"Mesmo depois de tudo, meu amor por você é mais forte que qualquer ódio que eu possa ter sentido."
TOM KAULITZ
Três semanas.
Já fazem três semanas que eu saí daquele inferno. Três semanas que eu respiro ar puro, que eu voltei a ser um homem livre. Mas não há nada de liberdade nessa porra toda, não quando o que é meu continua fora do meu alcance.
Eu voltei para casa. Para o único lugar que sempre foi meu. A casa da minha mãe, o lugar onde vivi, onde aprendi a sobreviver. Onde aprendi a conseguir o que eu quero. Onde aprendi a não deixar nada, nem ninguém, levar o que me pertence.
E agora, meu plano está em movimento. Cada detalhe, cada jogada, cada movimento. Desde o momento que pisei para fora da cadeia, eu soube exatamente o que fazer.
Eu não quero ela.
Aquela vagabunda. Aquela desgraçada que me deixou apodrecer lá dentro. Que não moveu um único dedo por mim. Que simplesmente seguiu em frente como se eu nunca tivesse existido. Como se eu fosse descartável. Como se ela não soubesse que eu fiz tudo por ela.
E que se foda.
Eu não preciso dela.
Mas minha filha?
Minha filha nunca vai viver naquele meio. Nunca vai respirar o mesmo ar que esse desgraçado, esse assassino, que matou uma mulher. Ele enterrou uma vadia com um tiro na cabeça. Do que mais ele é capaz?
Eu não vou deixar Edelain crescer naquele ambiente. Não vou deixar minha filha ser criada por um merda desses.
Ela é minha.
E quando ela nascer, eu vou pegar minha filha e sumir. Ninguém vai me impedir.
Ninguém.
Eu soube que ela foi embora. O maldito noivo dela arrumou as malas e a levou com ele, junto com aquela inútil que ele chama de irmã. Medo por ela e pela filha que não é dele... ou medo por ele mesmo? Ele fez isso para proteger quem exatamente? Porque se acha que pode simplesmente me afastar do que é meu, está muito enganado.
A primeira coisa que eu fiz quando saí foi tentar contato com ela. O celular que eu dei, aquele maldito aparelho, parece que evaporou da face da Terra. Como se nunca tivesse existido. Eu liguei tantas vezes que perdi a conta. Primeiro, chamava até cair. Depois, o número parou de funcionar.
Eu tentei de outros números, tentei de telefones diferentes. Nada. Nenhum sinal. Nem Bill conseguiu falar com ela. Nem as amigas. Ninguém. Como se ela tivesse sumido no mapa.
Se ela ou aquele inútil não tivessem se livrado do celular, eu já teria rastreado a porra da localização dela. Eu saberia exatamente onde ela está, exatamente onde minha filha está. Mas não. Ela fez questão de cortar qualquer chance de eu encontrá-la. Fez questão de apagar meus rastros.
Só que não importa.
Nada disso muda o fato de que ela pode até querer se esconder de mim, mas minha filha não. Minha filha não vai ser arrancada de mim. Eu não vou deixar.
Eles esconderam ela de mim.
E isso só deixou as coisas mais interessantes.
Mas a sorte sempre sorri para quem sabe jogar. E a jogada veio na forma de Lia Gallagher.
A irmãzinha mimada de Dylan, tão desesperada por atenção quanto qualquer outra garota entediada da alta sociedade.
Ela é o tipo de menina que nunca precisou se esforçar para conseguir o que queria. Tudo sempre veio fácil. Roupas caras, viagens internacionais, festas privadas. Mas tem uma coisa que dinheiro nenhum compra: atenção.
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Inefável
FanfictionYolanda, uma garota fria com intenções quentes, carrega a lembrança de Tony, seu protetor e amor de infância. Juntos, prometeram ficar juntos quando crescessem, mas Tony desapareceu sem deixar rastros. Anos depois, Yolanda se envolve com Tom Kaulitz...
