1.2.7 | Pablo Gavi • Bebê.

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• Pablo Gavira

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Pablo Gavira.
• Bebê surpresa.
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PABLO GAVIRA.

Cheguei em casa exausto depois do treino no CT do Barcelona. Tudo que eu queria era deitar no sofá e esquecer do mundo um pouco. Joguei a mochila num canto e fui em direção à cozinha, mas aí ouvi duas batidas na porta.

Estranhei. Quem bateria aqui a essa hora?

Caminhei devagar até a porta e abri... e na mesma hora senti meu coração parar por um segundo.

Tinha um cestinho de bebê na minha porta.

Dentro dele, uma bebê recém - nascida enroladinha num cobertorzinho rosa, dormindo como um anjinho. Olhei ao redor, esperando ver alguém... mas a rua estava vazia.

Meu estômago revirou.

Não é possível que isso esteja acontecendo. Isso não acontece só em filmes?

Notei um envelope apoiado ao lado dela. Peguei e abri com cuidado. A mensagem era curta, mas suficiente para me deixar ainda mais confuso:

"Seu nome é Letícia. Cuide dela."

Senti minha garganta travar. Eu não sabia nada sobre cuidar de um bebê. Nada. Eu sou muito novo, como vou cuidar de um bebê!?

Mas quando olhei de novo para aquela menininha tão pequena, tão indefesa... alguma coisa dentro de mim simplesmente decidiu por mim.

Afinal, ela não tem culpa de nada.

Me abaixei devagar e a peguei no colo. Ela abriu um pouquinho os olhos, e eu juro que nunca senti algo assim.

- Oi, pequenininha... - murmurei, tentando não parecer nervoso. - E agora, hein? - Dou um riso nervoso, perguntando mais pra mim mesmo.

Ela esfregou o rostinho no meu peito e suspirou. Estava frio lá fora, então deixei pra ver o que eu ia fazer para amanhã

No dia seguinte, acordei decidido a fazer tudo do jeito certo. Pesquisei sobre o que um bebê precisava e fui para a loja com uma lista enorme.

A moça da loja me olhou meio surpresa quando viu o carrinho cheio.

- "Berço.
roupinhas rosa.
fraldas.
pomada.
talco.
chupetas.
mamadeiras." - eu ia relendo a lista pra ter certeza de que não estava esquecendo de nada. - Ah, e sapatinhos. E aquela banheirinha também.

- Primeira filha? -ela perguntou rindo.

- É. - respondi, sem graça. - Chegou meio... de surpresa.

Saí da loja com mais sacolas do que eu podia carregar. Mas eu estava feliz. Nervoso, mas feliz.

Passei a tarde inteira montando o quartinho. Montei o berço torto duas vezes antes de acertar. Prendi o roupeiro no lugar errado. Quase quebrei o móbile tentando pendurar.

Mas quando finalmente terminei, respirei fundo. Ficou simples, mas ficou cheio de carinho.

No outro dia, eu fui atrás de um advogado para conseguir a guarda legal e para fazer os documentos de Letícia. Foi uma burocracia e tanto, mas pelo menos eu não vou ter problemas futuros.

Chego em casa já de noite e Letícia estava capotada no meu peito. Levei a mesma para o seu quarto, mas assim que eu fui coloca-la no berço, ela acordou.

Peguei a mamadeira, me sentei ao lado do bercinho e comecei a alimentá-la devagar.

- Tá tudo bem, Letícia... - sussurrei, passando a mão pelo cabelinho dela. - Eu vou cuidar de você. Prometo.

Naquele momento, mesmo sem entender direito como, eu sabia: minha vida tinha mudado. E eu faria qualquer coisa por ela.
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Pablo Gavira.
• Letícia Gavira.

• 𝘿𝘼𝙐𝙂𝙃𝙏𝙀𝙍 𝙊𝙁 𝙋𝙇𝘼𝙔𝙀𝙍𝙎. - 𝙄𝙢𝙖𝙜𝙞𝙣𝙚'𝙨.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora