A Camisa (Capítulo Revisado)

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O tic-tac do relógio ficou mais alto em sua cabeça desde a conversa com Eren. As cartas que vieram da capital direto para suas mãos, fizeram soar o gongo da hora de agir assim como para eles também chegou a hora de começar. A mulher mal via a hora de poder se esgueirar por entre suas ideias para chegar a o ponto final de partida, a cartada final para dar no pé, e para uma saída para trás das cortinas, uma noite impecável seria a melhor escolha para pessoas como ela. Pessoas que sempre são vistas sob os holofotes das segundas intenções.

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Caminhando livremente pelo quarto usando apenas uma das camisas de Erwin, a mulher coloca em prática uma jogada que costumava usar antigamente para ter os homens na palma de sua mão. Seus cabelos compridos parecem ondas prestes a afogar alguém, seus olhos relaxados com o gosto das próprias memórias, o rosto sereno em contraste com a luz do ambiente entra em sintonia com seus dedos que folheiam um dos livros que costuma ler.

Erwin que acabará de sair de um banho após dois dias fora, está sentado na poltrona com apenas uma toalha sob suas coxas. No entanto, o tecido não cobre apenas as grossas coxas, mas também o resultando de viajar nas próprias fantasias enquanto encara a mulher "inocente" e seu livro.

S/n ─ Se continuar me encarando assim, vai colocar fogo no quarto, Erwin.

Erwin ─ Deveria usar mais vezes as minhas roupas!

S/n ─ E por que eu faria isso? ─ Fingindo total desinteresse, ela passa os olhos pelas palavras que conhece bem, porém, vendo bem cada reação do homem pela visão periférica.

Erwin ─ Combina com você e com elas eu tenho uma vista melhor. ─ O tom de voz do loiro muda assim que S/n sutilmente abre suas pernas e se arruma na cama para ficar mais confortável. ─ Pensando bem, faz um bom tempo que não tiramos um dia para nós!

S/n ─ Poxa vida, que lástima. Ter filhos não é uma tarefa fácil, principalmente tendo que liderar um bando inteiro de exilados.

Erwin ─ S/n, venha até aqui.

S/n ─ Não vou fazer isso.

Erwin ─ E quem disse que foi um pedido?

Levi ─ O que estão aprontando sem... Deveria usar mais as roupas do Erwin!

Erwin ─ Acabei de dizer isso. Seria maravilhoso ver vocês dois usando minhas roupas, mas é uma pena que a sua mulher não queira colaborar com algumas coisas. ─ Erwin deixa seu corpo cair um pouco mais na poltrona fazendo com que a toalha escorregue e atraia olhares.

S/n ─ Indecente...

Levi ─ Sua forma de pedir pra transar é interessante!

S/n ─ Enfim, boa sorte pra vocês dois nisso daí! ─ Ela também deixa seu corpo cair na cama e consequentemente suas pernas se abrem e não há nada ali além da sua pele nua.

Erwin ─ Ah, S/n... ─ O homem se levanta e a toalha cai no chão. Subindo em cima da cama suas mãos alcançam as pernas dela, deslizam delicadamente eriçando os pelos do corpo da mulher, que segura suas emoções mais sinceras. Avançando um pouco mais, ele retira o livro das suas mãos e coloca ao lado e por ser maior consegue alcançar lugares que são impossíveis para ela de esconder. Levi apenas desabotoa as roupas que cobre seu corpo e fecha a porta com um leve sorriso em seu rosto. ─ Você não vai fugir de novo e se tentar...

S/n ─ Você disse que não era um pedido. ─ Molhando seus dedos na própria boca ele desliza como tecido, massageando o clitóris com movimentos circulares, descendo até o limite fazendo menção de penetrá-la. ─ Vai ficar só olhando? ─ Tentando não ceder, seu olhar intenso e desafiador se dirige para o rosto corado de Levi enquanto tenta se segurar nos braços de Erwin.

Nasty Desires - O Despertar da Liberdade | Livro 2 | Aot | Levi + Erwin + S/nOnde histórias criam vida. Descubra agora