CONCLUÍDO*
Can Yaman é um ator famoso. Desde o início de sua trajetória, teve que trabalhar duro para alcançar o sucesso. Conhecido como um homem sério, focado e misterioso na vida particular.
Ele era metódico e não se envolvia com nenhuma de suas p...
Acordei com uma ressaca do caralho. Ao lado da cama um copo de água e um comprimido para dor de cabeça. Graças a Allah Özge não me deixou fazer nenhuma merda. Amigos eram pra essas coisas. Antes de ir para casa, eu tinha falado com Özge, e vendo meu estado de embreaguês, veio me socorrer. A conversa ao telefone com Demet me veio a mente. Merda... Eu falei demais. Admiti minha necessidade por ela. Já tinha mais de dois meses desde que coloquei minhas mãos nela, mas a memória da nossa noite era tão fresca que poderia ter sido ontem. Não era possivel que fosse somente sexo. Sexo eu tinha com quem quisesse... O que eu queria, nenhuma mulher além de Demet poderia me dar. Ontem, eu quase tive certeza que ela viria... Mas qual é? O que eu queria? Que ela viesse correndo? Sim, eu queria. Eu odiava estar errado, e mais um vez eu estava. Demet era geniosa, e esse jeito me deixava ainda mais arriado por ela. Eu precisava falar com ela antes das gravações que iriam começar as 9:00 da manhã, tomei um banho, fiz minha higiene pessoal, me troquei e fui rumo a nova casa de Demet. Cheguei ao condominio alguns minutos depois, estavamos morando perto um do outro agora. Criei coragem e liguei. Quando achei que ela não iria atender, ouvi sua voz de sono.
- Que péssimo habito você esta criando, Yaman... - A voz rouca e de poucos amigos. - Se maomé não vai até a montanha...
Deixei a frase no ar. Demet permaneceu em silêncio.
- Estou na frente do seu condomínio, pode vir me ver? - São 7 horas da manhã, Can. Eu entendo que sou irresistível. - Soltei uma gargalhada, ela continuou a falar. -... Mas você precisa entender que eu não posso estar a sua disposição. - Você esta certa, por isso eu vim até aqui. Podemos tomar café da manhã juntos, e conversar...
Ela suspirou pesadamente.
- Você vai conversar... Eu não tenho nada a dizer. - Ótimo. - Em 15 minutos eu desço... Não faça com que eu me arrependa, Yaman. - Estou te esperando.
Eu não sabia direito o que dizer, eu só queria ver Demet e pedir desculpas por ligar bêbado para ela. Alguns minutos depois, ela entrou toda linda no meu carro. O cheiro doce e característico preenchendo o ambiente. Eu tive vontade de enfiar meu nariz na curvinha do seu pescoço e sentir de perto aquele cheiro inebriante. Baixei um pouco os óculos escuros e trocamos um olhar rápido, dei partida no carro, assim que ela colocou o cinto. Demet me olhava de lado, enquanto eu seguia para o meu restaurante preferido para tomar o café da manhã. O som baixo do carro deixou o clima mais leve, e por alguns segundos eu esqueci o que nos afastava. Era somente Demet, eu e a música Mercy, do Shawn Mendes no rádio.
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"Você me tem nas mãos Nem sabe o tamanho do seu poder Eu estou de pé a cem pés de distância Mas eu caio quando estou perto de você Me mostra uma porta aberta E aí vai e bate ela na minha cara Eu não posso aguentar mais."
Olhei para Demet, balançando a cabeça na batida da música, e tamborilando os dedos no volante.
"Estou dizendo Querida, por favor, tenha piedade de mim Pegue leve com meu coração Mesmo que não seja sua intenção me machucar Você continua acabando comigo Você poderia, por favor, ter piedade, piedade do meu coração?"
- O Shawn sabe das coisas... - Murmurou Demet ouvindo a música.- Você parece muito bem, para alguém que deveria estar morto de ressaca. - Disse Demet. - De fato, realmente me sinto meio morto. - Sorri para ela. - Não sei o que acabou mais comigo: O Whisky ou você não ter aparecido.
