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BIANCA🧿

Ele riu e me puxou de volta pra cama, pelado, com o corpo quente e cheiroso.

O ar-condicionado no talo e a coberta jogada pro canto, e eu ali, intacta, só de calcinha da Intimissimi e o mega jogado pro lado do travesseiro, toda no babado ainda. Aquele Airbnb era o mais pica da pista.

Vidro até o chão, vista pro mar, luzes baixas, lençol branco caro que dava até pena de sujar, mas já tava tudo embolado no pé da cama. Biel se deitou me puxando pela cintura, mordendo minha nuca daquele jeito que me deixa fraca, e eu, óbvio, toda no fogo.

— Tu tá pro crime mermo né. — ele murmurou no meu ouvido, a mão já descendo pela minha coxa.

— Tu tá fazendo a linha hoje, hein — eu ri, virando de frente, montando devagar em cima dele, sentando com gosto. — Não tem babado, não. Vai me aguentar hoje toda.

Ele cravou os dedos na minha cintura com força, gemendo rouco, olhando pra mim como se eu fosse uma tentação. E eu era mesmo.

Fiz a linha novinha que não deita pra ninguém. Movia devagar, me esfregando, jogando o cabelo pro lado, e apertando a braba que ele bolou, rebolando no ritmo que só a que nasceu no morro sabe fazer. Ele gemia baixo, a boca colada no meu peito, língua quente, me chupando como se tivesse sede.

— Tu é gostosa pra caralho, sabia? — ele falou, apertando minha bunda com força. — Desse jeito eu caso contigo e faço mais um filho hoje mesmo.

— Para de caô, pow — falei rindo, mas toda arrepiada. — Tô no piru, não me desconcentra.

Eu desci mais, fiz ele gemer alto, a mão dele puxando meu cabelo, corpo quente grudando no meu.

Comecei a cavalgar mais rápido, sem pena, sem dó, a vista lá fora era um escândalo, mas quem tava causando mesmo era eu, toda no vapor. Biel perdeu o controle, virou o jogo, me jogou na cama de costas, me segurou pelo quadril e meteu fundo, com força. Só o barulho do corpo batendo, e eu gritando sem vergonha nenhuma. Que vizinho que nada, isso aqui era um Airbnb, e hoje ele era todinho meu.

— Fala que é minha— ele gemia, metendo com vontade. — Fala que essa bucetinha é só minha, porra!

— É tua, porra! É tudinho teu — gritei, agarrando o lençol, tremendo da cabeça ao pé.

Ele metia fundo, firme, com vontade, aquele corpo dele parecia que foi moldado pra me fuder daquele jeito.

Suado, cheiroso, boca colada no meu pescoço, dizendo que eu era só dele, que ia matar se me visse com outro. Mas eu sabia que no fundo, tudo isso era ciúmes do Relíquia.

Desde que começaram os papos, ele ficou boladão. Mas ali, naquele momento, não tinha espaço pra rivalidade. Só eu e ele, naquele luxo todo, moendo na cama como se fosse a última noite.

Depois do gozo, ele ficou deitado me olhando, puxando meu corpo nu pra cima dele, passando os dedos nas minhas costas.

— Essa tua marra me deixa maluco, tá ligada?

— E tu acha que é só tu? Eu tô doida, Biel. Tu me deixa horrívelll, fala tu.

Ele riu, mordendo minha boca, e a gente ficou abraçado ali. O ligue dele tocou, ele pegou e soltou um "já volto", foi lá pra varanda atender. Eu fiquei deitada pensando, olhando pro teto. Minha cabeça tava um turbilhão. Levantei peguei um lança, e comecei a entrar na onda, fui no banheiro e tirei uma foto.

WHATSS📲

Vivendo😝💸💅🫦7️⃣

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Gabriel tava bloqueado, lógico, se não ia se mo perturbação na mente pprt.

As meninas mandando mensagem, Letícia falando da fiel dele que tava me caçando, a Carla ainda toda ralada depois da coça que levou kkkkkkk remoçada! o Relíquia doido querendo saber onde eu tava.

