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BIANCA🧿

Acordei com o sol batendo na cara, aquele calor já entrando pela janela, e olhe que o ar tava no 22º. Olhei pro lado, e como eu já esperava, a cama tava vazia. Gabriel não tinha dormido em casa de novo.

Suspirei, sentindo aquele aperto no peito e ao mesmo tempo alívio, mas não podia perder tempo remoendo isso. Maria Giulia se mexeu no bercinho, já começando a despertar. 

Peguei minha filha no colo e a embalei devagar. Mesmo com tudo acontecendo, ela era minha maior paz. 

— Bom dia, princesa da mamãe... — sussurrei, dando um beijinho na testa dela. 

Fui pra cozinha preparar o café. Fiz um mingau pra Maria, enquanto fiz meu achocolatado e comia um pão com queijo, não gosto de comer muita coisa de manhã. 

Depois de dar comida pra ela, troquei sua fralda e a vesti com um conjuntinho azul. Coisa mais linda minha menina. Tirei uma foto e postei nos status.

Status>

Minha razão, minha dádiva, meu amor

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Minha razão, minha dádiva, meu amor. ❤️👑
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Aproveitei e respondi as meninas, que tavam preocupadas comigo.

Whatsapp on📲

•As fies 🤪❤️

Bruna irmã ❤️
@bia índia, como tu tas irmã?

Letlet vida💓
Ela nem deu sinal de vida

Gabizinha irmã 💗
Tô preocupada

Oi manas, tô bem graças a Deus. ❤️

Bea irmã💓
E ele deu algum sinal de vida?

Até agora n vi.

Gabizinha irmã 💗
Minha mãe qr pegar ele, aql vacilao

Bruna irmã ❤️
Que ele de sorte de não me encontra na rua 😡

Bea irmã 💓
ui perigosa ela kkk

KKKKK ela pintaaa

Letlet vida💗
Vai nos avisando qualquer coisa, te amoo puta

Ok, também amo vcs 💗
tchau q a sobrinha de vcs tá chorando 🥲

Whatsapp off 📲

Desliguei meu celular e fui pra sala, liguei a tv e coloquei desenho pra Maria parar de chorar e tentei distrair minha mente, mas só via os flashbacks de ontem. Gabriel sumido desde ontem, sem dar satisfação. No fundo, eu já sabia onde ele tava. 

Deixe a Maria quietinha assistindo, e fui fazer meu almoço, logo ouvi o ronco da moto, Meu coração já acelerou. Ele entrou em casa e veio andando até mim com aquele sorrisinho de canto. Na mão, várias sacolas. Gucci, Lacoste, Schutz... 

— Qualé, Índia, nem um beijo de saudades? — Ele falou, se abaixando pra me dar um selinho. 

Eu desviei, de cara fechada.  Muito sínico

— Caraca mas tu é muito sonso né, fico impressionada com a tua capacidade Gabriel. -falei

— Para de caô, amor. Olha só o que eu trouxe pra tu. 

Ele foi tirando as coisas da sacola. Bolsa cara, sandália de marca, perfume importado. Tudo que eu gostava. Meu coração queria continuar duro, mas meu olhar já brilhava um pouco. Eu sabia que isso não apagava o que ele fazia, mas também sabia que era a forma dele de me manter por perto. 

— Trouxe um negócio melhor ainda. — Ele sorriu, puxando um bolo de dinheiro do bolso. — Hoje tem baile, Filipe ret vai brotar. Quero tu comigo, linda, cheirosa, daquele jeito. Pega esse dinheiro e vai se arrumar.  -falou se aproximando do meu pescoço, dando beijo por trás.

Peguei o dinheiro sem falar nada. Sabia que era um ciclo, sabia que ele fazia merda e depois vinha tentando comprar minha paz. Mas também sabia que não era fácil simplesmente largar tudo e ir embora. 

Suspirei fundo, olhei pra Maria Giulia dormindo no carrinho e depois pra ele. 

— Tá bom, Gabriel. Mas tu jura que nunca mas vai fazer aquilo de novo? — Perguntei, cruzando os braços. 

Ele sorriu, me puxando pra perto. 

— Juro, meu amor, desculpas por tudo ontem eu não sei oque deu em mim, prometo mais nunca vacilar cntg. Só quero tu comigo preta, do jeito que eu gosto. 

Deixei ele me abraçar, e, por mais que eu soubesse que era fraco da minha parte, me permiti acreditar. 

---

Naquele momento, era só eu e ele. Sem brigas, sem traições, sem o peso do mundo que eu carregava nas costas. Só o Gabriel que eu conheci lá atrás, que me fazia rir, que me prometia amor eterno.

Ele me puxou devagar, nossos corpos se encaixando como se sentissem falta um do outro. Seus lábios deslizaram pelo meu pescoço, e eu senti um arrepio tomar conta de mim.

— Senti tua falta assim... — Ele sussurrou contra minha pele, as mãos firmes segurando minha cintura.

Seus lábios foram descendo pelo meu pescoço, devagar, até chegar nos meus seios. Ele segurou minha cintura, apertando minha pele como se tivesse saudade do meu corpo.

— Tu é gostosa demais, mané... — Ele murmurou contra minha pele, me causando arrepios.

Seus beijos foram descendo ainda mais, até ele se encaixar entre minhas pernas. Eu arqueei o corpo quando senti a língua dele me tocar, lenta no começo, depois mais intensa. Me segurava firme, como se não quisesse que eu fugisse, como se quisesse me sentir estremecer ali, na boca dele.

— Para, Gabriel... — murmurei, quase sem ar.

Mas ele não parou. Me provocava, me fazia perder a razão, me fazia esquecer de tudo.

Depois de me deixar no limite, subiu de novo, colando nossos corpos. Me virou de 4, puxando meu quadril pra ele.

— Assim que eu gosto... Tu é minha, Índia. Sempre foi. — A voz dele saiu carregada de desejo.

Eu queria acreditar nisso

Me segurou firme e me puxou de encontro a ele, nossos corpos se encaixando como se nunca tivessem se separado. O quarto foi preenchido pelos nossos gemidos, o barulho do colchão, o cheiro de nós dois misturado no ar.

Naquele momento, eu era só dele. Como sempre fui. Como ele sempre soube que eu seria.

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