Capítulo 105- Ele voltou

124 13 5
                                        


(S/n)'s pov

Acordei durante a noite, sentindo mais uma onda de náusea, eu havia passado o dia todo na cama, tomando diversos remédios para aqueles enjoos que pareciam não passar.

Naquele instante tive a sensação de estar sendo observada, olhei para Thomas por um instante, mas o homem dormia a sono solto em um colchão no chão, eu sabia o quão exausto ele estava com tudo aquilo. Meus olhos olhos vagaram pelo quarto até que eu notei duas esferas brancas brilhantes que me fitava do lado de fora da janela. Era William,ele havia voltado...Um arrepio percorreu minha espinha naquele momento, eu queria correr até ele para lhe perguntar sobre Violet, ao mesmo tempo que tinha medo de que ele me atacasse.

Seus olhos pálidos se mantinham fixos em mim, quase como se me chamassem. Assim deixei a cama e como se estivesse em um transe, caminhei em sua direção, lutando contra a tontura e contra aquela náusea que não me abandonavam. Parei diante da janela e o encarei por um breve momento. O coelho apontou para a janela, indicando que eu a abrisse, eu simplesmente o obedeci, abrindo a vidraça sem me preocupar com um possível ataque por parte dele.

-Me siga- Ele disse com uma voz calma e rouca, mas que ainda carregava um certo ar melodioso.

Mais uma vez fiz o que ele falava sem nem mesmo pensar, parecia que o enorme coelho me controlava de alguma forma, assim saí pela janela e sem nem mesmo questioná-lo o segui para fora da casa.

William tomou minha mão e disse.

-(S/n), minha coelhinha, eu estava com saudades de você, sabia?

Eu assenti para ele e respondi em um sussurro

-Eu também.

Não queria dizer aquelas palavras, mas elas apenas saiam de minha boca, como se eu não tivesse controle sobre o que dizia.

William me guiou pelo quintal, me levando até aquele antigo galpão que uma vez fora sua oficina, o coelho então observou a porta por um instante e comentou para si mesmo.

-O Mike colocou um cadeado aqui...-Ele rapidamente segurou o antigo cadeado e o puxou de uma vez, quebrando o objeto e abriu a porta. William voltou a segurar minha mão e falou educadamente.

-Venha, minha coelhinha. Vamos entrar para conversar um pouco.

Eu o segui novamente, ainda sem ter controle de meus pensamentos ou de minhas vontades. William acendeu a luz que demorou um momento para iluminar o pequeno cômodo.

O lugar cheirava a poeira e umidade, estava cheio de caixas de papelão, logo imaginei que Mike havia guardado ali todos os pertences de meu marido. Dei um passo à frente, movida pela curiosidade e pela nostalgia, queria rever as roupas do homem, mas antes que eu pudesse puxar uma das embalagens, notei que o coelho se sentou no chão. Ele então disse, indicando um lugar ao seu lado.

-Sente- se aqui minha coelhinha- Sentei ao seu lado, e assim William me puxou para um abraço. Eu não queria obedecê-lo, queria questioná-lo sobre minha filha, tentava lutar contra aquela força que tomava conta de mim, mas não conseguia. Os braços de William se envolveram ao meu redor com força e o animatrônico começou a cantarolar suavemente.

I sit and wait

Does an angel contemplate my fate

And do they know

The places where we go

When we're grey and old

'Cause I have been told

That salvation lets their wings unfold

Comecei a sentir aquele torpor mais uma vez, e já sabia o que viria a seguir, eu teria mais um daqueles sonhos com William.

Now the purple rise- Springtrap X Reader (PT-BR)Onde histórias criam vida. Descubra agora