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É comum ter em mente o achar que grávidas são sensíveis a tudo, vulneráveis, fracas e cheias de emoções que as comprometem em todos os sentidos que possam apresentar perigo ou não. No entanto, coisas desse nível, podem variam em muitos casos quando se vive em um mundo de guerras, mortes, carniceiros, demônios e carnificina. Uma dessas mulheres, que facilmente pode mostrar sua maior força, é a que mais sofreu nas mãos da sociedade e deveria agora estar destruída, mas no entanto, se encontra destemida e forte o suficiente para aniquilar um batalhão de homens.
Em uma única sala onde há apenas uma entrada e saída, sendo uma porta velha porém forte o suficiente para não deixar que qualquer um saia. De paredes mal iluminadas pelas luzes fracas das velas, com o cheiro terrível da morte, barulhos de roedores e o sons das lâminas batendo contra as paredes de pedra. Tudo o que foi dito são a cereja do bolo no qual Ana ganhará em breve, recheado de momentos que a farão se arrepender de tentar matar uma mulher que carrega uma vida inocente dentro do seu ventre. A mulher de cabelos curtos não vê a hora de entrar na mente jovem que bolou um plano tão impiedoso por algo simples a ser resolvido. Ela não vê a hora de tirar dos seus profundos e sombrios pensamentos a verdade que tanto quer ouvir. Mas, seu interior sabe que há algo mais do que verdade nas palavras de Ana, vingança não parece combinar com os seus fios de fogo e seus olhos de megera.
Ana foi uma das pessoas que ficaram contra os métodos de persuasão usados perante aos problemas apresentados diante aos superiores quando chegou na tropa libertina e ficou a par de todos os acontecimentos, ficando ciente também da morte prematura de Caio. Mas o que ouviu dos outros cadentes em relação as mortes, não é metade do que a comandante, a matadora de titãs e homens pode fazer. Suas habilidades vão além e até mesmo a própria dúvida do que tem em suas mãos. Contudo, aprendeu a ser o próprio diabo para os seus inimigos, a olhar nos olhos de cada um para mostrar a verdadeira face do demônio.
S/n ─ Vamos lá, não se faça de difícil, eu ainda posso fazer isso o dia todo! ─ Encostada na parede em um canto escuro onde a luz é tão fraca quanto Ana, que passou alguns dias presa nas masmorras enquanto os outros eram interrogados, S/n a analisa dos pés a cabeça e estuda seu comportamento como um predador esfomeado, desejando um mínimo deslize. ─ O que eu estou fazendo pode até parecer hipocrisia da minha parte. Mas o meu lado ruim, o lado da criança que viu a mãe ser morta por homens como o seu amigo, pouco importa em arrancar sua pele até que fale de uma vez.
Ana ─ Você definitivamente é igual a eles, uma vadia monstruosa, um monstro nojento e sem alma alguma. Tenho pena dessa criança que carrega, vai sofrer tanto quanto as pessoas que passaram por suas mãos imundas ─ Balbucia, fraca e decadente, sentindo seu corpo querer cai da cadeira. Seus braços e pés estão amarrados de forma desconfortável, seu barriga clama a fome e sua cabeça parece desejar explodir.
S/n ─ Essa eu aprendi com os melhores. Eles conseguem ser piores do que eu, eles conseguem ser tão podres quanto os marleyanos, que transformavam seus cidadãos em monstros. Eu não porque está tão assustada, você não é muito diferente de mim, estava disposta a matar a mim e ao meu filho há dias atrás.
Ana ─ Você vai queimar no inferno! ─ Não podendo ver S/n, seu coração acelera ainda mais. A comandante está sorrateiramente encobrindo sua existência, escondendo-se para que a diversão de consumir alguém, seja melhor que ver sua auto-destruição.
S/n ─ Eu sei, não é incrível? E quando você chegar lá, terei tomado o lugar do diabo... Mas enfim, por quê tentou me matar, Ana? Não é só por vingança, seus amigos confessaram que não era tão próxima ao Caio e que já tentou matar ele também. É ciúmes por eu ter feito isso primeiro?
Ana ─ Do que você está falando?
S/n ─ Pobre Aninha... Vamos aos fatos, certo? Vinda de uma família rica, ignorada pelos pais desde o dia em que nasceu, trocada por uma versão melhor sua... Irmã caçula, se eu não estiver enganada, viveu no mundo dos pobres desde sempre, entrou pra uma gang que roubava todo mundo... Como é ser a escória da sua família, como é ser deixada na vala por todos esses anos? ─ Como se alguém tivesse tomado o corpo de S/n, ela ri de forma macabra ecoando pelas paredes trancadas do lugar. Um arrepio sobe pela espinha de Ana, o ar se torna frio e as velas tem as chamas mais trêmulas do que devia.
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Nasty Desires - O Despertar da Liberdade | Livro 2 | Aot | Levi + Erwin + S/n
FanfictionLiberdade [...] Uma das únicas coisas que qualquer criatura que tenha um coração batendo ou ao menos uma fagulha dr vontade de viver, anseia durante a sua pequena existência em uma vasta e carregada linha da vida. Não há alma que deseje manter-se...