afastar, notei seu rosto vermelho, e o clima dentro do carro ficou palpável. Eu não era besta, sabia muito bem o que ela pensou que eu faria, e ver a decepção no rosto dela, ao perceber que eu não a beijaria, me deu uma leve satisfação. A menina não conseguia disfarçar como seu corpo se sentia ao meu lado. Ela estava desconfortável, e então eu perguntei sobre uma trégua. Afinal nos veriamos todos os diad durante vários meses. Eu prezava por um ambiente tranquilo e saudável.
Assim que a nova provocação saiu daquela boca atrevida, eu ponderei entre continuar recuando, e brecar meu lado competitivo ou ir pra cima e mostrar a ela que comigo as provocações não terminariam com apertos de mãos e desejos de boa sorte.
Eu sou um homem maduro. Tenho 31 anos e sei muito bem o que quero e do que gosto. O sexo para mim tem que ser forte e quente.
Talves se ela não fosse minha parceira de cena, e nos encontrássemos em outro lugar eu nem ao menos desejaria ter algum contato mais intimo. Demet tem um jeito inocente, e é exatamente o tipo oposto do que eu desejo na minha cama. Gosto de mulher experiente, que tambem sabe o que quer e o que gosta.
O sonho que eu tive antes de estarmos aqui, dentro do meu carro, foi um aviso. Eu estava prester a cruzsar o limite que a alguns anos atrás, eu estabeleci como regra. O sonho voltou forte na minha mente novamente, saber que eu poderia realiza-lo estava me deixando enlouquecido.
Ela queria me provocar e ver até onde eu ia? Eu não daria esse gostinho a ela.

- Esse jogo que você esta entrando é perigoso, Demet. Eu já joguei muitas vezes, e posso te afirmar que eu não jogo pra perder.

O sorrisinho de vitória que ela tinha nor lábios se fechou, ela ergueu uma sobrancelha em desafio e eu continue a falar.

- Se eu quisesse te provocar de verdade, sua boquinha atrevida ja estaria descendo para outro lugar...

Ela abriu a boca em choque pelas minhas palavras. Eu sabia que ela iria responder me provocando mais, então não dei tempo para que ela raciocinasse. Me aproximei novamente dela, rapidamente, coloquei um dos lados do seu cabelo para tras do ombro e me aproximei do pescoço delicado. Ela ficou imóvel, senti sua respiração acelerar, expirei bem profundamente seu cheiro. Ela jogou a cabeça para trás, e eu pude ver seu corpo se arrepiar.

Ela estava entregue, e se eu não pensasse direito, eu também me entregaria a ela

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Ela estava entregue, e se eu não pensasse direito, eu também me entregaria a ela. Eu estava dividido entre o desejo de reviver as cenas de meu sonho, e beijar seu pescoço lentamente e a vontade de sair corrento e mais rapido possível.
E então, parece que o destino intercedeu, e meu telefone começou a tocar, me trazendo de volta a realidade.
Me afastei devagar, voltando ao meu banco e pegando o celular. Era a modelo italiana, e eu já imaginava o que ela queria falar tão tarde da noite.

- Você pode me deixar em casa por favor? Não quero atrapalhar seus planos dessa noite. -Ela pareceu levemente chateada.
- Não que seja da sua conta, mas os planos dessa noite consistiam em selar a paz entre nós dois.

Desliguei o celular, para que ela não ligasse novamente, porém, agradeci mentalmente pela interrupção... Se não fosse pela ligação, essa hora eu ja teria devorado os lábios da menina e sabe-se lá o que mais eu devoraria.

- Eu já sou bem grandinha, Can. E sim, aceito a bandeira branca. Agora, pode me levar pra casa? Pode me deixar no começo da rua mesmo.

Ela tinha aceitado a trégua, e algo me dizia que ela também entendia que se nos aproximassimos demais do fogo entre nós, alguém sairia queimado.
Dei partida no carro, e liguei o som em volume baixo. Não tinhamos mais nada a dizer. Ela passou o caminho de volta para sua casa em silêncio e olhando pela janela ao seu lado. O clima estava novamente pesado, e eu me perguntei se ela também pensava no que poderia ter acontecido se não fossemos interrompidos.
Parei no começo da rua, ela saiu do carro sem dizer nada. Eu não esperava por um despedida de melhores amigos, mas imaginei que nossa relação que era para ser apenas de colegar de trabalho, agora estava ainda mais complicado. Esperei que ela entrasse em casa, então fiz o retorno e saí de seu bairro.
Dirigi até o apartamento da mulher que eu sabia que poderia apagar o meu fogo e tirar os olhos castanhos da minha mente. Eu teria um dia longo amanhã. Gravariamos o primeiro episódio da série, que teria também primeiro beijo. Pensar nisso me deixou mais nervoso e arrependido por ter tentado deixar as coisas mais claras entre nós. Agora, eu estava entrando no quarto de outra mulher, com o cheiro de Demet impregnado em mim. Já entrei tirando a roupa, e beijando a italianinha fogosa. Deixaria para pensar em como resolver esse desejo por ela em outro momento.

Notas da autora: Meninas o capitulo foi curtinho porque meu dia esta uma correroa hoje, mas amanhã cedinho com capitulo novo e saberemos o que nossa Demet vai fazer com essa atração irresistível. Beijinhos.

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