"Ela pode tentar fugir, mas o que ela carrega agora é minha marca, e não vou deixar ninguém apagar."
TOM KAULITZ
Estava sentado naquela cadeira fria de metal, ao som dos passos dos guardas ecoando no ambiente. Não esperava ninguém naquele dia. A visita de Yolanda tinha sido o bastante para me manter remoendo mil pensamentos desde então. A lembrança dela, ali na minha frente, me encarando com aquele olhar que oscilava entre ódio e confusão, era como uma faca cravada no peito.
A porta da sala de visitas se abriu, e minha expressão azedou no mesmo instante. Bill. O filho da mãe vinha com aquele andar confiante, o sorriso irritante nos lábios, como se estivesse ali só para me provocar. E, bem, provavelmente era isso mesmo.
Ele puxou a cadeira à minha frente com força, o som estridente atravessando o ar. Sentou-se, cruzando os braços sobre a mesa com um sorriso de escárnio.
— Esperando a bonequinha de olhos azuis, irmãozinho? — Ele debochou, inclinando-se um pouco para frente. — Pois errou feio. Sou só eu.
Rolei os olhos, tentando conter o impulso de me levantar e enfiar a cabeça dele naquela parede suja. Cruzei os braços, a corrente das algemas, tilintando, e mantive meu tom seco.
— O que você quer de novo aqui, Bill? Se for para falar mal dela mais uma vez, juro que eu mesmo te estrangulo com essas algemas até você ficar seco. — Minhas palavras saíram frias, cheias de veneno.
Bill deu uma risada curta e debochada, inclinando-se ainda mais sobre a mesa. Ele apoiou o queixo nas mãos, como se estivesse analisando minha reação.
— Já estou à procura de Kristina, irmãozinho. — Ele disse casualmente, como se falasse sobre o clima.
Meu corpo tensionou no mesmo instante. Kristina. O nome dela era um veneno que corria pelas minhas veias. Levantei o olhar, estreitando os olhos enquanto apertava os punhos sob a mesa.
— Por que diabos você está procurando aquela puta? — Rosnei, tentando controlar a raiva. — Foi ela que destruiu minha vida. A minha e a da Yolanda.
O sorriso de Bill aumentou, como se ele estivesse esperando exatamente essa explosão. Ele fez um gesto com a mão, como quem afasta uma mosca irritante.
— Justamente por isso, Tom. Foi ela que te colocou aqui, não foi? Então... Kristina também vai te tirar daqui.
A insinuação dele me deixou ainda mais irritado. Inclinei-me para frente, o som da corrente das algemas ecoando na sala enquanto eu falava entre dentes.
— Não quero saber de Kristina, Bill. E muito menos quero que você a envolva nisso de novo.
Bill ergueu uma sobrancelha, como se eu fosse um idiota por sequer pensar em argumentar.
— Ah, mas você não tem escolha, Tom. Vou usar cada carta que eu tenho na manga pra te tirar daqui. E, se eu precisar, vou envolver o maior motivo que te colocou aqui.
Yolanda.
Meu peito deu uma pontada só de ouvir o tom casual dele ao mencionar ela. Apertei os dentes com tanta força que senti a pressão no maxilar.
— Deixa ela fora disso, Bill. Agora ela vai ter o bebê. Ela merece paz, porra.
Ele riu de novo, como se eu tivesse contado a melhor piada do mundo.
— Gravidez não é doença, Tom. Ela pode muito bem ser útil nessa jogada.
Me inclinei ainda mais, os olhos cravados nele com uma intensidade que eu sabia que o incomodava, mesmo que ele não demonstrasse.
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Inefável
Fiksi PenggemarYolanda, uma garota fria com intenções quentes, carrega a lembrança de Tony, seu protetor e amor de infância. Juntos, prometeram ficar juntos quando crescessem, mas Tony desapareceu sem deixar rastros. Anos depois, Yolanda se envolve com Tom Kaulitz...
