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BIANCA🧿

A praça já tava naquele pique... as cracrudinhas suando na garrafa, som rolando, todo mundo rindo alto. Eu já tava pra lá de Bagdá, a Gaby e a Letícia rindo da minha cara. Maria brincando com o celular da tia Letícia enquanto eu rodava o copo.

- Bianca, tu já tá falando enrolado - a Gaby falou.

- Eu? Tô é ótima, mona! - falei, tropeçando no próprio chinelo.

- Faz o 4 aí, Índia. -Laysa falou, rindo.

Estendi minha pena na outra tentando fazer o quatro, mas falhei kkkkkkkk.

Ah! qualé cá.

Deu umas onze da noite e eu já não tava nem enxergando direito a calçada. Peguei o celular e, sabe-se lá por que, abri o zap do Relíquia.

- Vem me buscar. Tô com a Maria. - falei, sem nem pensar.

- Jae, marca 10.

- Mona, tu vai chamar o Relíquia mesmo? - Letícia perguntou, já rindo.

- Já chamei, tá vindo. - falei, rindo e bebendo mais um gole.

- Ihhhh, olha o fogo no rabo - Gaby falou, me gastando. - Tu vai acabar voltando pra ele, anota.

- Eu? Tá maluca? Isso aí é só transporte VIP pra casa. - falei debochada.

- Sei... amanhã tá arrependida.- Letícia falou, levantando a sobrancelha. - Transporte com parada no quarto, né?

- Melhor se arrepender do que passar vontade. -Laysa completou, nos riu e eu bati na mão ela concordando.

Ele demorou uns minutos, mas veio. Chegou de moto, com aquela cara fechada de sempre, óculos na testa e a postura toda na marra.

- Sobe aí, anda logo. - falou seco.

Peguei a Maria, ele colocou ela na frente e eu subi atrás dele com o copo na mão ainda e a gente foi até minha casa no silêncio. Eu sentia ele tenso, mas ao mesmo tempo aquele cheiro dele... mistura de perfume 121 e maconha.

Ele encostou a moto na porta, e me olhou sério.

- Entra logo, vamo. - falou.

Coloquei a Maria no colo, entrei e deixei ela no quartinho que já tava morrendo de sono. Voltei pra sala e ele tava encostado no batente da porta, me olhando de cima a baixo.

- Tá me olhando assim por quê? - perguntei.

- Tô vendo se ainda é a mesma maluca de sempre.

- Ele disse com um meio sorriso.

Cheguei mais perto, segurando no braço dele.

- Ah é? E aí, gostou do que viu? - falei, passando a mão no peito dele.

- Bianca, tu não presta... - ele balançou a cabeça, mas não tirou minha mão.

- Ainda bem que tu gosta de coisa errada. - falei baixinho, encostando meu rosto no dele.

Ele deu aquele sorriso de canto, tentou meter marra.

- Vai tomar teu banho, vai.

- Só se for pra tu vir comigo. - respondi.

Ele me puxou de repente, me deu um beijo forte e pronto... o resto da noite foi só nós dois esquecendo do mundo.

O beijo foi ficando mais forte, mais urgente. Ele me prensava contra a parede como se quisesse marcar que era dele. Minha mão subiu pela nuca dele, puxando de leve o cabelo, sentindo aquele calor subir pelo corpo todo.

Ele desceu a boca pelo meu pescoço, mordendo de leve, e eu arfei sem conseguir disfarçar.

- Para... - falei, mas minha voz saiu baixa, quase um convite.

- Para? - ele riu, me encarando. - Tu adora quando eu faço isso.

As mãos dele começaram a explorar, descendo pela minha cintura, apertando como se estivesse memorizando cada curva. Eu já tava sentindo as pernas fracas, e quando percebi ele já tinha me guiado pro quarto.

A porta bateu devagar atrás de nós, e o ar parecia mais quente ali dentro. Ele tirou a blusa, e o abdômen marcado ficou à mostra. Eu mordi o lábio, provocando:
- Tá se achando, né?

- Não preciso me achar... tu já sabe. - ele respondeu, se aproximando até me encostar na beirada da cama.

O beijo voltou, dessa vez mais lento, mais profundo. Ele me deitou devagar, o peso dele sobre mim, e as mãos firmes segurando minhas coxas. Cada movimento era calculado, cada toque arrancava de mim um suspiro involuntário.

Ele me olhava como se quisesse decorar cada detalhe, e eu aproveitava cada segundo daquela atenção. A respiração acelerada, o corpo colado, o calor... era impossível pensar em qualquer outra coisa.

Quando ele finalmente me puxou mais pra perto, tudo ficou em silêncio, só o som da nossa respiração e o ranger leve da cama. Era como se o mundo tivesse sumido e só sobrasse a gente ali, misturando desejo e aquela química que nunca tinha acabado.

O ritmo ia e voltava, como se ele quisesse me deixar louca antes de me dar tudo de uma vez. Eu segurava nas costas dele, sentindo cada músculo se mexer, cada impulso mais intenso que o outro.
Aquela mistura de carinho bruto e posse me deixava entregue.

No fim, ele ficou ali comigo, o braço jogado por cima de mim, o cheiro dele impregnado no meu travesseiro. E eu, mesmo sem querer admitir, sabia que, por mais que a gente brigasse, sempre ia acabar voltando pra ele.

BIANCA 🧿Histórias para pegar e não largar. Descubra agora