Matteo não esperava que sua vida fosse mudar depois de um simples acordo com sua melhor amiga, ele sabia que Madelaine aceitaria, só não sabia que ela se apaixonaria. E Madelaine é durona demais, pra assumir que ela caiu no papo dele, que ela é mais...
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Madelaine
Encaro o médico a minha frente, e ele continua analisando entre minhas pernas me deixando mais desconfortável ainda, ele tira o treco de dentro de mim e tira as luvas em seguida.
— Já pode se sentar — ele diz e eu tiro as pernas do suporte e me sento sentindo uma certa cólica.
Mas era fraca, me levanto e caminho até a cadeira de frente para a mesa dele onde ele estava, vejo ele anotar algo e me olhar.
— E então? — digo.
— Insuficiência Istmocervical não significa que irá ter um aborto, significa que você tem uma gravidez de risco, e que precisa de certos cuidados, como por exemplo agora temos o método de cerclagem uterina, que te ajuda a segurar o feto no útero, impedindo um aborto.
— Eu preciso? — pergunto.
— É o que eu indico, já que teve um aborto espontâneo a um mês atrás — ele diz e eu concordo pensativa — isso é no particular, custa um pouco alto, mas...
— Dinheiro não é problema — digo e vejo ele encarar meu uniforme, tão patético.
Se ele soubesse quem é o pai do me bebê, me entenderia, minha última preocupação era dinheiro, estou mais preocupada em minha vida, que estava começando a voltar ao eicho, e agora vem essa bomba.
Saio da clínica com o envelope dos exames na mão, e respiro fundo notando as mensagens do Matteo.
Eu sai do trabalho após dizer a senhora Bragança que estava me sentindo mal, e nem voltaria ao restaurante hoje, não sabia como contar ao Matteo e nem sabia se realmente eu queria contar a ele.
Respiro fundo e peço o táxi, indo direto para o apartamento, e quando chego, vejo que ele não está, e me sento no sofá me escorando nele e encarando o teto.
— Por que você quis vim logo agora bebê? — murmuro passando a mão na minha barriga.
E ouço a porta ser aberta, e vejo meu melhor amigo entrar e me olhar surpreso quando me vê, mas sorrio fraco ao vê que tinha um buquê em suas mãos.
— Não falta uma hora para o seu almoço? — ele pergunta sorrindo.
— Não vou voltar mais hoje, isso é pra mim? — me refiro as flores.
E ele se aproxima, concorda ao me entregar e beija meus lábios, e percebo seu olhar preocupado.
— Passou mal? — ele pergunta.
E eu ignoro, cheirando as flores e ele se senta na minha frente esperando pelas minhas palavras.
— A gente precisa conversar — digo e ele franze o cenho — e é bem sério.