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BIANCA🧿

Maria apagada no berço, dei banho nele e leite, tinha colocado ela pra dormir depois de mo cota, no quartinho dela, liguei a babá eletrônica e deixei ela la, mo paz, hoje não tinha condições dela ficar no quarto kkkkk.

o buquê largado na cama... eu já senti ele atrás de mim.

O cheiro. A respiração pesada. A mão quente na minha cintura, puxando devagar, como se tivesse certeza que eu ia ceder e eu ia mesmo.

- Tu vai ficar me ignorando até quando, Preta? - ele falou baixo, roçando a boca no meu pescoço, daquele jeito que me desmonta sem eu querer.

Eu fechei o olho na hora. O corpo já respondeu antes de mim.

- Sai pra lá, Bofe... - falei fraco, tentando manter pose. - Tou bolada contigo ainda.

Tava nada, apenas tava fazendo a maluca kkkkk.
Ele riu. Aquele riso safado, que sempre foi porta pra destruição da minha sanidade.

- Bolada, é? Ta nada pow, tas so fazendo cena. - as duas mãos dele subiram pela minha barriga, encaixando na minha cintura, me virando de frente pra ele. - Então olha pra mim e fala isso de novo.

Eu olhei.

E pronto. Já era.

- Tu não presta... - sussurrei, sentindo a pele arrepiar todinha quando ele segurou meu rosto com uma mão só, daquele jeito firme que me deixa bambas as pernas.

- Mas tu gosta, né? - ele murmurou, encostando a testa na minha.

A respiração dele batia quente na minha boca.

Eu queria bancar a durona, queria mesmo. Só que quando ele passou a mão pelo meu cabelo devagar, puxando de leve na raiz, eu quase soltei um gemido ali mesmo.

- Gabriel... - falei baixinho, mordendo o lábio.

- Fala, Bianca.
A voz dele tava grossa. Cheia de intenção.

- Promete... que não vai me fazer de otaria de novo? que vai mudar, vai trazer de novo sua melhor versão? - saiu antes de eu conseguir esconder. Eu tava vulnerável. Tava mole. Tava sentindo tudo.

Ele segurou meu queixo, me obrigando a olhar só pra ele.

- Eu prometo. Juro pela nossa filha. Pela nossa família. - Ele encostou a boca no meu queixo, deslizando devagar. - Agora vem cá... que eu vou te mostrar do meu jeito.

Meu coração pulou no peito.

Ele me puxou pela cintura, colando meu corpo no dele. Eu senti tudo.
O peso. A intenção. A vontade dele. A minha.

As mãos dele deslizaram pela minha coxa, subindo, e a respiração dele acelerou junto com a minha.

- Bora matar a saudades de nós, e descontar nosso ódio na cama, Bianca. Só sente.-
Ele falou no meu ouvido, e minhas pernas tremeram na hora.

Eu agarrei a camisa dele com força, puxando ele pra baixo, colando minha boca no pescoço dele. Ele gemeu baixinho e isso sempre foi meu ponto fraco.

- Tu é fogo, garota... - ele sussurrou, passando a mão pelo meu quadril, guiando, possessivo. Minha perdição desde que tinha 14 anos.

Meu corpo acendeu por inteiro.

Ele me ergueu com facilidade, como se eu não pesasse nada, me colocando na cama no meio dos balões, luz baixa, vela ainda acesa no canto.

A mão dele prendeu meu pulso acima da cabeça, sem força, só domínio.

- Hoje tu é toda minha. - ele disse, com a voz rouca.

- Eu sempre fui... - admiti sem querer.

Ele sorriu torto, daquele jeito canalha que só ele tem.

- Então vamos resolver isso hoje. Do jeito que a gente sabe. Bora fazer logo o Joaquim pow kkkkkk, botar o Brasil pra frente.

- Iih bofe, vem não hein. -falei logo, Deus me livre outra criança agora.

E a noite começou ali, pesada, quente, no meio das velas, do perfume das flores, dos balões batendo no teto enquanto Maria dormia tranquila no cantinho.

E a gente... se destruía do jeito que só a gente sabe.

BIANCA 🧿Histórias para pegar e não largar. Descubra agora