BIANCA 🧿
Cheguei em casa com um monte de sacola na mão, salto batendo no chão da escada, cabelo todo bagunçado do vento da rua. A Gaby me ajudando com umas bolsas, rindo porque eu parecia uma madame saindo de Dubai.
- Caralho, irmã... comprou o shopping todo, né? - ela falou rindo.
- E tu acha que minha filha vai passar o Natal de qualquer jeito? Tá maluca? - falei, já ajeitando a blusa pra não amassar.
Primeiro sempre a Maria, depois eu, inclusive só comprei bagui pra ela, e umas decorações pra casa, pra mim só um colar da swarovski. Me mimei kkk
Me despedi da Gaby, que subiu pra casa. Abri a porta Gabriel tava No sofá, boné virado pra trás, bermuda, sem camisa, Maria dormindo no colo dele. Ele não disse nada no primeiro segundo, só ficou me olhando de baixo pra cima, aquele olhar que gelava e queimava ao mesmo tempo.
- Tá de sacanagem comigo, Bianca? - ele soltou, voz baixa, mas carregada. - Tu sai daqui de tarde, some, volta quase onze da noite carregada de compra...
Revirei os olhos.
- Ih, já vai começar, é? Pelo menos eu gasto com coisa boa. Melhor que gastar com piranha na rua, né?
Ele se ajeitou no sofá, olhando fixo.
- Repete o que tu falou.
- Ué... falei a verdade.
Ele riu, mas aquele riso de perigo. Botou Maria devagar no sofá, ajeitou o travesseiro e se levantou.
- Tu pensa que eu sou oque teu, tu falar qualquer merda? Sou teu homem, porra, tá maluca de falar assim.
Cruzei os braços, encarando de volta.
- Meu homem? Tu já deixou de ser faz tempo, Relíquia.
Ele deu um passo pra frente, estourando o pescoço pro lado.
- Tu quer que eu perca a linha aqui? Hein? Quer que eu estoure logo ?
- Faz o que tu quiser... - falei, só pra provocar. Mas morrendo de medo, sabia oque ele era capaz.
O maxilar dele travou. Ele olhou pro lado, respirou fundo, mas a veia da testa tava pulando.
- Qual foi, tá me tirando, Bianca. Tu acha que eu não sei que tu apaga coisa do celular antes de eu chegar? Tu acha que eu não sei que tem macho te mandando mensagem?
Puxei o celular do bolso.
- Tá vendo? - desbloqueei e comecei a apagar umas conversas, olhando pra ele. - Melhor prevenir.
Ele veio andando rápido, pegou meu pulso com força.
- Tu tá de sacanagem comigo, né? Apagando coisa na minha cara... tu quer que eu perca a cabeça?
- Quero que tu entenda que a minha vida é minha - falei, tentando soltar o braço. - E que eu não sou tua propriedade.
Ele respirou pesado, me olhando de cima a baixo, os olhos cheios de raiva e desejo misturados.
- Tu sabe que eu não aceito esse papo, Bianca. Tu pode me odiar, pode me xingar... mas tu é minha. Sempre foi. To sendo maneiro contigo, sem perna a cabeça por nos, mas tu provoca, brinca com a cara de vagabundo.
- O mínimo né bofe. - falei com deboche. - E Eu faço o que eu quiser.
Foi aí que ele segurou minha cintura, me prensou na parede com força e falou baixo, colado no meu ouvido:
- Tu me provoca assim porque sabe que eu não consigo ficar longe de tu... mas tu tá brincando com coisa séria.
Senti o corpo inteiro arrepiar.
- E quem disse que eu quero que tu fique longe? - falei, mordendo o canto da boca.
Ele me encarou mais um pouco, respirando pesado, tentando se controlar. Mas eu sabia que dali pra frente não tinha mais controle nenhum.
Ele me prensou mais na parede, o corpo dele colado no meu, a mão firme na minha cintura.
- Tu sabe que eu não gosto de joguinho, Bia... - ele falou, o tom baixo e carregado. - E tu tá me deixando maluco cá.
- É pra ficar mesmo... - respondi, puxando ele pela corda e colando minha boca na dele.
O beijo foi bruto, desesperado, ele segurando meu rosto com uma mão e a outra descendo pela minha coxa, me puxando pra ele. Eu sentia a respiração dele pesada, o coração acelerado, e a tensão no ar só crescia.
Ele me levantou um pouco, me prendendo entre o corpo dele e a parede.
- Eu devia te quebrar todinha agora... só pra tu aprender a não me desafiar - ele sussurrou no meu ouvido, e eu tremi.
- Então faz... - provoquei.
Ele mordeu meu lábio, a mão subindo pela minha perna, e já ia me levar pro quarto quando...
- Mamã! - a vozinha da Maria cortou o clima.
A gente congelou. Ele fechou os olhos e respirou fundo, claramente irritado pela interrupção, mas soltou uma risada curta.
- Olha a tua sorte, Índia... - falou, me colocando de volta no chão e ajeitando a roupa.
Eu também ri, nervosa, e fui direto pro quarto da Maria, enquanto ele ficava na sala ainda me olhando como se prometesse que aquilo ia continuar mais tarde.
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BIANCA 🧿
Fanfictionela era uma poesia mas ele não sabia ler! ✨ 📍Jacarezinho •História de Bianca e Relíquia.
