???'s pov
-William...- Uma voz murmurou do lado de fora me fazendo abrir meus olhos- Eu queria que você estivesse aqui ao meu lado, eu sinto a sua falta...A Violet e o Vincent já estão com quinze anos, sabia? O Mike tem uma filhinha linda também - Naquele instante eu reconheci aquela voz, era (S/n), a minha (S/n) estava ali, a poucos metros de mim- Eu nunca te esqueci... Eu tentei seguir minha vida e arrumar alguém para ficar ao meu lado, mas nunca consegui...- Eu a ouvi chorando e então fiquei de joelhos e engatinhei até a porta. Eu queria vê-la mais uma vez, eu queria abraçá-la, queria sentir seu peso sobre mim enquanto ela dormia.
Não sabia quanto tempo havia se passado desde aquela noite, minha mente ainda estava confusa e eu havia perdido a noção do tempo, mas eu ouvi quando (S/n) disse que nossos filhos já tinham quinze anos... aquilo queria dizer que eu já estava naquela sala há pelo menos onze anos. Meu filho, Mike, também já tinha uma filha.
Nesse momento ouvi passos apressados que se afastavam. Merda! Eu a tinha assustado.
-(S/n)...- Eu murmurei, então ouvi o som de um carro que também se afastava.
Foi então que tive uma ideia. Eu a seguiria até em casa, apenas para vê-la mais uma vez.
Levantei do chão e sem pensar duas vezes, chutei a porta que não resistiu. Saí daquela pequena sala em direção a minha casa, seria uma longa caminhada, mas eu estava decidido a ir atrás dela.
Após cerca de quarenta minutos andando eu cheguei até minha casa, ou pelo menos aquela havia sido minha casa no passado. Encontrei um carro estacionado e ao passar diante dele vi meu reflexo no vidro, minha aparência não era nem de longe algo atraente, meu corpo continuava preso naquela fantasia que se decompunha juntamente com minha pele e orgãos. O tecido havia se tornado verde e já se rasgava em muitas partes, eu toquei o vidro com minha mão direita e nesse momento notei algo no interior daquele carro que me chamou atenção. Havia uma pelúcia de Bonnie sobre o painel do carro e em uma de suas orelhas havia um pequeno objeto.
Logo percebi que se tratava de um anel, mas não qualquer anel. Era o mesmo que eu havia dado a (S/n) em nosso noivado, aquele era o carro de minha esposa.
Dei a volta na casa, indo em direção a janela de nosso quarto, eu queria muito vê-la.
Enquanto caminhava pela grama fofa do quintal, eu tive a sensação de que estava sendo observado e ao voltar meu olhar para uma das janelas vi uma garotinha que me encarava com olhos enormes. Ela estava apoiada no batente da janela aberta e a luz de um abajur a iluminava e permitia que eu visse todos os traços de seu rostinho, ela se parecia com minha filha.
Dei um passo em sua direção e falei.
-Elizabeth?
Ela negou com a cabeça e sussurrou.
-Meu nome é Vanessa...
-Vanessa...-Eu repeti.- É um nome muito bonito.
A menina sorriu e apontou para minhas orelhas e perguntou.
-Você é o coelhinho da Páscoa?
Eu neguei.
-Não...Meu nome...-Pensei em um novo nome, não meu queria que a menina me chamasse de William- Meu nome é Springtrap.
Ela soltou uma risadinha.
-Eu gostei de você, você tem um nome engraçado... mas é muito longo. Posso te chamar de Sr. Coelho?
-Tudo bem,você pode me chamar assim.
Passei uma mão em seu rostinho e a questionei.
-Você não deveria estar dormindo?
Vanessa desviou o olhar e disse.
-É que eu tive um sonho ruim, sabe? E minha mãe sempre diz que fantasmas e monstros não existem e que eu sou muito grandinha para essas coisas...
Assenti com a cabeça.
-Ei, não se preocupe, eu posso te ajudar se você quiser.
-Como?- Ela perguntou, desconfiada.
-Deite na sua cama. -A menina hesitou, mas logo obedeceu.-Agora pegue o seu ursinho de pelúcia favorito. -Vanessa agarrou um urso branco e eu continuei-Ele vai te proteger durante a noite, nada vai te assustar enquanto seu ursinho estiver com você.
-Como você sabe disso, Sr. Coelho?
-Olhe para mim, eu sou um coelho de pelúcia, não sou? -Menti, alimentando sua imaginação infantil. -Você acha que eu mentiria sobre isso?
Ela negou com a cabeça, convencida de minha resposta.
-Agora durma, Vanessa.
A menininha se aconchegou em sua cama, com seu ursinho em seus braços e fechou os olhos.
Seria ela a filha de Mike que (S/n) mencionara mais cedo?
Eu continuei andando ao redor da casa até encontrar a janela que pertencia a meu quarto, ao olhar para dentro notei que o cômodo estava diferente e que havia alguém em uma cama. Eu observei a pessoa por um tempo com a certeza de se tratava de minha (S/n). Queria entrar no quarto e acariciá-la,então toquei na janela, a forçando para abrí-la, a vidraça se abriu sem dificuldade, assim eu entrei no quarto.
Olhei ao redor, tudo estava realmente diferente, e não se parecia nem um pouco com o quarto que eu dividira com (S/n).
Olhei para a mulher na cama, para a minha sorte ela já estava dormindo. Caminhei até (S/n), ela continuava com aqueles mesmos traços joviais em seu rosto, seus cabelos (cor dos cabelos) estavam bagunçados por conta do contato com o travesseiro. Eu a acariciei da mesma forma que fazia anos antes, a mulher resmungou ao sentir meu toque, mas não despertou.
-Eu estou aqui, (S/n)- Eu sussurrei- Eu voltei para você.- Arrumei a coberta sobre ela e deixei o quarto antes que ela acordasse, pelo menos ela parecia bem, estava dormindo tranquila.
Ainda a encarei pela janela por um instante e disse.
-Boa noite, minha coelhinha.
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Now the purple rise- Springtrap X Reader (PT-BR)
FanfictionAlguns anos se passaram desde a morte de William, mas (S/n) nunca o esqueceu. Ela acaba voltando para Hurricane mais uma vez, por conta de uma festa e acaba se deparando com algo que jamais imaginaria Será que seus filhos Violet e Vincent, já com qu...
