Capítulo 19- Isso é um sonho?

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(S/n)'s pov

-Venha aqui, minha coelhinha, vamos dormir juntos como nos velhos tempos.

Senti um arrepio em minha espinha, eu não sabia como agir, William continuava preso naquela fantasia de coelho que parecia ter se decomposto juntamente com seu corpo.

Ele abriu os braços como se esperasse um abraço de minha parte. Eu hesitei por um instante, ainda o encarando. A fantasia havia ganhado um tom de verde, era como se algum tipo de musgo crescesse na pelagem envelhecida, várias partes do tecido estavam rasgadas,o material parecia ter sido roído por ratos ou pela umidade presente no lugar. Uma das orelhas havia perdido um pedaço, revelando uma haste de metal que se projetava para fora, juntamente com alguns fios que se despediam de várias partes de seu corpo. Eu ainda conseguia ver algumas partes de seu corpo através dos espaços abertos na roupa de coelho, sua pele estava ressecada e tinha um tom de roxo intenso. Seus olhos já não eram mais azuis, eles haviam ganhado um tom acinzentado e pareciam ter um brilho próprio, quase iluminando seu rosto.

-Venha, minha coelhinha- Ele insistiu.

Sua voz também soava diferente, estava mais rouca e arrastada.

Eu cedi e me aproximei do coelho, me lançando em seus braços. William me agarrou com força e disse em um tom calmo.

-O seu coelhão está aqui, você pode dormir tranquila agora- ele voltou a acariciar meus cabelos e me ergueu do chão, me levando para outro canto da sala.

William se sentou, me mantendo em seu colo, encostei minha cabeça em seu peito e relaxei.

Nesse momento o coelho começou a cantar em voz baixa.

Time, it needs time

To win back your love again

I will be there, I will be there

Love, only love

Can bring back your love someday

I will be there, I will be there

Sua voz rouca combinava com o ritmo lento da música.

Fight, baby, I'll fight

To win back your love again

I will be there, I will be there

Love, only love

Can break down the walls someday

I will be there, I will be there

Enquanto ele cantava, comecei a sentir uma dormência em todo meu corpo, mas não era como se eu estivesse caindo no sono, era uma sensação diferente que trazia até um certo prazer. Fechei meus olhos e me deixei levar por sua voz profunda, quando me dei conta estava em um cômodo, cheio de uma fumaça roxa que não me permitia enxergar adiante, eu comecei a caminhar, mantendo minhas mãos diante de meu corpo, para evitar qualquer impacto,minhas mãos tocavam algumas cortinas feitas de um tecido fino e liso, que escorregava por meus dedos. Consegui sentir o cheiro do perfume amadeirado de William que preenchia o ar por completo, e assim ouvi sua voz ao longe.

What you've been through

You should give me a chance

This can't be the end

Sua voz havia voltado ao normal, com aquele tom melodioso que eu me lembrava. Ele continuava a cantar, eu segui a voz do homem, me guiando apenas por ela.

I'm still loving you

I'm still loving you

I'm still loving you, I need your love

I'm still loving you

Após algum tempo andando, a fumaça começava a se dissipar no ar e eu o vi, sentado em uma cama, cabisbaixo, mas ele não era mais um coelho, o homem usava suas roupas favoritas: uma camisa social roxa e uma calça preta, juntamente com sapatos sociais bem engraxados da mesma cor da calça.

-Will- Eu o chamei com um sussurro que soou quase desesperado.

Ao notar minha presença ali, ele voltou seu olhar para mim e sorriu, seus olhos brilhavam intensamente.

-(S/n), minha doce coelhinha.

Eu caminhei até ele e sentei ao seu lado, sorrindo de volta.

-Eu senti sua falta- Eu disse.

William rapidamente envolveu um de seus braços ao redor de minha cintura, me puxando para si de uma só vez.

-Eu também, (S/n).- O homem colocou uma mão em meu rosto, acariciando minha pele suavemente enquanto encarava meus lábios com luxúria em seu olhar. Nossos rosto se aproximaram gradativamente, se unindo em um beijo.

William apalpava meu corpo durante o beijo. Suas mãos quentes faziam com que eu sentisse um prazer que apenas ele sabia proporcionar.

-Eu nunca deixei de te amar, Will- Falei entre o beijo.

O homem apenas assentiu sem interromper o gesto. Naquele momento eu me entreguei às carícias do assassino, ele parecia necessitar de mim, e eu, dele.

William me beijava com vontade enquanto me segurava em seus braços magros porém fortes.

Ficamos ali nos beijando por um longo tempo, eu sentia cada toque de William e tinha certeza de que tudo aquilo era real.

Ele se afastou um pouco e disse.

-Aqui você pode descansar sem se preocupar com pesadelos, eu vou te proteger.

Now the purple rise- Springtrap X Reader (PT-BR)Onde histórias criam vida. Descubra agora