E eu ali, na cama do Biel, toda quente, com a pele marcada pelos beijos dele.

Mas não tem babado, nega. Intacta, como sempre. E amanhã... amanhã tem mais eu nessa pista, filhaa.

BIEL NARRANDO

Saí do quarto ainda com o cheiro dela em mim. Corpo quente, mente fervendo, e o celular vibrando no criado-mudo. Vi o nome na tela e já respirei fundo antes de atender.

Hilary.

Fiel é fiel, né? E a Hilary não era qualquer uma. Tava comigo desde os tempos de sacola na mão. Me segurou quando eu tava na lama, mas também era problema na certa. Temperamento dela era tipo AR-15: disparava sem aviso.

Atendi sem deixar transparecer nada. Fui pra varanda do Airbnb, cueca na cintura, mar batendo lá embaixo, e minha cabeça a mil.

— Fala tu, Hilary.

— Tu acha que eu sou otária, Biel?

A voz dela já veio firme, cortando no meio. Dei uma risada seca, tentando manter o controle.

— Qual foi, maluca? Já tá com essas neurose de novo?

— Tu não tava na pista? Sumiu o dia inteiro. E agora ainda tá com essa voz aí, todo manso... tá onde?

— Tô resolvendo uns bagulho com o advogado, já te falei. Tô no asfalto, Hilary, tu quer o quê ca?

— Tu mente mal pra caralho. Eu te conheço. Tô ouvindo até o som do mar! Tá onde, na Barra? Com quem tu tá?

Parei. Olhei pro horizonte, marzão azul refletindo o céu de julho. A Bianca lá dentro, pelada na cama, jogada de lado como se soubesse que era dela que a gente tava falando.

— Tu tá se ouvindo? Tu tá me tirando, Hilary. Fica inventando coisa, depois quer respeito. Tu que tá acabando com a porra do nosso bagulho. Fiel que é fiel não fica nessa onda de vigiar homem. Tu tá querendo fazer a maluca, igual as minas do morro?

— Eu vi o vídeo, e sei de tudo Biel. O bagulho já chegou nos meus ouvidos.

Meu sangue gelou.

— Que vídeo?

— A Bianca metendo a porrada na Carla. No meio do Jacaré. E TU VEM ME FALAR QUE TÁ NO ADVOGADO, SEU MENTIROSO?

Fiquei mudo. Por um segundo, só o barulho do vento e o coração acelerado. Ela sabia. Mulher sempre sabe. Principalmente fiel. Ela conhece teus passos antes mesmo de tu dar.

— A Bianca? Porra, nem sei onde essa bebel tá. Tu vai acreditar em vídeo de grupo agora? Tão falando coisa demais, Hilary. Tu vai surtar por conta de fofoca? Tá maluco rapa

— Tu já tá com ela, né?

Silêncio.

— Olha pra tua vida, Biel. Tu vai mesmo jogar fora anos comigo, por uma garota que tu mal conhece? Tu sabe quem eu sou. Tu sabe o que a gente construiu. Eu sou tua base, Biel.

Ela começou a chorar, mas o choro dela sempre vinha com veneno. Sabia usar sentimento como faca.

— Ninguém tá jogando nada fora — eu falei, firme. — Mas tu tá me pressionando, me tirando, se queimando sozinha. Eu tô no corre, lidando com estresse de facção, polícia querendo invadir, menor sendo preso, e tu vem falar de bebel?

— Eu vou sumir da tua vida. E quando tu acordar, vai ser tarde.

Desligou.

Fiquei parado, olhando o mar. Hilary era fiel. Mas Bianca... Bianca era furacão. Eu sabia que tava mexendo com coisa séria, mas quando uma mulher bota fogo no peito do homem, já era. Tu pode ser o chefão da Penha, ter os menor tudo na escuta... mas no coração, tu vira refém.

Voltei pro quarto devagar, Bianca fingia que dormia. Mas quando deitei, ela encostou devagar em mim e sussurrou com aquele deboche:

— Era a do morro? -riu

Não respondi. Só abracei ela por trás e fingi que não era nada. Mas por dentro, a guerra já tinha começado.

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