Capítulo 28

1K 113 146
                                        

"Apenas um amor estranho e obsessivo."

Tom kaulitz

Estava encostado no balcão improvisado da festa, observando as pessoas indo e vindo com seus copos cheios e risadas altas. A música estava alta, mas não ao ponto de ser insuportável. Bill estava ao meu lado, mexendo no celular, enquanto Georg e Gustav discutiam sobre algo irrelevante – provavelmente um jogo ou uma banda nova. Peguei meu copo e tomei um gole, deixando a bebida descer lentamente enquanto analisava o ambiente. A festa dos calouros e veteranos era sempre a mesma coisa: um amontoado de gente tentando impressionar uns aos outros, exibindo uma autoconfiança que a maioria não tinha, garotas passando com suas micro saias, e o pior drogas para todo lado.

— Cara, a amiga da prima do Georg tá louquinha lá com os calouros — Gustav comentou, apontando com o queixo para a direção onde um grupo estava reunido, rindo e gritando como se fossem os donos do mundo.

Georg ergueu a cabeça, curioso, e seguiu o olhar de Gustav.

— Espera... — Ele estreitou os olhos. — Ashley? Ah, não acredito. — Ele bufou, cruzando os braços. — Isso é tão típico da Megan. Ela sempre arrasta essas duas pra encrenca. Minha tia vai ficar possessa se souber.

— O que aconteceu? — Perguntei, ainda meio desinteressado, mas atento ao tom de voz deles.

— Ashley está ali, provavelmente bebendo que nem uma louca, e eu tenho certeza que a Megan tá metendo elas nessa confusão — Georg respondeu, irritado.

Bill, que até então estava distraído, levantou os olhos do celular, e um sorriso irônico surgiu no rosto dele.

— Ei... — Ele inclinou a cabeça para observar melhor. — Não é só a Ashley, não. Aquela não é a sua namoradinha, Tom?

Meu olhar imediatamente seguiu a direção que Bill indicou.

E lá estava ela.

Yolanda estava no meio de um grupo de veteranos, com Derick segurando uma garrafa inclinada na frente dela. Ele despejava o líquido diretamente em sua boca, enquanto ela ria e deixava escorrer pelo queixo. A galera ao redor gritava em coro:

— Vira, vira, vira!

Ela engolia rápido, tentando acompanhar o ritmo, enquanto os aplausos e incentivos aumentavam. Quando ela tentou se afastar, Derick simplesmente riu e virou a garrafa sobre seu decote, fazendo a bebida deslizar pelos seios, fazendo sua blusa ficar totalmente marcada e com os faróis acesos.

Meu sangue ferveu.

— Você tá de sacanagem comigo... — Murmurei, apertando o copo na mão.

Ela riu de novo, inclinando a cabeça para trás, completamente alheia ao quão patética aquela cena parecia. A bebida escorria pelo tecido, destacando ainda mais o que já chamava atenção demais.

— Isso é vergonhoso, Tom — Bill comentou com um tom de desgosto mal disfarçado. — Como você permite ela fazer isso?

Ignorei o comentário dele, mas meu maxilar estava tenso. Eu sabia que Yolanda não era exatamente um modelo de comportamento exemplar, mas isso... isso era ridículo. Ela sempre tinha uma faísca de impulsividade que, às vezes, eu admirava. Mas hoje ela parecia determinada a colocar fogo em tudo.

— Não tô acreditando que você tá parado aí, cara — Georg disse, franzindo o cenho. — Ela tá se destruindo, e você vai deixar?

— Eu não sou babá dela — Retruquei, embora soubesse que isso não soava tão convincente quanto eu queria. Meu olhar permaneceu fixo nela.

Inefável Onde histórias criam vida. Descubra agora