capítulo 89

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Feliz aniversário AutoraStyleWildest, Tudo de bom. Que você alcance tudo que há de melhor, você é uma pessoa incrível. Adeus dancing Queen, e que seja bem-vinda a nova era. Beijos da autora 🎀❤️
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"Eu te amo tanto que te vejo até quando você não está aqui."

YOLANDA

Subi as escadas apressadamente, sentindo o coração ainda descompassado dentro do peito. O corredor estava escuro, silencioso.

O corpo ainda quente, os lábios formigando, a perna trêmula… E o pior de tudo: o líquido escorrendo entre minhas pernas, um lembrete sujo do que tínhamos acabado de fazer.

Quando cheguei ao quarto, parei por um segundo, ajeitando a alça da blusa e respirando fundo.

Dylan já estava lá.

Ele estava encostado no batente da porta, os braços cruzados, como se estivesse esperando por mim.

Meus olhos piscaram rápido, mas mantive a expressão neutra, engolindo seco.

— O que a sua irmã está fazendo aqui? — A voz dele cortou o silêncio, carregada de desconfiança.

Levantei a cabeça e o vi parado ali, os braços cruzados, me analisando.

— Ela dormiu aqui.

— No meu lugar?

Revirei os olhos.

— Você me deixou sozinha. Eu não queria dormir sozinha. Se não gostar, pode dormir no quarto de hóspedes.

Ele me olhou por alguns segundos antes de soltar um riso soprado, negando com a cabeça.

— Você é inacreditável. Eu que sou seu noivo tenho que aturar uma pirralha dormir na minha cama e ir para outro quarto.

Antes que eu pudesse responder, Tom passou por nós no corredor, indo em direção ao quarto de Lia.

— Boa noite — Ele disse, sem sequer olhar para nós.

— Boa noite...

Dylan respondeu, e eu vi quando Tom sorriu de canto antes de desaparecer para dentro do quarto. Meu rosto esquentou.

Porra… ele sabia.

Sabia exatamente o que estava passando na minha cabeça agora.

E sabia exatamente o que estava escorrendo por minhas coxas.

Disfarçadamente, movi as pernas, tentando aliviar a sensação incômoda da umidade quente que deslizava lentamente pela minha pele. Meu pé roçou contra minha outra perna, um gesto automático, tentando conter a lembrança do que havíamos acabado de fazer lá embaixo.

— Você estava dando em cima dele? — Dylan voltou a falar, me encarando com olhos semicerrados.

— O quê?

— Isso mesmo que ouviu.

Bufei, cruzando os braços.

— Eu fui beber água. Ele só estava fumando lá embaixo.

— Você estava arrumando a alça da sua blusa quando estava vindo para o quarto. — Ele riu sem humor. — Do jeito que você é vagabunda, não duvido nada que tenha se esfregado nele igual uma puta.

Meu sangue ferveu.

A mão subiu antes que eu pudesse pensar, e o tapa estalou no rosto dele.

Dylan virou a cara com o impacto, mas logo segurou meu pulso, apertando e me chacoalhando com força.

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