Demet revirou os olhos.
- Creio que você estava muito bem acompanhado. - Não posso negar. Özge é uma ouvinte e tanto. - Ouvinte? - Demet sorriu sem humor. - Obrigada por me poupar do detalhes.
Demet estava com ciúmes de Özge. Ela tinha demonstrando esse ciúmes quando nos beijamos pela primeira vez. Eu poderia jogar mais um pouco com essa situação, mas eu não estava com disposição de chateá-la. Eu já tinha sito bem otário com ela, achei melhor esclarecer as coisas.
- Posso te contar todos os detalhes... Mas primeiro, vamos te alimentar. Já percebi que seu humor não é dos melhores quando sente fome. - E quando sinto sono também... - A fome podemos resolver. -Sorri para a linda rabujenta.
Assim que entramos no restaurante, o garçon nos levou para a mesa que eu geralmente utilizava quando ia lá. A mesa ficava ao ar livre, na parte da enorme sacada do restaurante. A vista era linda, porém, com Demet agora sentada na minha frente eu não consegui reparar em mais nada. O garçon anotou nossos pedidos e então ficamos sozinhos novamente. Aquele horario era vazio, então não existiam muitos olhares curiosos.
- Primeiro, eu queria me desculpar por te ligar tão tarde e tão bêbado. - Desculpas aceitas. - Assim tão fácil? - Minha segunda opção seria ter que te ignorar, e não estou conseguindo muito bem essa parte. - Acho que está sim.
O garçon trouxe um capuccino para Demet e o meu café americano.
- Se eu estivesse conseguindo, eu não teria te atendido as duas da manhã. - Mas tem tido sucesso em me ignorar nas gravações.
Demet tomou um pouco do seu café e me olhou.
- Olha, seus sinais precisam ser mais claros. Você está constantemente fazendo isso... Você me faz estar perto demais, e depois me afasta... E ai então me puxa de novo. Eu não te entendo.
Seus olhos não desviaram dos meus, enquanto jogava todas aquelas verdades na minha cara.
- Demet, não sou bom para você. Eu sou uma completa bagunça! - Ok. Era isso que queria me dizer? Eu preciso de uma resposta mais convincente. Essa história de: Você é boa demais para mim não esta colando. - Eu vou partir seu coração.
Demet desviou os olhos dos meus, encarando a xícara na sua frente.
- Você já partiu...
Eu queria pegá-la no colo e abraçá-la até aquela tristeza deixar seus olhos. Eu fui sim um puta egoísta. Tive medo de quebrar meu coração, e me esqueci que o dela também estava em jogo e se pudessemos tentar ser amigos? No momento era melhor do que não sermos nada.
- Eu preciso ter você por perto, mas eu não posso oferecer mais do que minha amizade.
Ela riu, achando realmente graça.
- Então agora seremos amigos? Ou você quer ter uma amizade como a da Özge, uma amizade colorida? Estou um pouco confusa. Com Kristen Diletta você também tem essa amizade?!
Olhei os pequeno e furiosos olhos. Ela ficava demais naquele modo bravinha. Que vontade de fazer aquela furia se apagar embaixo de mim... Não, Can... Amizade. Você precisa da amizade de Demet.
- Primeiro, Özge e eu somos realmente amigos. Não existe nada romântico entre nós dois. Ela é praticamente uma irmã que eu nunca tive, e Kristen... Não acho que eu precise explicar.
Ela estreitou os olhos, agora comendo os pãezinhos doces colocados à mesa.
- Não explique mais nada. Nós não temos nada. - Como você é dificil, mulher! - Can... Não me ofereça o que não pode cumprir. Eu quero tudo ou absolutamente nada.
Pois é... A menina me colocou contra a parede. Droga!
Notas da autora: Não me matem por não ter aparecido ontem! Maaaas hoje, entreguei mais dois capítulos presquinhos com direito a um Can querendo ser amigo e uma Demet determinada. No jogo do amor... Alguém tem que ceder. Mas e ai? Can vai conseguir a amizade de Demet, ou ela vai colocar um cabresto nesse macho?! Hahahahah ansiosa pelos comentários!