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• 15 anos, pt2 • Pablo Gavira. • Leticia_jp25 ---- • Obrigada por terem voltado na enquete. 💕 Eu não tinha percebido que isso confundi vcs kkkk Não vou parar de por a foto no final, pq eu acho que fica bonitinho kkk mas eu vou começar a por a idade da personagem antes. Então, não levem em consideração a foto do final, ok? Ela é só pra deixar fofo msm.🤍 ____________________________________________
PABLO GAVIRA.
A festa seguia linda.
Tudo do jeitinho que eu tinha planejado pra Letícia. As luzes, a música, os doces que ela ama... ela tava rindo no meio da pista com as amigas, rodando o vestido, feliz. E eu ali, encostado de canto, só observando e conversando com as pessoas.
Mal sabia eu o que ia acontecer.
A porta do salão abriu com força. Eu senti na hora.
Sabe quando o corpo sente antes da cabeça entender? Foi exatamente isso que senti quando eu virei e vi a mãe biologica da Letícia entrando. Não foi convidada e não era bem-vinda.
Ela entrou olhando torto pra tudo, já empurrando uma mesa.
- Nossa, que exagero de festa. - ela falou empurrando uma bandeja de docinhos no chão. - Eu queria muito saber o porquê que eu não fui convidada pra festa da MINHA FILHA? - Luana falou alto, pra todo mundo ouvir. Enfatizou bem quando disse "minha filha"
Na hora que eu vi a Letícia parada no meio da pista, sem o sorriso e o brilho que estava no rosto... Eu perdi a paciência.
- O que você tá fazendo aqui? - Fiquei na frente dela, sem gritar, mas bem firme.
Ela cruzou os braços, debochada. - Eu sou a mãe dela. Tenho direito.
- Direito? - Eu ri baixo, tentando não chamar mais atenção ainda. - Você não tem direito de nada. Perdeu isso quando a abandonou. E ela não é a sua filha, nunca foi.
Ela ainda tentou avançar, derrubar mais coisa da decoração, mas eu já tava sem paciência nenhuma.
- Você não vai estragar a festa da MINHA filha. - seguro no braço dela, fazendo ela parar. - Sai. Agora.
Ela começou a falar alto, chamar atenção, mas eu nem deixei continuar. O segurança já veio, e eu só apontei pra porta. Quando ela foi saindo, virei na hora pra Letícia. Ela tava chorando quietinha.
- Ei, ei... olha pra mim. - Me abaixei na frente dela, segurei o rosto dela com cuidado. - Ela não vai mais te perturbar, ok? Fica tranquila.
- Porquê ela sempre faz isso, pai? - Ela respirou fundo. - Porque ela sempre quer estragar as coisas? Ela nunca teve aqui com a gente nos momentos ruim, e quando as coisas estão boas, ela aparece pra estragar. - Ela chora mais.
Aquilo doeu mais que qualquer coisa. Abracei ela forte, daquele jeito que só pai abraça.
- Ela não vai estragar nada, não vamos dar esse gostinho pra ela. Você vai voltar lá e continuar a sua festa. Eu não vou deixar essa mulher estragar mais nada pra gente. - Ela assentiu, ainda agarrada em mim e voltamos pra festa.
A música voltou. A festa seguiu. Nada foi estragado.
Porque aquele dia era dela. E sempre vai ser. ____________________________________________
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