Pov normal
Michael tentava ver o casal de qualquer forma, mas naquele horário o restaurante estava cheio, e parecia impossível ver qualquer sinal de (S/n) lá dentro.
Quanto mais o tempo passava, mais o homem de olhos azuis ficava nervoso, ele não queria ter de usar a antiga arma de seu pai, mas parecia que seria algo inevitável.
Michael remexeu o bolso de seu casaco e removeu uma caixa de munições.
Ele separou as balas que precisava e as colocou cuidadosamente na arma, deixando tudo pronto caso precisasse usá-la, mas largou o objeto metálico sobre o banco do passageiro e voltou a segurar a caixinha de munições. O homem encarou a embalagem já envelhecida pelo tempo e pensou se deveria fazer aquilo. As mãos dele tremiam, Mike nunca havia utilizado uma arma para ferir uma pessoa.
O homem jogou sua cabeça para trás e soltou um suspiro, tentando aliviar a tensão daquele momento, mas era inútil. Michael não era um assassino afinal.
Foi então que sua mente foi inundada pela voz de seu pai que gritava.
"Esse moleque matou meu filho!"
As lembranças da tarde que seu irmão mais novo morreu voltaram a sua mente como uma torrente, alimentadas pelo nervosismo do momento. Michael quase conseguia sentir o punho fechado de seu pai contra seu rosto.
No fundo Mike ainda se sentia culpado pela morte de Christopher. Toda vez que se lembrava do irmão, a sensação de culpa retornava. O garotinho era tão pequenino e tão assustado, sempre levava a sua pelúcia de Fredbear para todos os lugares como se o brinquedo fosse um tipo de amuleto capaz de protegê-lo de seus medos.
Michael voltou a si quando sentiu as lágrimas descendo por seu rosto, ele novamente olhou para as balas em suas mãos e ao se dar conta do que estava prestes a fazer, o homem as lançou sobre o banco ao lado, como se a embalagem de papelão o queimasse.
Não! Ele não era um assassino, seu pai estava errado, aquilo fora um acidente...
Michael deu um soco no volante do carro, ele estava certo de que não conseguiria machucar alguém.
O homem pegou seu telefone e discou o número de (S/n), ele estava disposto a dizer que não podia fazer aquilo com uma pessoa, por pior que fosse.
No restaurante, o toque do telefone de (S/n) começou a tocar, interrompendo a conversa amigável de (S/n) e de Thomas. O homem então disse.
-Pode atender, eu espero.
A mulher pegou o celular e deixou a mesa, indo em direção ao banheiro, onde finalmente pressionou o botão verde para atender a chamada.
-Alô?
Do outro lado a voz de Mike disparou.
-(S/n)... Eu não consigo... Eu não posso... Eu não posso matá-lo...
-Mike...Fique calmo... Está tudo bem... Você não precisa fazer isso, eu estou conversando com o Tom, está tudo bem agora.
-Então você acha que eu devo ir para casa?-Falou o homem do outro lado, com um ar de insegurança.
-Pode sim, vá e tente se acalmar, está bem?
-Tudo bem...- Ele desligou o telefone e fechou os olhos, tentando se acalmar, mas a imagem de seu irmão ainda o assombrava, juntamente com a voz de William que insistia em ecoar na sua mente, dizendo que tudo aquilo fora sua culpa.
Michael ainda levou algum tempo para colocar a chave na ignição e deixar o estacionamento.
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Now the purple rise- Springtrap X Reader (PT-BR)
FanfictionAlguns anos se passaram desde a morte de William, mas (S/n) nunca o esqueceu. Ela acaba voltando para Hurricane mais uma vez, por conta de uma festa e acaba se deparando com algo que jamais imaginaria Será que seus filhos Violet e Vincent, já com qu...
