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BIANCA🧿

Eu não queria ver mais ele, mas a mensagem dele veio logo, tão fria, como se nada tivesse acontecido. "Vem pra casa agora. Tem coisa pra resolver." Era o que ele dizia.

A raiva me subiu, mas ao mesmo tempo, uma parte de mim queria confrontar de uma vez por todas. Eu estava cansada de me enganar e de viver nessa mentira. Se ele quisesse resolver alguma coisa, que fosse agora. 

Coloquei o meu copo encima da mesa, dei um beijo em Maria Giulia e disse pras meninas que ia ter que ir. Deixei elas com o olhar preocupado, mas a vontade de enfrentar aquela situação me dominava. 

Cheguei em casa, Quando entrei, vi Gabriel sentado no sofá, impaciente. Eu estava com a garganta apertada, o corpo inteiro tremendo de raiva. 

— Vem aqui. — ele falou, com a voz grossa, sem nem olhar pra mim direito.

Me aproximei devagar, com as mãos tremendo. Ele me olhou, e eu vi o veneno nos olhos dele. Ele sabia o que tinha feito. Ele sabia o que estava por vir. E eu também sabia. 

— O que aconteceu hoje? — Ele perguntou, tentando se fazer de despreocupado, mas a raiva tava estampada na cara dele.

— O que aconteceu? Me diz você! — resmunguei, já sem paciência. — Eu sei tudo, Gabriel. Eu sei de todas as merdas que você anda fazendo, e você me vem com essa de querer resolver. Eu não sou idiota. 

Ele se levantou de repente, vindo em minha direção com aquele olhar cheio de fúria. 

— Tá loucona garota? oque deu em tu de ficar brigando agr pelo morro. — ele gritou.

— Eu sei que você me trai, Gabriel. Sei que você tem outras, não adianta mentir mais. Não sou mais burra, você é um comédia, vacilão — falei, indo pra cima dele que segurou meus braços.

Ele estava tão puto que não pensou duas vezes antes de dar um soco no meu rosto. Eu caí no chão, e a dor foi tão forte que quase fiquei sem ar. Ele não me olhou nem um segundo, aquele não era o Gabriel que eu me apaixonei.

— Maluca, isso é pra tu aprender, tá tirando com cara de vagabundo rapá, e tu não vai sair mais não! — ele gritou, me mandando ficar ali como se fosse uma prisioneira, deu as costas sem olhar pra trás e saiu.

Me levantei devagar, sentindo a queimadura da agressão no rosto. Me olhei no espelho do corredor, e o ódio dentro de mim só aumentava.

Eu não ia sair, mas não por causa dele. Eu ia ficar ali por minha filha. Maria precisava de mim. E eu não ia permitir que aquele filho da puta destruisse minha vida. 

Depois de alguns minutos, a dor começou a passar. Eu respirei fundo, bebi um copo com água e liguei pra Bruna. Ela ainda estava com as meninas, e com a minha filha lá na pracinha.

IDL 📲

Bruna, vem cá, por favor. Traz a Maria Giulia.

Oque foi que aconteceu, Bia? (Bruna)

Só vem, por favor

Ta bom

FDL📲

E em menos de 10 minutos, ela chegou. Olhou pra mim, viu o meu rosto inchado e, antes que eu pudesse falar mais, ela já sabia.

— Esse puto não vale nada, Bianca. — Bruna disse, com raiva na voz. — Você não merece isso.

Eu segurei o choro. Naquela hora, estava mais difícil do que nunca, porque, no fundo, eu sabia que Bruna estava certa. Mas, ao mesmo tempo, algo dentro de mim me dizia que eu não conseguiria sair dele. Eu era dependente dele. Eu tenho apenas 15 anos. O que mais eu sabia fazer além de ser a mulher dele?

Eu olhei pra minha filha, que estava quieta no carrinho, e não consegui mais segurar as lágrimas. 

— Não é assim que funciona, Bruna. Eu sou nova demais pra entender tudo isso. Ele me controla, ele me prende, e eu não sei como sair. Eu não sei mais o que fazer. — falei, entre os soluços.

As meninas chegaram logo depois. Gaby, Letícia, e Bea, todas com um olhar de preocupação. Elas estavam irritadas, todas revoltadas com o que Gabriel tinha feito. 

— Bianca, não adianta ficar sofrendo por ele. Ele não vale nada. Você tem que se livrar desse bofe. Você merece mais, mona. — Letícia falou, segurando minha mão.

— Mas é difícil, sei bem como ela tá se sentindo.— Bea disse.

— Minha mãe não criou ele pra ser assim não!
ele vai se fuder esse fdp -Gaby falou, dava pra sentir a raiva dela.

—A gente tá aqui, irmã, pra oque der e vier. - Letícia falou.

As meninas me abraçou. Eu precisava delas, precisava das minhas amigas, mas no fundo, eu sabia que a única coisa que me prendia ali era ele. Eu tenho 15 anos, e não sei mais como viver sem aquele cara. Eu estou presa nele, no fundo eu ainda amo ele.

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