Capítulo 41-Mais crimes-parte 1

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Springtrap's pov

Deixei (S/n) deitada em um canto daquela sala, espalhei algumas toalhas de mesa velhas que estavam dobradas dentro de um armário, fazendo um tipo de cama para a mulher, eu a deixei ali, sobre as peças de tecido e assim sai da pizzaria. Eu não pretendia matá-la, mas a vingança seria dolorosa para ela.

Já começava a anoitecer quando saí caminhando pela estrada,tudo já estava deserto naquela região. Eu não iria para casa de meu filho,naquele momento queria apenas andar um pouco e pensar em meu plano de vingança.

Andei por longos minutos, me aproximando do centro, ali havia um pouco mais de movimento, foi quando notei um carro levando grupos de jovens para alguma festa, ou algo do tipo.

Mesmo que o carro estivesse em uma velocidade razoável, uma garota me chamou atenção no interior do veículo, ela tinha (cor dos cabelos) no mesmo corte de cabelo de (S/n).

Lembrei da cena que vislumbrara pouco antes, onde a minha (S/n) beijava outro homem, e movido pela raiva, tive a ideia de seguir aquele grupo, me mantive longe do carro, mas sem perdê-lo de vista, me escondia atrás de qualquer coisa que pudesse me manter oculto do grupo enquanto os seguia.

O carro seguiu pela mesma estrada por onde eu já havia passado, mas mesmo assim não parei, refazendo meu caminho quase por completo. Foi quando o carro parou, próximo a uma trilha na floresta que ficava a poucos metros da pizzaria.

Os jovens desceram, todos conversavam alto e davam risadas, enquanto faziam piadas estúpidas e se provocavam, mas logo eles se embrenharam em meio às árvores.

Novamente os segui, mantendo uma certa distância, em poucos minutos o grupo chegou ao local da festa, haviam vários carros cujos os faróis acesos eram usados para iluminarem a clareira.

A música alta já soava através de grandes alto falantes, um rapaz parecia controlar a música em uma mesa de som, vários jovens dançavam, outros namoravam pelos cantos, sentados em pedras ou em pedaços de madeira, e outros ainda bebiam e fumavam.

Na minha época as festas eram diferentes, pensei, dando alguns passos à frente enquanto tentava encontrar aquela garota novamente. Nesse momento as caixas de som soltaram um ruído agudo, seguido por um conjunto de vozes irritadas que reclamavam e xingavam o rapaz na mesa de som.

Ele deu de ombros e disse.

-Que merda! Eu não faço ideia do que está acontecendo, não consigo fazer nada...-Ele mexia nos botões de forma desesperada, tentando fazer o barulho cessar, em vão.

Os jovens continuavam a reclamar, foi quando notei que a tal garota que eu vira mais cedo havia se separado de seus amigos e estava se afastando, em direção às árvores, talvez para ficar longe daquele ruído ou para fazer algo ilícito, como usar drogas.

A garota se escorou contra o tronco de uma árvore, esfregou uma têmpora, revirando o olhar, provavelmente o ruído insistente a irritava. Ela então remexeu o bolso de sua calça e de lá tirou uma carteira de cigarros e um isqueiro, a jovem então se pôs a fumar, despreocupada, enquanto seus amigos tentavam arrumar as caixas de som.

Eu caminhei até ela, com cuidado para não chamar atenção da garota. Ao olhar para a garota mais de perto, eu notei o quão parecida com (S/n) ela era, não eram apenas os cabelos, a cor da pele era a mesma e até o formato do rosto, claro ela era mais nova, porém as semelhanças eram evidentes.

Em um movimento rápido eu a agarrei e a puxei para dentro da floresta, a garota tentou gritar, mas nenhum de seus amigos parecia ter ouvido, antes que ela gritasse novamente, eu coloquei minha mão sobre sua boca. A jovem lutava, mas ela não era forte o suficiente para conseguir escapar, eu a segurava com força enquanto ela se debatia e dizia.

-Me solte! Me deixe em paz! Socorro!- A garota tentava chamar a atenção de alguém, porém seus gritos eram inúteis, e sua voz já falhava por conta do medo.

Foi então que eu fiz com ela se virasse para mim, ao ver o meu rosto a jovem arregalou os olhos e soltou um grito agudo, e aquele foi seu último.

-O seu tempo acabou- Eu sussurrei em seu ouvido.

A matei da mesma forma que fiz com o rapaz que encontrara na estrada ao lado de sua moto, mas antes de deixá-la cair no chão, eu segurei sua cabeça de forma quase carinhosa, olhando para seu rosto que era muito similar ao de (S/n). Fechei os olhos dela delicadamente, e levantei um pouco a máscara de coelho, revelando apenas metade do meu rosto e a trouxe para mais perto, fazendo com que seus lábios tocassem os meus, em um tipo de beijo.

Now the purple rise- Springtrap X Reader (PT-BR)Onde histórias criam vida. Descubra agora